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Mercado de trigo segue lento no Sul, mas preços se mantêm firmes com apoio do dólar e cautela dos moinhos
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O mercado de trigo nas principais regiões produtoras do Sul do Brasil permanece lento, com pouca liquidez e negociações pontuais. Segundo a TF Agroeconômica, o cenário atual é reflexo das margens apertadas enfrentadas pelos moinhos e da elevada oferta disponível. A movimentação é limitada especialmente no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.
Rio Grande do Sul: estoques cheios e cautela nas compras
No Rio Grande do Sul, os moinhos estão com seus estoques garantidos até agosto e evitam novas aquisições, aguardando melhores condições de mercado. A moagem segue em ritmo reduzido, o que limita o consumo do trigo local. Os preços variam entre R$ 1.300,00 e R$ 1.380,00 por tonelada, conforme a qualidade, localização e prazo de pagamento. Para exportação, os valores giram em torno de R$ 1.290,00 por tonelada, mas as negociações ainda não evoluíram.
Santa Catarina: mercado parado e queda nas vendas de sementes
Em Santa Catarina, a comercialização praticamente estagnou. Boa parte do trigo consumido no estado vem do Rio Grande do Sul, o que dificulta a valorização dos preços locais. A safra nova ainda não tem indicações de preço, enquanto sementeiros relatam uma redução de cerca de 20% nas vendas. A produção prevista foi revisada pela Conab com queda de 6,3%, devido à menor produtividade. Em Xanxerê, houve leve alta nos preços, com a saca sendo negociada a R$ 79,00.
Paraná: mercado travado e margens apertadas
No Paraná, o mercado também segue travado, com divergências entre os preços pedidos pelos vendedores e as ofertas dos compradores. O trigo tipo 1 tem indicação de até R$ 1.500,00 FOB, mas não há concretização de negócios. A média de preços pagos aos produtores teve leve alta de 0,06% na semana, chegando a R$ 77,19 por saca. Segundo o Deral, essa valorização garante margem de lucro estimada em 4,98%. A safra nova ainda não movimenta o mercado, apesar das indicações de preços mais altos do que no mesmo período do ano anterior.
Alta do dólar e incertezas sobre a safra sustentam os preços
Além da dinâmica interna, fatores externos como a valorização do dólar e o temor de uma safra menor têm contribuído para manter os preços firmes. De acordo com o Cepea, a elevação da taxa de câmbio aumentou a paridade de importação, tornando o trigo brasileiro mais competitivo. Essa conjuntura beneficia os vendedores, que mantêm postura firme, observando o desenvolvimento das lavouras ou concluindo o plantio da safra 2024.
Compradores cautelosos e atentos ao mercado internacional
Enquanto isso, os compradores continuam cautelosos e seguem adquirindo volumes conforme surgem boas oportunidades. O foco está voltado principalmente ao trigo importado, influenciado pelas oscilações cambiais e pela dinâmica da oferta global.
Semeadura praticamente concluída no país
No campo, a semeadura do trigo está praticamente finalizada, com 91% da área estimada já plantada. O índice está alinhado ao mesmo período do ano passado e à média dos últimos cinco anos, indicando um ritmo dentro do esperado. O setor segue monitorando as condições climáticas e cambiais, fatores que devem influenciar tanto a produção quanto a formação dos preços nas próximas semanas.
Expectativa agora recai sobre o desenvolvimento das lavouras
Com a semeadura praticamente concluída, as atenções se voltam para o desenvolvimento das lavouras e para a competitividade do produto nacional frente ao trigo importado. A definição da próxima safra será determinante para os rumos do mercado nos próximos meses.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Soja brasileira caminha para safra recorde de 182 milhões de toneladas e reforça liderança global em 2026
A soja brasileira segue consolidando sua posição como principal protagonista do agronegócio mundial. De acordo com o relatório AgroInfo Junho 2026, divulgado pelo Rabobank, o Brasil deverá colher uma safra histórica de 182 milhões de toneladas na temporada 2025/26, volume que representa um acréscimo de 10 milhões de toneladas em comparação ao ciclo anterior.
