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Cervejaria alemã HB produzirá cerveja no Brasil pela primeira vez em mais de 400 anos
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Em um marco inédito para o mercado cervejeiro, o Brasil será o primeiro país fora da Alemanha a produzir a tradicional Weissbier da Hofbräu München (HB). A cervejaria bávara, com mais de 400 anos de história, foi fornecedora oficial da Corte Real Alemã e é considerada a origem da primeira Oktoberfest do mundo.
A produção nacional começará em agosto de 2025, em uma iniciativa inédita firmada entre a Hofbräu München e a importadora brasileira Bier & Wein.
Parceria histórica garante produção sob supervisão alemã
A Bier & Wein, com mais de três décadas de atuação no mercado brasileiro de cervejas artesanais, será a responsável por coordenar a produção local da HB. Todo o processo será realizado sob licença e supervisão direta dos mestres cervejeiros da sede da marca, em Munique, para assegurar que a receita, os ingredientes e a qualidade sigam fielmente os padrões da cervejaria original.
Segundo Marcelo Stein, sócio da Bier & Wein, esse é um passo significativo tanto para a empresa quanto para o mercado nacional:
“Com a produção local da HB, sob a supervisão direta da cervejaria alemã, vamos oferecer aos nossos clientes um produto excepcional, que une a tradição de Munique ao frescor de uma fabricação local. É uma nova revolução no mercado de Weissbier, e estamos prontos para liderá-la”, afirmou.
Dois estilos HB serão produzidos no Brasil
A produção nacional começará com dois estilos consagrados da cervejaria alemã:
- HB Weissbier: cerveja de trigo de alta fermentação, não filtrada, com aromas frutados (como banana e damasco) e notas de cravo — características marcantes desse estilo.
- HB Helles: lager clara de baixa fermentação, com sabor encorpado, leve picância e lupulagem equilibrada — um dos rótulos mais populares na Alemanha.
Ambas as cervejas seguirão rigorosamente a tradicional Lei da Pureza Alemã de 1516 (Reinheitsgebot), sendo produzidas apenas com água, malte, lúpulo e levedura — sem aditivos químicos ou cereais não maltados, como milho ou arroz.
A força da tradição da Hofbräu München
A Hofbräu München é uma das cervejarias mais tradicionais do mundo. Sua sede, em Munique, abriga o lendário Hofbräuhaus, maior choperia do planeta, que recebe cerca de 1,2 milhão de visitantes por ano e serve mais de 5.000 litros de chope diariamente.
Com a produção local, a expectativa é de que os consumidores brasileiros tenham acesso à autêntica cerveja HB com mais frescor, menores custos logísticos e um preço final mais acessível, graças à eliminação de taxas de importação e variações cambiais.
Bier & Wein reforça compromisso com democratização da cerveja artesanal
Responsável por introduzir a categoria Weissbier no Brasil há 25 anos, a Bier & Wein ajudou a transformar o paladar dos consumidores e a fomentar a cultura cervejeira no país. A produção local da HB reafirma o compromisso da empresa com a inovação, qualidade e democratização da cerveja artesanal de verdade.
A distribuição da Hofbräu nacionalizada será feita em todo o território brasileiro a partir do segundo semestre de 2025.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil
A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.
De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.
Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado
Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.
Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.
Indústria compra apenas para reposição imediata
Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.
Exportações perdem competitividade com queda do dólar
No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.
Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.
Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques
Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.
Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.
Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado
O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.
Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.
Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025
No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.
Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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