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Fungicida Blindado® T.O.V., da ADAMA, lidera controle da ferrugem-asiática da soja em estudo nacional
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Produto mais eficaz contra a ferrugem-asiática da soja
O fungicida Blindado® T.O.V., desenvolvido pela ADAMA, foi reconhecido como o produto mais eficiente no controle da ferrugem-asiática da soja em levantamento promovido pela Rede Fitossanidade Tropical (RFT). A doença, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, é considerada a mais severa da cultura da soja no Brasil e pode provocar perdas superiores a 70% da produtividade quando não é adequadamente controlada.
Com 76% de eficácia, o Blindado® T.O.V. liderou o ranking do estudo, que contou com a participação dos principais fungicidas comerciais do mercado nacional. A tecnologia de formulação do produto alia praticidade, eficiência e rentabilidade, tornando-se uma alternativa estratégica para o manejo da doença nas lavouras.
Formulação tripla garante alta performance no campo
A alta performance do Blindado® T.O.V. se deve à sua combinação tripla de ingredientes ativos, incluindo um multissítio de ação potente, que amplia a eficácia e ajuda a proteger o potencial produtivo da lavoura em cenários de alta pressão da doença.
“Ser reconhecido como o produto mais eficiente no controle da ferrugem reforça o compromisso da ADAMA em entregar soluções robustas, práticas e alinhadas com as necessidades do agricultor brasileiro”, afirma Marcelo Gimenes, gerente de Fungicidas da ADAMA.
Condições climáticas favorecem avanço da doença
A ferrugem-asiática se desenvolve rapidamente em ambientes com alta umidade e temperaturas elevadas, condições comuns nas principais regiões produtoras do Brasil. Por isso, o uso de fungicidas com alta eficiência de controle é essencial para mitigar o avanço da doença e preservar a produtividade.
Rede Fitossanidade Tropical: referência em pesquisa cooperativa
A Rede Fitossanidade Tropical é uma iniciativa nacional de pesquisa colaborativa que reúne fitopatologistas e instituições de pesquisa de todo o Brasil. O projeto tem como objetivo avaliar e comparar o desempenho de fungicidas comerciais sob as mesmas condições experimentais, fornecendo dados técnicos confiáveis e imparciais ao setor produtivo.
Os experimentos do estudo foram conduzidos em 15 diferentes locais estratégicos, abrangendo as principais regiões produtoras do país. Os resultados permitem orientar de forma mais precisa o manejo fitossanitário das lavouras e contribuem para a transferência de conhecimento e tecnologia ao campo.
Com a liderança no controle da ferrugem-asiática, o Blindado® T.O.V. se consolida como uma ferramenta eficaz no manejo da principal ameaça fitossanitária da soja brasileira. O reconhecimento pela Rede Fitossanidade Tropical reforça sua posição como uma solução moderna e confiável para os desafios enfrentados pelos produtores rurais.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Inadimplência avança no agro e recuperações judiciais atingem pico histórico
A inadimplência no crédito rural mais que dobrou em 12 meses e os pedidos de recuperação judicial (RJ) atingiram o maior nível da série histórica, refletindo o aperto financeiro no campo. Dados do Banco Central mostram que, em janeiro último, o índice de atrasos acima de 90 dias entre produtores pessoas físicas chegou a 7,3%, ante 2,7% no mesmo período do ano passado. Já as recuperações judiciais somaram 1.990 pedidos em 2025, alta de 56,4% em relação a 2024, segundo a Serasa Experian.
O avanço ocorre em um cenário de margens mais estreitas, sobretudo em culturas como soja e milho, combinado com juros elevados e maior rigor na cobrança por parte de credores. Bancos, tradings e empresas da cadeia têm reduzido a tolerância com atrasos, o que tem levado mais produtores a buscar a recuperação judicial como forma de reorganizar dívidas.
Ao mesmo tempo, cresce no campo a atuação de escritórios especializados que passaram a oferecer a RJ como solução para o endividamento. Na prática, produtores com dificuldade de caixa são abordados e orientados a ingressar com o pedido, muitas vezes sem uma avaliação completa dos impactos sobre a continuidade da atividade.
Apesar de aliviar a pressão no curto prazo, a recuperação judicial tem trazido efeitos colaterais relevantes. O principal deles é a perda de acesso ao crédito, fator decisivo para o financiamento da safra. Sem capital para plantar, parte dos produtores reduz a área cultivada ou recorre ao arrendamento de terras como forma de manter alguma geração de renda.
O movimento atual está ligado, em grande parte, às decisões tomadas no ciclo de alta das commodities entre 2021 e 2023. Com preços elevados e crédito mais acessível, houve expansão da produção e aumento do endividamento. Com a reversão do cenário, juros mais altos e queda nas cotações, produtores mais alavancados perderam liquidez.
A recuperação judicial, que ganhou força no agro a partir de 2021, passou a ser utilizada tanto por produtores em dificuldade real quanto por aqueles que buscaram o instrumento como estratégia para renegociar dívidas. Esse uso mais amplo começa a gerar distorções e tende a perder força à medida que os efeitos práticos se tornam mais evidentes.
Apesar da alta recente, o número de RJs ainda é pequeno frente ao universo do setor. O Brasil tem cerca de 5 milhões de produtores rurais, sendo que aproximadamente 1,1 milhão acessam crédito. Ainda assim, o aumento da inadimplência já pressiona o sistema financeiro, encarece o crédito e eleva a seletividade para novos financiamentos.
Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA), o cenário atual é resultado de uma combinação de fatores de mercado com falhas de política agrícola. “O produtor está pagando a conta de um ciclo mal calibrado. Tivemos incentivo à expansão em um momento de crédito farto, mas sem instrumentos suficientes de proteção quando o cenário virou. Faltou previsibilidade e gestão de risco na política pública”, afirma.
Segundo ele, a forma como a recuperação judicial vem sendo difundida no campo também preocupa. “Criou-se um ambiente em que a RJ é apresentada como solução fácil. Muitos produtores entram sem ter clareza de que vão perder acesso ao crédito e comprometer a próxima safra. Isso precisa ser tratado com mais responsabilidade”.
Rezende avalia que o problema tende a persistir ao longo de 2026, mas não caracteriza uma crise estrutural do agro. “O setor continua forte, competitivo, mas passa por um ajuste. O risco é esse ajuste ser agravado por decisões equivocadas, tanto no campo quanto fora dele. Sem crédito acessível e com custo elevado, o produtor perde capacidade de reagir”.
Fonte: Pensar Agro
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