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Programa BR do Mar é regulamentado e prevê redução de até 60% nos custos de cabotagem
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Decreto que regulamenta o Programa BR do Mar é assinado
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, nesta quarta-feira (16/07), o decreto que regulamenta o Programa BR do Mar, uma política voltada para ampliar a cabotagem no Brasil, reduzir custos logísticos e fomentar a indústria naval nacional. A assinatura foi feita por meio de despacho interno, já que o presidente não pôde comparecer ao evento devido à agenda cheia.
Redução expressiva nos custos do setor portuário
Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, a regulamentação do programa deverá resultar em uma redução dos custos portuários que varia entre 20% e 60%.
A cabotagem — transporte marítimo entre portos nacionais — passará a ser intensificada, aproveitando os mais de 8 mil quilômetros do litoral brasileiro, além dos rios e vias navegáveis interiores.
Meta de expansão na movimentação de contêineres
O programa prevê um aumento significativo na movimentação de contêineres na cabotagem, que deve saltar dos atuais 1,2 milhão para 2 milhões de contêineres. Conforme o ministro Silvio Costa Filho:
“Vamos transformar o litoral em uma grande BR, ampliando a cabotagem e integrando as regiões por meio do transporte marítimo.”
Crescimento do setor portuário e investimentos em concessões
O ministro destacou que o governo possui uma estratégia robusta para as concessões portuárias, planejando mais de 60 leilões nos próximos quatro anos. Em 2024, o setor portuário brasileiro já apresentou crescimento de quase 5%, com expansão de 7% nos portos públicos e alta de mais de 18% na movimentação de contêineres.
Fortalecimento da indústria naval e agenda logística
A regulamentação do BR do Mar também deve fortalecer a indústria naval nacional, além de contribuir para a modernização da logística no país e o aumento da competitividade do setor produtivo brasileiro.
Silvio Costa Filho enfatizou a importância de diversificar os modais de transporte, atualmente concentrados em rodovias, que respondem por 65% do transporte nacional. No segundo semestre, o governo planeja lançar também a iniciativa BR dos Rios, ampliando ainda mais a integração logística.
“Estamos preparando novas rotas que vão gerar competitividade e fortalecer quem produz no Brasil.”
O Programa BR do Mar representa um avanço importante para a logística nacional, promovendo a utilização estratégica dos recursos marítimos e fluviais do país e contribuindo para o desenvolvimento econômico e sustentável.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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El Niño volta ao radar do mercado de café e pode influenciar oferta global nas próximas safras
A confirmação de um novo episódio do fenômeno El Niño para o segundo semestre de 2026 reacendeu a atenção do mercado internacional de café. Embora a produção brasileira da safra 2026/27 não deva sofrer impactos relevantes, especialistas avaliam que as alterações climáticas poderão afetar importantes regiões produtoras ao redor do mundo e influenciar as perspectivas de oferta nos próximos ciclos.
De acordo com análise da Hedgepoint Global Markets, os efeitos do El Niño sobre a cafeicultura dependem da intensidade e da duração do fenômeno, além do momento em que ocorre dentro do calendário agrícola de cada país. Por isso, os impactos tendem a variar entre as diferentes origens produtoras.
Safra brasileira 2026/27 segue com perspectiva positiva
No Brasil, maior produtor e exportador mundial de café, a expectativa é de que a safra 2026/27 não registre perdas significativas em decorrência do fenômeno climático.
Segundo a Hedgepoint, o estágio atual das lavouras reduz os riscos imediatos para a produção nacional. Ainda assim, um outono e inverno com maior volume de chuvas podem provocar atrasos na colheita e aumentar a volatilidade do mercado ao longo dos próximos meses.
Mesmo sem expectativa de impactos relevantes sobre a produtividade da safra atual, o comportamento do clima continuará sendo acompanhado de perto pelos agentes do setor, especialmente diante da possibilidade de fortalecimento do El Niño durante o segundo semestre.
Florada da safra 2027/28 entra no foco do mercado
Se a produção da temporada atual inspira maior tranquilidade, a mesma situação não se aplica ao próximo ciclo produtivo.
A Hedgepoint alerta que alterações no regime de chuvas e nas temperaturas durante o período de florada poderão influenciar o potencial produtivo da safra brasileira de 2027/28.
A fase de floração é considerada uma das mais importantes para a definição da produtividade dos cafezais. Qualquer irregularidade climática nesse período pode comprometer a formação dos frutos e alterar as estimativas futuras de produção.
América Central e Sudeste Asiático concentram maiores riscos
Enquanto o Brasil tende a enfrentar impactos limitados no curto prazo, outras importantes regiões produtoras apresentam maior vulnerabilidade aos efeitos do El Niño.
Segundo a análise da Hedgepoint Global Markets, países da América Central e do Sudeste Asiático podem sofrer alterações climáticas capazes de prejudicar tanto a safra 2026/27 quanto a temporada 2027/28.
Essas regiões desempenham papel estratégico no abastecimento global de café, especialmente na produção de grãos arábica e robusta, o que faz com que qualquer redução na oferta seja acompanhada com atenção pelos mercados internacionais.
Clima seguirá como principal variável para os preços
Com a possibilidade de um episódio mais intenso de El Niño entre o fim de 2026 e o início de 2027, operadores, exportadores e produtores deverão manter atenção redobrada à evolução das condições climáticas nas principais origens produtoras.
Embora o cenário atual não indique prejuízos relevantes para a produção brasileira desta temporada, o mercado continua precificando riscos relacionados às próximas safras, uma vez que o equilíbrio entre oferta e demanda mundial depende diretamente das condições meteorológicas.
Segundo Laleska Moda, analista de inteligência de mercado da Hedgepoint Global Markets, o comportamento do fenômeno varia conforme a região e o período do ano em que atua.
A especialista explica que, no Brasil, a safra 2026/27 deve ser preservada, mas o andamento da colheita e, principalmente, a florada da safra 2027/28 exigirão acompanhamento constante. Já em países da América Central e do Sudeste Asiático, os efeitos do El Niño poderão ser mais intensos, afetando a produção nas duas próximas temporadas.
Diante desse cenário, o clima permanece como um dos principais fatores de formação das expectativas para o mercado global de café, influenciando decisões de comercialização, investimentos e projeções para a oferta mundial nos próximos anos.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio


