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Tarifas de Trump podem elevar preços do café e suco de laranja nos EUA com impacto do Brasil
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Possíveis aumentos no preço dos alimentos
Consumidores norte-americanos poderão enfrentar alta significativa nos preços de produtos básicos, como café e suco de laranja, caso o governo do presidente Donald Trump mantenha a proposta de aplicar tarifas de 50% sobre todas as importações brasileiras. A informação foi divulgada por especialistas e comerciantes na quinta-feira.
Nova medida de tarifas anunciada
Na quarta-feira, o presidente Trump anunciou o aumento das tarifas sobre importações do Brasil, que passariam de 10% para 50%, a partir de 1º de agosto. Os Estados Unidos, entretanto, mantêm um superávit comercial de US$ 7,4 bilhões com o Brasil, segundo dados do U.S. Census Bureau.
Importância do Brasil na produção agrícola
O Brasil é responsável por quase metade da produção mundial de café arábica e domina o mercado global de suco de laranja, representando cerca de 80% das exportações mundiais da bebida. Embora seja o maior produtor mundial de açúcar, suas exportações para os EUA não são expressivas.
Impacto maior no café e no suco de laranja
Segundo Michael McDougall, analista de açúcar, o impacto maior dessas tarifas estará no café e no suco de laranja, e não no açúcar. Ele também menciona a possibilidade de efeitos sobre o mercado de açaí, já que o Brasil é o principal exportador da fruta para os EUA.
Possível isenção para alguns produtos
Howard Lutnick, secretário de Comércio dos EUA, indicou que alguns produtos naturais não disponíveis nos EUA, como frutas tropicais e especiarias, podem ser isentos das tarifas, dependendo das negociações com os países exportadores.
Desafios para o mercado de café brasileiro nos EUA
Um executivo de uma grande trader global afirmou que, com uma tarifa de 50%, não seria economicamente viável vender café brasileiro para os EUA, país que consome cerca de um terço do café mundial e importa aproximadamente 8 milhões de sacas anuais do Brasil.
Dependência dos EUA em suco de laranja brasileiro
Mais da metade do suco de laranja consumido nos EUA é importada do Brasil. A dependência tem aumentado nos últimos anos devido à queda na produção doméstica, especialmente na Flórida, afetada por doenças, furacões e temperaturas baixas.
Previsão de safra histórica baixa nos EUA
O Departamento de Agricultura dos EUA projeta que a safra americana de laranja na temporada 2024/25 será a menor em 88 anos, com a produção de suco em níveis recorde de baixa.
Reação dos produtores de carne dos EUA
Os produtores de gado dos EUA receberam bem a tarifa contra o Brasil, considerando que as exportações brasileiras contribuíram para o encolhimento do setor pecuário norte-americano. A R-CALF USA declarou apoio às medidas, visando reduzir a dependência do país em alimentos importados.
Produção de etanol no Brasil e mercado energético
O Brasil é o segundo maior produtor mundial de etanol, principalmente à base de cana-de-açúcar e milho. Em 2024, a produção chegou a cerca de 35 bilhões de litros, mas menos de 6% foi exportado, com cerca de 300 milhões de litros destinados aos EUA.
Investimento das multinacionais no mercado brasileiro
Empresas como Shell, por meio da joint venture Raízen com o grupo Cosan, e a BP, proprietária de produtora brasileira de açúcar e etanol, estão expostas ao mercado brasileiro de biocombustíveis, reforçando a relevância econômica do setor.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Vendas de máquinas agrícolas e industriais caem em 2026 e acendem alerta no setor, aponta Abimaq
A indústria brasileira de máquinas e equipamentos iniciou 2026 sob pressão. Dados divulgados pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) mostram retração nas vendas em março e no acumulado do primeiro trimestre, refletindo um ambiente de demanda mais fraca e maior concorrência com produtos importados.
O faturamento do setor somou R$ 23,8 bilhões em março, queda de 3,4% na comparação com o mesmo período de 2025. No acumulado do trimestre, a receita líquida alcançou R$ 61,7 bilhões, recuo expressivo de 11% frente aos três primeiros meses do ano anterior.
Mercado interno recua e importações avançam
O desempenho negativo foi puxado principalmente pela queda nas vendas no mercado doméstico. A receita líquida interna recuou 0,9% em março e acumulou queda de 12,6% no trimestre, evidenciando a perda de ritmo da demanda nacional.
Em contrapartida, as importações de máquinas e equipamentos cresceram de forma significativa, avançando 21,4% em março e 4,2% no acumulado do trimestre. O aumento reforça a competitividade dos produtos estrangeiros no mercado brasileiro e pressiona ainda mais a indústria local.
Exportações mostram resiliência, mas com sinais de desaceleração
No mercado externo, o desempenho foi mais estável. As exportações somaram US$ 1,03 bilhão em março, praticamente estáveis na comparação anual. No acumulado do trimestre, houve crescimento de 7,5%, atingindo US$ 2,9 bilhões.
Os Estados Unidos seguem como principal destino das exportações brasileiras do setor. As vendas para o país totalizaram US$ 709 milhões no trimestre, acima dos US$ 631 milhões registrados no mesmo período de 2025.
No entanto, na comparação com o quarto trimestre do ano passado, houve retração de 10,5% nas exportações para o mercado norte-americano. O recuo foi puxado por quedas em segmentos relevantes, como máquinas agrícolas (-32%), componentes (-16%) e equipamentos para logística e construção civil (-13,5%).
Com isso, a participação dos Estados Unidos nas exportações do setor ficou em 24,3% no primeiro trimestre, abaixo do pico de 29,3% registrado em 2023, embora ligeiramente acima dos 23,3% observados em 2025.
Capacidade instalada sobe, mas pedidos indicam fraqueza
A utilização da capacidade instalada da indústria atingiu 79,9% em março, acima dos 77,6% registrados no mesmo mês de 2025, indicando melhora operacional.
Por outro lado, a carteira de pedidos, importante indicador de demanda futura, apresenta sinais de enfraquecimento. Em março, houve leve alta frente a fevereiro, com 9 semanas de pedidos, mas ainda assim queda de 1,5% na comparação anual.
No acumulado do trimestre, a retração foi de 5,2%, reforçando a perspectiva de um ano mais desafiador para o setor.
Perspectivas para 2026
Segundo a Abimaq, o comportamento da carteira de pedidos indica que a indústria deve enfrentar um período de receitas mais fracas ao longo de 2026. A combinação de demanda interna desaquecida, avanço das importações e incertezas no mercado externo compõe um cenário de cautela.
Para o agronegócio, o desempenho do setor de máquinas é um termômetro importante, já que reflete diretamente o nível de investimento no campo. A evolução desse mercado será decisiva para medir o ritmo de modernização e expansão da produção agrícola nos próximos meses.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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