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Edital da Secel ajuda a viabilizar primeiro longa de MT a competir no Festival de Cinema de Gramado

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O edital Cinemotion de Produção Audiovisual (edição Lei Paulo Gustavo), que foi promovido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer de Mato Grosso (Secel-MT), ajudou a viabilizar a primeira produção de Mato Grosso a concorrer no Festival de Cinema de Gramado. Dirigido pelo cuiabano Bruno Bini, o longa-metragem “Cinco Tipos de Medo” é um dos seis escolhidos para a mostra competitiva do evento de cinema que é um dos mais importantes do país.

Entre mais de 140 inscritos, o filme mato-grossense foi selecionado para disputar o troféu Kikito, símbolo máximo do Festival. A conquista é considerada um marco para o audiovisual mato-grossense.

A atriz Bella Campos é a protagonista da trama em que cinco pessoas aparentemente desconectadas vêem suas vidas colidirem num caminho sem volta. Fazem ainda parte do elenco os atores João Vitor Silva, Ba´rbara Colen, Jonathan Haagensen, Rui Ricardo Diaz, Rejane Faria, além de Xamã. A produção é da Plano B Filmes e coprodução, da Druzina Content.

Inspirado em acontecimentos reais, o longa retrata a violência vivida pelos moradores do Jardim Novo Colorado, na periferia de Cuiabá, em 2007. Na ocasião, os habitantes da região se reuniram para pagar a fiança de Sapinho, traficante e morador da comunidade que garantia a segurança de todos ali.

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Com gravações em Cuiabá, Várzea Grande e Santo Antônio do Leverger, o filme começou a ser produzido em setembro de 2023. A previsão de lançamento nas salas de cinema é no segundo semestre de 2025.

O festival de Cinema de Gramado é o evento cinematográfico mais tradicional e longevo do Brasil. Criado em 1973, o festival acompanhou todas as fases do cinema brasileiro. Em 1992, com a sua internacionalização, ele passou a incorporar a produção ibero-americano em sua programação, atraindo diversos cineastas, produtores e atores de renome internacional.

O Edital Cinemotion/ Produção audiovisual

Com investimentos de R$ 16 milhões, o edital ajuda a viabilizar a produção de quatro longas-metragens de ficção, um longa documentário, um longa de animação e mais quatro minisséries.

Além de “Cinco Tipos de Medo”, os outros filmes de ficção selecionados no edital promovido pela Secel são “Ensaio Sobre a Verdade”, “Mãe Bonifácia” e “O menino que carregava água na peneira”.

Fonte: Governo MT – MT

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Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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