O resultado reflete a combinação entre expansão moderada da área cultivada e condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras, fortalecendo ainda mais a competitividade do país no mercado internacional.
Produção recorde fortalece oferta brasileira
Segundo a análise do RaboResearch Food & Agribusiness, o desempenho da safra brasileira confirma o elevado potencial produtivo do setor, mesmo em um ambiente global marcado por incertezas geopolíticas e oscilações nos preços das commodities.
Além do crescimento da produção, a demanda pela oleaginosa continua apresentando sinais robustos, sustentando perspectivas positivas para toda a cadeia produtiva.
Exportações seguem em ritmo acelerado
As exportações brasileiras de soja mantêm forte desempenho em 2026. Dados compilados pelo Rabobank mostram que os embarques entre janeiro e maio registraram crescimento de 8% em relação ao mesmo período do ano passado.
A expectativa é que o Brasil exporte aproximadamente 113 milhões de toneladas ao longo do ano, estabelecendo um novo recorde e ampliando em cerca de 5 milhões de toneladas o volume embarcado em comparação a 2025.
Mesmo diante da valorização do real frente ao dólar e do aumento dos custos logísticos internos, a soja brasileira continua altamente competitiva no mercado global, especialmente em relação aos principais concorrentes internacionais.
Mercado internacional influencia preços
Durante o primeiro semestre de 2026, os preços da soja foram fortemente impactados pelo cenário geopolítico internacional.
A expectativa de exportações expressivas dos Estados Unidos para a China ajudou a sustentar as cotações na Bolsa de Chicago (CBOT), enquanto o conflito envolvendo Estados Unidos e Irã impulsionou os preços do petróleo e dos óleos vegetais, incluindo o óleo de soja.
Esse movimento levou os contratos da oleaginosa a alcançarem níveis próximos de US$ 12,20 por bushel em março. Entretanto, a valorização observada em Chicago não se refletiu integralmente nos preços recebidos pelos produtores brasileiros.
A combinação entre prêmios mais baixos nos portos e a valorização do real limitou os ganhos no mercado interno, mantendo as cotações em reais relativamente estáveis ao longo do período.
Esmagamento cresce com margens mais atrativas
Outro destaque do relatório é o fortalecimento da indústria de processamento.
Mesmo com o adiamento do aumento da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel, as margens de esmagamento foram beneficiadas pela valorização do óleo de soja.
No primeiro trimestre de 2026, o volume processado atingiu 14,3 milhões de toneladas, crescimento de 10% em relação ao mesmo período de 2025.
A tendência é que a demanda por derivados continue sustentando o avanço do esmagamento ao longo do ano.
Clima nos Estados Unidos e El Niño entram no radar
Nas últimas semanas, os fundamentos de mercado voltaram a assumir protagonismo na formação dos preços globais.
O avanço do plantio e as boas condições das lavouras norte-americanas pressionaram as cotações da soja em Chicago, que registraram queda próxima de 5% durante junho.
Segundo o Rabobank, caso o clima continue favorável nos Estados Unidos, os preços poderão sofrer novas correções no curto prazo.
Por outro lado, após o início da colheita norte-americana, a atenção dos investidores deverá migrar para a América do Sul, especialmente para os possíveis impactos do fenômeno El Niño sobre a safra brasileira 2026/27.
Perspectivas para o produtor
Apesar da volatilidade dos mercados internacionais e das incertezas climáticas para a próxima temporada, o cenário para a soja brasileira permanece amplamente favorável.
A combinação entre safra recorde, crescimento das exportações, aumento do esmagamento e forte demanda global reforça o papel estratégico da cultura para o agronegócio nacional.
No entanto, produtores devem acompanhar atentamente fatores como o comportamento do clima, a evolução da demanda chinesa, os custos logísticos e os movimentos do câmbio, que continuarão exercendo influência direta sobre a rentabilidade do setor nos próximos meses.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio


