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Projeto financiado pelo Goiás Social capacita 450 agricultores familiares produtores de leite

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Lançamento do Programa de Melhoramento Genético Bovino

O Governo de Goiás, por meio da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) e com o apoio da Emater Goiás, lançou o Programa de Melhoramento Genético Bovino para Agricultura Familiar. A iniciativa, que integra o conjunto de ações do Goiás Social, tem como objetivo capacitar e promover o desenvolvimento de agricultores familiares produtores de leite no estado.

Abrangência e público-alvo

O projeto contempla 450 agricultores familiares distribuídos por diversas regiões de Goiás, com prioridade para os 15 municípios que formam as maiores bacias leiteiras do estado: Orizona, Jataí, Piracanjuba, Bela Vista de Goiás, Rio Verde, Itapuranga, Silvânia, Vianópolis, Morrinhos, Pontalina, Luziânia, Itaberaí, Pirenópolis, Caçu e Goiás.

Tecnologia e capacitação para elevar a produtividade

Os beneficiados terão acesso à tecnologia de Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF), considerada uma alternativa inovadora para melhorar os índices de reprodução, aumentar a taxa de concepção e, assim, elevar a produtividade do rebanho leiteiro. Além disso, o programa inclui capacitações nas áreas de gestão, sanidade e nutrição para os produtores.

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Compromisso do governo com a agricultura familiar

Para o secretário da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Pedro Leonardo Rezende, o programa reforça o compromisso do Governo de Goiás com o fortalecimento da agricultura familiar.

“O Programa de Melhoramento Genético Bovino integra uma série de políticas públicas voltadas aos produtores de leite, como o PAA Leite, o Boletim do Setor Lácteo, o FCO Rural para bovinocultura leiteira e o Crédito Social. Essa nova iniciativa permitirá a capacitação dos produtores, o aumento da produtividade do rebanho leiteiro e muitos outros benefícios. Todas essas ações vão fortalecer a inclusão produtiva de Goiás”, afirmou.

Papel da Emater Goiás na execução do programa

O presidente da Emater Goiás, Rafael Gouveia, destacou a importância da instituição no sucesso do programa. “Atuamos diretamente na divulgação da iniciativa em todo o estado, principalmente nos municípios da bacia leiteira goiana, mobilizando os produtores de leite e oferecendo apoio técnico no preenchimento e envio da documentação à Seapa. Nossa presença no campo é essencial para garantir que os produtores de leite tenham acesso a mais esta política pública oferecida pelo Governo de Goiás”, declarou.

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Inscrições abertas e prazos

O edital do Programa de Melhoramento Genético Bovino para Agricultura Familiar foi publicado no Diário Oficial do Estado nesta terça-feira (1º/7). Os produtores interessados têm prazo de 20 dias úteis, contados a partir da publicação, para realizar a inscrição e enviar a documentação necessária.

Edital completo

Com essa iniciativa, o Governo de Goiás reforça o apoio à agricultura familiar, promovendo inovação, capacitação e aumento da produtividade no setor leiteiro estadual.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Corrida global por terras raras leva Senado a discutir estratégia para minerais críticos

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O avanço da disputa internacional por minerais críticos e terras raras mobilizou a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que participou nesta semana de um debate no Senado sobre os caminhos para ampliar a presença do Brasil nas etapas de maior valor agregado da cadeia mineral.

A discussão ocorre em um cenário de crescente competição global por recursos considerados estratégicos para a produção de baterias, veículos elétricos, equipamentos eletrônicos, inteligência artificial, sistemas de defesa e geração de energia renovável. Nos últimos anos, Estados Unidos, China e União Europeia intensificaram políticas voltadas à segurança das cadeias de suprimentos e à redução da dependência externa desses insumos.

O Brasil aparece nesse cenário como um dos países com maior potencial geológico do mundo. Além de reservas de nióbio, grafita e lítio, o país possui importantes ocorrências de terras raras, grupo de minerais utilizados em equipamentos de alta tecnologia e considerados estratégicos pelas principais economias globais.

Durante audiência pública realizada pela Comissão de Relações Exteriores do Senado, integrantes da FPA defenderam a construção de uma política nacional voltada não apenas à extração mineral, mas também ao processamento industrial e à agregação de valor dentro do país. A avaliação apresentada durante o debate é que o Brasil corre o risco de repetir o modelo histórico de exportação de matéria-prima caso não avance em tecnologia, industrialização e segurança jurídica.

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INTERESSE MUNDIAL – Para o presidente do Instituto do Agronegócio, engenheiro agrônomo Isan Rezende, os minerais críticos e as terras raras deixaram de ser apenas uma questão mineral para se tornarem um tema de soberania econômica.

“O mundo vive uma corrida por recursos essenciais para a produção de baterias, semicondutores, inteligência artificial, sistemas de defesa e transição energética. O Brasil possui algumas das maiores reservas do planeta e precisa decidir se continuará exportando matéria-prima ou se avançará para ocupar posições mais estratégicas nessa cadeia.”

“O que preocupa é que as principais economias do mundo estão adotando políticas cada vez mais agressivas para garantir acesso a esses minerais. Os Estados Unidos ampliam sua pressão por acordos de fornecimento, a China mantém forte controle sobre etapas de processamento e diversos países passaram a restringir exportações para proteger suas próprias indústrias. O Brasil não pode assistir a esse movimento apenas como fornecedor de recursos naturais. É necessário construir uma política nacional que estimule pesquisa, industrialização, inovação e geração de valor dentro do país.”

“A discussão conduzida pela Frente Parlamentar da Agropecuária vai além da mineração. Estamos falando de desenvolvimento regional, atração de investimentos, geração de empregos qualificados e fortalecimento da competitividade brasileira. O país reúne reservas minerais, conhecimento técnico e capacidade produtiva para se tornar um protagonista global nesse mercado. Mas isso exige segurança jurídica, previsibilidade regulatória e uma estratégia de longo prazo que transforme riqueza geológica em riqueza econômica para os brasileiros.”

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Os Estados Unidos ampliaram programas de incentivo à produção doméstica e à diversificação de fornecedores, enquanto a China mantém posição dominante em etapas estratégicas do processamento de terras raras. Outros países produtores também passaram a restringir exportações de matérias-primas para estimular investimentos industriais locais.

No Senado, a discussão abordou ainda o Projeto de Lei 4.443/2025, que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A proposta busca estabelecer diretrizes para pesquisa, exploração, industrialização e atração de investimentos para o setor.

Entre os pontos destacados pelos participantes estão a necessidade de ampliar o conhecimento geológico do território brasileiro, fortalecer a pesquisa científica, estimular o desenvolvimento tecnológico e criar um ambiente regulatório capaz de atrair investimentos de longo prazo.

Para a FPA, o debate ultrapassa a questão mineral e passa a integrar uma agenda estratégica relacionada à competitividade da economia brasileira, à segurança das cadeias produtivas e ao posicionamento do país em um mercado que deve ganhar relevância crescente nas próximas décadas.

Fonte: Pensar Agro

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