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Exportações brasileiras de arroz somam 389,2 mil toneladas no 1º semestre, com destaque para Senegal, Gâmbia e Peru
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Desempenho no semestre
O Brasil exportou 389,2 mil toneladas de arroz beneficiado (base casca) no primeiro semestre de 2025, totalizando uma receita de US$ 123,1 milhões. Os dados são da Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz), com base em informações do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
O volume embarcado no período representa uma queda de 12,7% em relação ao mesmo intervalo de 2024. Entre os principais destinos do produto brasileiro, em termos de volume, estão Senegal, Gâmbia e Peru.
Retomada das exportações indianas impacta competitividade
Segundo o diretor de Assuntos Internacionais da Abiarroz, Gustavo Trevisan, o recuo nas exportações está ligado, entre outros fatores, à retomada das vendas externas de arroz pela Índia, suspensas desde 2022 e retomadas em outubro de 2024.
“A volta da Índia ao mercado global afetou a competitividade do arroz brasileiro. Porém, com a entrada da nova safra a partir de março, os preços ficaram mais competitivos, o que nos permite ter uma perspectiva positiva para o segundo semestre”, afirma Trevisan.
Alta nas exportações em junho
Apesar da retração no semestre, o mês de junho registrou uma recuperação expressiva nas exportações. Foram embarcadas 71,8 mil toneladas do grão (base casca), com receita de US$ 20,4 milhões. Em comparação com junho de 2024, houve aumento de 107% no volume e de 16% na receita.
O destaque do mês foi o crescimento das exportações para Portugal, que passou a ocupar a quarta posição entre os maiores compradores, com 4,5 mil toneladas adquiridas. Já os maiores volumes embarcados em junho tiveram como destino a Holanda, Senegal e Gâmbia.
Queda nas importações no semestre
Do lado das importações, o Brasil adquiriu 695 mil toneladas de arroz beneficiado (base casca) entre janeiro e junho de 2025, com desembolso de US$ 212,5 milhões. Os dados indicam queda de 11,9% no volume e de 38,9% no valor, quando comparado ao mesmo período de 2024.
Em junho, o país importou 112,3 mil toneladas, com custo de US$ 32,7 milhões — uma leve alta de 4% no volume frente ao mesmo mês do ano passado.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Da pesca artesanal ao prato dos estudantes: como o peixe chega à alimentação escolar
O peixe que sustenta comunidades pesqueiras em todo o Brasil também tem chegado ao prato de milhões de estudantes da rede pública. Relatório do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) revela que o pescado oriundo da pesca artesanal já integra a alimentação escolar, com planejamento nutricional, preparo cotidiano pelas merendeiras e alinhamento à cultura alimentar de cada território.
A pesquisa, realizada de forma on-line entre os dias 3 e 15 de novembro de 2025, reuniu respostas de 2.330 mil profissionais, entre eles nutricionistas responsáveis técnicos, merendeiras e merendeiros que atuam no PNAE, em diferentes regiões do país, e evidencia tanto pontos de convergência nas práticas do cotidiano escolar quanto diferenças importantes na leitura que os dois grupos fazem sobre a realidade das escolas.
O levantamento, conduzido pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), em parceria com o Ministério da Educação (MEC) e o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), analisou a presença do pescado na alimentação escolar pública e identificou diferenças relevantes entre a percepção de nutricionistas responsáveis técnicos (RTs) e merendeiras em relação à oferta, à aceitação pelos estudantes e aos principais desafios para a inclusão desse alimento no PNAE. Esta ação intersetorial está ligada ao Programa Povos da Pesca Artesanal, criado pelo decreto federal 11.626, de 2023, e em consonância com as diretrizes estabelecidas pelo Plano Nacional da Pesca Artesanal.
Entre os resultados do levantamento, os dados mostram que ainda há espaço, possibilidades concretas e saborosas para ampliar a presença do pescado nas escolas públicas. Segundo os nutricionistas, 64% indicam que o alimento ainda não é servido nas unidades escolares sob sua responsabilidade. Entre as merendeiras, esse percentual é menor, de 46%, o que aponta oportunidades de expansão da oferta no âmbito do PNAE.
O estudo integra um conjunto de ações voltadas ao fortalecimento da pesca artesanal e à ampliação do consumo de pescado nas escolas públicas brasileiras, contribuindo para orientar políticas públicas e iniciativas de qualificação dos cardápios no âmbito do Programa Nacional de Alimentação Escolar. Neste sentido, a proposta de ações, fomento e estímulo governamental enfatiza o aumento e a ampliação da aquisição do pescado artesanal na compra pública nacional.
Espinhas, custo e hábito alimentar são principais barreiras
A falta de hábito alimentar também foi apontada por metade das merendeiras como um fator a ser trabalhado, ao lado de questões como disponibilidade de fornecedores locais, aceitação dos estudantes e necessidade de equipamentos adequados para preparo.
Outro fator analisado foi o suporte institucional recebido pelas equipes escolares. Proporcionalmente, 38% das merendeiras indicaram receber apoio técnico suficiente, enquanto entre nutricionistas esse percentual foi de 24%. A diferença pode estar relacionada à atuação direta das merendeiras nas unidades escolares e ao contato frequente com as equipes técnicas da rede, enquanto os nutricionistas responsáveis técnicos avaliam o suporte considerando também desafios estruturais mais amplos dos sistemas de Ensino.
Tilápia lidera entre espécies mais utilizadas
O estudo aponta resultados semelhantes entre nutricionistas e merendeiras quanto à escolha das espécies de pescado e às práticas de preparo nas cozinhas escolares. A tilápia aparece como a espécie predominante nos cardápios escolares, seguida por sardinha, atum e cação. Também há alinhamento entre prescrição técnica e execução nas cozinhas escolares, com predominância do uso de filé e preparo assado, considerados formatos mais adequados ao contexto da alimentação escolar.
Hambúrguer, almôndega, pão de peixe e outras preparações alternativas com pescado ainda são pouco frequentes nas escolas. Entre as merendeiras, 67% afirmaram não utilizar essas opções, enquanto entre nutricionistas o percentual chega a 56%. O dado indica necessidade de ampliação de capacitações e desenvolvimento de receituários adaptados à realidade das cozinhas escolares, especialmente para facilitar a aceitação pelos estudantes.
Panorama regional da oferta de pescado
O levantamento apresenta os 12 estados com maior percentual de oferta regular de pescado e evidencia diferenças regionais na alimentação escolar. Essas variações estão diretamente relacionadas a fatores geográficos, culturais, produtivos e logísticos, que influenciam a inserção desse alimento nos cardápios do PNAE. Nos estados da Região Norte, como Acre (62,5%), Rondônia (60,5%) e Amapá (50%), os maiores percentuais estão associados à tradição ribeirinha e à ampla disponibilidade de pescado na alimentação cotidiana. Em Santa Catarina (45,7%), o desempenho está relacionado à presença de uma cadeia pesqueira artesanal estruturada.
Já estados como Ceará (38,3%) e Rio de Janeiro (36,8%) apresentam índices intermediários, resultado da tradição litorânea, ainda que com desafios de distribuição para municípios do interior. Em São Paulo (31,4%), a heterogeneidade entre litoral e interior influencia a menor regularidade da oferta. Minas Gerais, com cerca de 18%, registra o menor percentual por ser um estado sem litoral e com menor tradição pesqueira.
*Matéria originalmente publicada no site do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação
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