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Pêssegos iniciam floração no Sul do Brasil com foco em sanidade e práticas culturais
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Início da floração em Caxias do Sul e Erechim
A Emater/RS-Ascar informou, nesta quinta-feira (17), que os pessegueiros de ciclo superprecoce e precoce já iniciaram a floração na região administrativa de Caxias do Sul. Em paralelo, a região de Erechim também começou a registrar o florescimento das plantas, com os trabalhos de poda já concluídos.
Durante esse período, os produtores têm intensificado os tratamentos fitossanitários voltados à prevenção da podridão-cinzenta e ao controle da crespeira-verdadeira, doenças comuns nesta fase do desenvolvimento das plantas.
Temperaturas favorecem gemas e controle de pragas
As temperaturas amenas dos últimos dias estimularam o intumescimento das gemas florais nos pomares de ciclo médio. Também foi observada a presença de cochonilha-de-tronco em diversas propriedades da região de Caxias do Sul, mas, segundo a Emater/RS-Ascar, os agricultores adotaram controle localizado da praga, e até o momento não há registro de perdas causadas por geadas.
Dormência e manejo em Pelotas
Na região de Pelotas, as baixas temperaturas mantiveram os pessegueiros em dormência, o que permitiu aos produtores realizarem importantes práticas culturais, como poda, roçada e aplicação de tratamentos de inverno.
Esses cuidados envolvem o uso de caldas fungicidas e produtos à base de cobre, essenciais para manter a sanidade dos pomares. Além disso, os agricultores estão se preparando para a renovação das áreas de cultivo com o preparo e correção do solo, formação de camalhões, semeadura de plantas de cobertura e aquisição de mudas.
Adoção de cultivares tardias para atender ao mercado
Como parte do planejamento para atender à demanda de mercado, a região de Pelotas também está implantando cultivares de ciclo tardio, como a variedade Eldorado, visando ampliar a oferta de frutas fora do pico da safra.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Feijão tem oferta apertada após quebra histórica da 2ª safra e mercado segue firme no Brasil
O mercado brasileiro de feijão encerrou a semana com cenário de oferta restrita, especialmente para os grãos de melhor qualidade, o que manteve sustentação nas cotações do feijão carioca. Apesar disso, a liquidez permaneceu baixa, com compradores já abastecidos e atuando apenas em reposições pontuais para o consumo imediato.
Segundo análise da Safras & Mercado, o ambiente segue marcado pela escassez de feijões extras, com notas 9 e 9,5, que praticamente desapareceram do mercado ao longo da semana, fator que continua sustentando os preços mesmo sem um volume relevante de negócios.
Oferta concentrada e impacto climático reduzem disponibilidade
A oferta de feijão de maior qualidade segue concentrada principalmente em Minas Gerais e Goiás, enquanto o Paraná ainda sente fortemente os impactos climáticos sobre produtividade e padrão dos grãos.
A revisão da segunda safra 2025/26 confirmou um cenário de forte retração, com queda de 38,3% na produção paranaense e recuo de 14,93% na produção nacional, consolidando um quadro de aperto estrutural na oferta do produto.
De acordo com o analista Evandro Oliveira, a entrada da terceira safra ainda não é suficiente para mudar o cenário de abastecimento.
“A terceira safra iniciou a colheita em áreas irrigadas de Minas Gerais, Goiás e Bahia, porém com volumes ainda insuficientes para alterar o abastecimento”, destaca.
Mercado do feijão carioca segue firme com negócios seletivos
O feijão carioca encerrou a semana com preços nominais e forte seletividade nas negociações. Produtores seguem resistentes às ofertas mais baixas, enquanto compradores priorizam apenas reposições pontuais.
A combinação entre oferta limitada de grãos superiores e demanda ainda seletiva mantém o mercado em um patamar de firmeza, especialmente para os lotes de melhor qualidade.
Segundo Oliveira, o comportamento do consumo será determinante no curto prazo.
“A evolução do consumo seguirá determinando a velocidade dos negócios, mas os fundamentos continuam favoráveis à manutenção de um mercado estruturalmente firme no curto e médio prazo”, afirma.
Feijão preto tem baixa liquidez e consumo enfraquecido
No mercado do feijão preto, o cenário foi de baixa movimentação ao longo da semana, com liquidez reduzida e consumidores atuando de forma cautelosa.
Comerciantes e empacotadores permanecem abastecidos e realizam apenas compras pontuais para reposição de estoques, o que limita a recuperação dos preços no curto prazo. Do lado da oferta, produtores seguem resistentes às indicações mais baixas praticadas pelo mercado.
As referências de preços permaneceram praticamente estáveis, sem força para uma reação consistente.
“As referências de preços oscilaram pouco, refletindo um mercado praticamente nominal e sem força para estabelecer recuperação consistente”, avalia o analista da Safras & Mercado.
Oferta menor sustenta fundamentos, mas demanda freia reação
Apesar do cenário de preços estáveis e baixa liquidez, os fundamentos de médio prazo indicam um ambiente mais apertado para o feijão no Brasil.
A forte redução da segunda safra, especialmente no Paraná, somada ao recuo da produção nacional, reforça a tendência de menor disponibilidade ao longo do segundo semestre.
No entanto, a demanda ainda fraca tem neutralizado parte desse efeito, atrasando uma possível recomposição mais forte dos preços.
Perspectiva para o mercado de feijão no Brasil
O mercado segue atento ao comportamento da indústria, do varejo e da reposição de estoques, fatores que devem definir os próximos movimentos de preços.
Caso haja retomada do consumo, os grãos de melhor qualidade tendem a liderar um eventual movimento de valorização, sustentados pela oferta reduzida e pelos riscos estruturais ainda presentes na produção nacional.
“Caso o consumo apresente recuperação consistente, os lotes de melhor qualidade tendem a liderar eventual movimento de valorização das cotações nacionais”, conclui Evandro Oliveira.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio


