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MEC realiza seminário sobre IA na educação básica
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O tema “Inteligência Artificial (IA) na Educação Básica: construindo referenciais nacionais” está sendo debatido em seminário realizado pelo Ministério da Educação (MEC), em Brasília (DF), nesta quinta e na sexta-feira, 17 e 18 de julho. Com público estimado de 250 pessoas, o seminário conta com transmissão ao vivo pelo canal do MEC no YouTube.
O evento integra as ações da Estratégia Nacional de Escolas Conectadas (Enec) e tem o objetivo de fomentar o diálogo entre diversas instituições e acadêmicos referência no tema, embasando referenciais e políticas públicas. A agenda propõe que o tema seja trabalhado nas seguintes dimensões: práticas pedagógicas e processos de gestão escolar relacionados ao uso de IA; oportunidades e desafios para o uso de recursos educacionais digitais; e, principalmente, os caminhos da integração ética, crítica e pedagógica da IA no ensino básico brasileiro.
Na mesa de abertura, a secretária de Educação Básica do MEC, Kátia Schweickardt, lembrou que o tema da IA já é discutido há algumas décadas e defendeu que a IA não vai substituir o ser humano, em funções fundamentais. “Podemos estar no topo dos aplicativos, da conectividade das escolas com velocidade wi-fi, mas, se os nossos professores não conseguirem entender que aquilo pode ajudar a preparar aulas com mais rapidez e que jamais seremos substituídos, não teremos avanços. Jamais seremos substituídos, porque nós somos aqueles que somos capazes de criar algo que a máquina não vai fazer”, afirmou.
Schweickardt falou da importância da conectividade nas escolas para o uso da IA para fins pedagógicos. “Vamos batalhar pela conectividade das escolas, e a gente já avançou nesse aspecto. Porque não é apenas uma questão de sinal [de internet]. Temos que ter Wi-Fi, dispositivos, formação para professores, letramento. Tudo isso é a conectividade para fins pedagógicos”, informou. A secretária indicou que, no início da atual gestão, em um universo de 138 mil escolas públicas no país, havia 53 mil escolas com conectividade. Atualmente, são mais de 82 mil escolas públicas conectadas no Brasil nos parâmetros adequados.
A alfabetização na idade certa — até o segundo ano do ensino fundamental — também foi citada no encontro. “Temos várias políticas prioritárias na educação básica e falar de educação digital e midiática tem tudo a ver com alfabetização, porque ambos integram um processo de letramento que estamos vivenciando”, comentou.
Gestão – O secretário de Gestão da Informação, Inovação e Avaliação de Políticas Educacionais do MEC, Evânio Antônio de Araújo Lima, também presente na abertura do seminário, afirmou que é necessária uma atuação coletiva da sociedade civil e de instituições e entidades ligadas à educação para refletir qual o melhor caminho para o uso da tecnologia e, principalmente, da IA.
“É preciso pensar a educação midiática e como a gente lida com os dilemas e os desafios que estão postos. No Ministério da Educação, a gente tem construído um Referencial Nacional de Desenvolvimento e o Uso Responsável da Inteligência Artificial na Educação. É um documento que vai abarcar desde a educação básica até a educação superior. Isso porque a gente tem que se preocupar com os mais diversos públicos na educação – alunos, professores, gestores e pais. O uso de tecnologia e da inteligência artificial deve permear a sociedade que a gente quer construir”, apontou.
Participaram da mesa de abertura a coordenadora do Setor de Educação da Unesco no Brasil, Rebeca Otero; a representante do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic), Graziela Castello; o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), Manuel Palacios; o secretário adjunto do Piauí, Rodrigo Torres, representando o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed); o representante da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Eduardo da Silva; e a representante do Conselho Nacional de Secretários de Educação de Capitais (Consec), Giselle Faria.
Na ocasião, também foram lançadas as versões em português dos marcos referenciais de competências em IA para professores e para estudantes, documentos elaborados pela Unesco e lançados globalmente em setembro de 2024. Esses marcos definem competências essenciais para o uso responsável e eficaz da IA no contexto educacional e serão apresentados durante o seminário pela Unesco, de forma inédita.
Seminário – O encontro é coordenado pela Secretaria de Educação Básica (SEB) do MEC, em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) no Brasil e o Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br|NIC.br).
Realizado no auditório do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o evento reunirá especialistas, gestores públicos, pesquisadores, professores e representantes da sociedade civil, nos próximos dois dias, para debater os desafios, as oportunidades e os caminhos para a integração ética, crítica e pedagógica da IA na educação básica brasileira.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da SEB
Fonte: Ministério da Educação
BRASIL
Silveira projeta liderança brasileira em segurança energética e transição sustentável na Alemanha
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, defendeu nesta segunda-feira (20/4), em Hanôver, na Alemanha, o fortalecimento da cooperação internacional em biocombustíveis como estratégia para ampliar a segurança energética e acelerar a transição sustentável. A declaração foi feita na reunião bilateral com a ministra federal de Assuntos Econômicos e Energia da Alemanha, Katherina Reiche, durante agenda oficial na feira mundial de tecnologia industrial, Hannover Messe.
Para o ministro Alexandre Silveira, a experiência brasileira demonstra como a diversificação da matriz energética pode fortalecer a segurança e reduzir vulnerabilidades externas. “A pluralidade energética é um grande desafio e, ao mesmo tempo, nossa maior força motriz. O Brasil já é exportador de petróleo e avançou para a autossuficiência na gasolina com a ampliação da mistura de etanol para E30. Quando utilizávamos E27, ainda havia necessidade de importação. Com o avanço do etanol, passamos a ser autossuficientes nesse segmento”, afirmou.
Na reunião, o ministro destacou a posição do Brasil como referência global em energia limpa, com uma matriz diversificada, sustentável e superavitária, especialmente no setor elétrico.
No campo dos combustíveis, Alexandre Silveira ressaltou o avanço do Brasil rumo à autossuficiência no refino, com destaque para o diesel. Atualmente, cerca de 80% do consumo nacional é atendido pela produção interna, o que amplia a resiliência diante de cenários internacionais de instabilidade. O ministro de Minas e Energia defendeu também que existe uma expectativa de que o país alcance a autossuficiência nesse segmento nos próximos anos.
O ministro ainda afirmou que o atual contexto internacional, marcado por instabilidades no setor energético, exige maior integração entre países com capacidades complementares. Nesse cenário, segundo Alexandre Silveira, o Brasil se apresenta como parceiro estratégico, especialmente na agenda de descarbonização dos transportes e da indústria.
Parcerias estratégicas
O diálogo bilateral evidenciou oportunidades concretas de parceria entre Brasil e Alemanha em áreas como pesquisa, desenvolvimento tecnológico e inovação. Entre os destaques estão os combustíveis sustentáveis de aviação e novas rotas para biocombustíveis avançados. A experiência brasileira na produção, certificação e uso em larga escala desses combustíveis foi apontada como diferencial competitivo no cenário global.
Ao defender o aprofundamento da cooperação, o ministro Alexandre Silveira reforçou a importância de avançar em soluções conjuntas para o setor. “Contem com o Brasil e com a sinergia que devemos criar, especialmente neste momento de instabilidade energética, com suas consequências e desafios. Precisamos aproximar nossas equipes, trocar informações e avançar na construção de soluções conjuntas que garantam segurança energética aos nossos países”, destacou.
Durante o encontro, Silveira também propôs maior integração entre as equipes técnicas e o fortalecimento da cooperação institucional, com foco na articulação de políticas públicas que viabilizem investimentos, inovação e desenvolvimento no setor energético. O ministro de Minas e Energia ressaltou que o Brasil reúne condições favoráveis para esse avanço, com estabilidade regulatória, segurança jurídica e ampla capacidade produtiva.
A reunião integra um contexto mais amplo de fortalecimento da Parceria Energética Brasil-Alemanha, consolidada como instrumento estratégico para alinhar prioridades em temas como transição energética, descarbonização industrial e modernização dos sistemas energéticos.
Ao final, o ministro Alexandre Silveira reiterou o convite para que a delegação alemã visite o Brasil e aprofunde o diálogo sobre projetos conjuntos. A expectativa é que a cooperação avance com foco em resultados concretos, ampliando investimentos e contribuindo para uma transição energética equilibrada, justa e sustentável.
Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
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