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Inadimplência praticamente dobra e coloca o mercado imobiliário no interior do Mato Grosso em alerta
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A inadimplência tem crescido significativamente no interior do Mato Grosso, quase dobrando nos primeiros seis meses de 2025. O aumento, que afeta diversas áreas da economia, tem colocado um dos principais mercados em alerta: o imobiliário. O levantamento foi feito pela Foco Negócios Imobiliários de Sorriso.
De acordo com o CEO da imobiliária responsável pela sondagem, que hoje é considerada uma das principais imobiliária do interior do Mato Grosso, Tiago Borba, a incerteza em torno do pagamento dos aluguéis expõe uma infinidade de riscos a proprietários de imóveis, como a perda de renda, o que pode, inclusive, inibir novos investimentos e afetar a estabilidade financeira individual.
Para o especialista, ainda que essa inadimplência não esteja restrita ao setor imobiliário, o impacto pode ser sentido de forma acentuada, principalmente por aqueles que investem em propriedades e as alugam por conta própria gerenciando contratos de forma autônoma.
“São riscos como a desocupação prolongada e o impacto na receita pessoal com o custo da gestão e manutenção, além da preocupação em caso de recuperação de dívidas”, pontua o especialista da Foco Negócios Imobiliários.
Para driblar as dificuldades impostas pela inadimplência, serviços como a gestão patrimonial profissional têm ganhado relevância dentro do setor. Segundo Tiago Borba, consultorias aprofundadas normalmente minimizam os riscos de inadimplência futura.
“Para o proprietário, faz toda a diferença ter alguém que analise com exatidão o histórico da taxa de inadimplência do potencial inquilino e verifique seus rendimentos, além de consultar órgãos de proteção ao crédito. Esse tipo de consultoria ajuda a reduzir inúmeras possibilidades ligadas a uma possível falta de pagamento”, salienta.
Uma luz no fim do túnel?
Uma solução que vem sendo enxergada por investidores como algo muito além que uma alternativa valiosa, mas como uma luz no fim do túnel no atual cenário do mercado de locação de imóveis tem sido o “Aluguel Garantido”, proporcionado aos proprietários. A iniciativa assegura aos donos dos imóveis receberem o valor integral do aluguel mesmo que o inquilino não pague.
“Além de garantir o recebimento de até três meses de pagamento do aluguel, ele [o aluguel garantido] minimiza consideravelmente as chances da inadimplência e outros efeitos quando há situações dessa natureza, como o desgaste em negociações com os devedores, por exemplo”, finaliza.
Fonte: Assessoria de Imprensa Foco
Fonte: Portal do Agronegócio
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Soja brasileira caminha para safra recorde de 182 milhões de toneladas e reforça liderança global em 2026
A soja brasileira segue consolidando sua posição como principal protagonista do agronegócio mundial. De acordo com o relatório AgroInfo Junho 2026, divulgado pelo Rabobank, o Brasil deverá colher uma safra histórica de 182 milhões de toneladas na temporada 2025/26, volume que representa um acréscimo de 10 milhões de toneladas em comparação ao ciclo anterior.
O resultado reflete a combinação entre expansão moderada da área cultivada e condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras, fortalecendo ainda mais a competitividade do país no mercado internacional.
Produção recorde fortalece oferta brasileira
Segundo a análise do RaboResearch Food & Agribusiness, o desempenho da safra brasileira confirma o elevado potencial produtivo do setor, mesmo em um ambiente global marcado por incertezas geopolíticas e oscilações nos preços das commodities.
Além do crescimento da produção, a demanda pela oleaginosa continua apresentando sinais robustos, sustentando perspectivas positivas para toda a cadeia produtiva.
Exportações seguem em ritmo acelerado
As exportações brasileiras de soja mantêm forte desempenho em 2026. Dados compilados pelo Rabobank mostram que os embarques entre janeiro e maio registraram crescimento de 8% em relação ao mesmo período do ano passado.
A expectativa é que o Brasil exporte aproximadamente 113 milhões de toneladas ao longo do ano, estabelecendo um novo recorde e ampliando em cerca de 5 milhões de toneladas o volume embarcado em comparação a 2025.
Mesmo diante da valorização do real frente ao dólar e do aumento dos custos logísticos internos, a soja brasileira continua altamente competitiva no mercado global, especialmente em relação aos principais concorrentes internacionais.
Mercado internacional influencia preços
Durante o primeiro semestre de 2026, os preços da soja foram fortemente impactados pelo cenário geopolítico internacional.
A expectativa de exportações expressivas dos Estados Unidos para a China ajudou a sustentar as cotações na Bolsa de Chicago (CBOT), enquanto o conflito envolvendo Estados Unidos e Irã impulsionou os preços do petróleo e dos óleos vegetais, incluindo o óleo de soja.
Esse movimento levou os contratos da oleaginosa a alcançarem níveis próximos de US$ 12,20 por bushel em março. Entretanto, a valorização observada em Chicago não se refletiu integralmente nos preços recebidos pelos produtores brasileiros.
A combinação entre prêmios mais baixos nos portos e a valorização do real limitou os ganhos no mercado interno, mantendo as cotações em reais relativamente estáveis ao longo do período.
Esmagamento cresce com margens mais atrativas
Outro destaque do relatório é o fortalecimento da indústria de processamento.
Mesmo com o adiamento do aumento da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel, as margens de esmagamento foram beneficiadas pela valorização do óleo de soja.
No primeiro trimestre de 2026, o volume processado atingiu 14,3 milhões de toneladas, crescimento de 10% em relação ao mesmo período de 2025.
A tendência é que a demanda por derivados continue sustentando o avanço do esmagamento ao longo do ano.
Clima nos Estados Unidos e El Niño entram no radar
Nas últimas semanas, os fundamentos de mercado voltaram a assumir protagonismo na formação dos preços globais.
O avanço do plantio e as boas condições das lavouras norte-americanas pressionaram as cotações da soja em Chicago, que registraram queda próxima de 5% durante junho.
Segundo o Rabobank, caso o clima continue favorável nos Estados Unidos, os preços poderão sofrer novas correções no curto prazo.
Por outro lado, após o início da colheita norte-americana, a atenção dos investidores deverá migrar para a América do Sul, especialmente para os possíveis impactos do fenômeno El Niño sobre a safra brasileira 2026/27.
Perspectivas para o produtor
Apesar da volatilidade dos mercados internacionais e das incertezas climáticas para a próxima temporada, o cenário para a soja brasileira permanece amplamente favorável.
A combinação entre safra recorde, crescimento das exportações, aumento do esmagamento e forte demanda global reforça o papel estratégico da cultura para o agronegócio nacional.
No entanto, produtores devem acompanhar atentamente fatores como o comportamento do clima, a evolução da demanda chinesa, os custos logísticos e os movimentos do câmbio, que continuarão exercendo influência direta sobre a rentabilidade do setor nos próximos meses.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio


