AGRONEGOCIOS
Febrac encerra 2025 com avanços institucionais e expansão de associados
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Mesmo em um ano desafiador para a agropecuária brasileira, a Federação Brasileira das Associações de Criadores de Animais de Raça (Febrac) encerra 2025 com conquistas significativas. Entre os destaques está a criação do Shopping Rural, espaço inédito instalado durante a Expointer, que se consolidou como um novo marco na história da entidade.
União e representatividade fortalecem o trabalho da Febrac
Segundo o presidente da Febrac, Marcos Tang, o avanço institucional da federação foi resultado da união entre diretoria, conselhos, corpo técnico e entidades filiadas. Esse alinhamento permitiu fortalecer ações conjuntas, ampliar a representatividade nacional e abrir novas frentes de diálogo com órgãos públicos e setores estratégicos do agronegócio.
Tang ressalta que o trabalho da federação vai muito além da organização de exposições. “A missão da Febrac é levar os pleitos das associações às autoridades governamentais, políticas e institucionais que atuam nas cadeias da carne, do leite, dos ovinos, dos bovinos, dos pequenos animais e do mel”, destaca.
Expointer ganha destaque com o Shopping Rural
Um dos grandes marcos do ano foi a instalação do Shopping Rural durante a Expointer 2025. O espaço, criado para atender expositores e comercializar produtos voltados ao cuidado e manejo dos animais, representou um avanço importante para o setor e para a própria federação.
“O Shopping Rural foi um projeto pioneiro dentro da Expointer. Agora, nosso compromisso é aprimorar a estrutura e ampliar o espaço nas próximas edições”, afirmou o presidente da Febrac.
Gestão mais transparente e justa reforça credibilidade
Outro avanço destacado pela federação foi a melhoria no processo de distribuição de credenciais durante os eventos. Segundo Tang, a adoção de critérios de justiça e isonomia contribuiu para tornar as decisões mais transparentes e fortalecer a confiança das associações filiadas.
“Quando mostramos que as decisões são tomadas com correção e equidade, recebemos o reconhecimento das entidades. Esse é um passo importante para consolidar nossa credibilidade”, explicou o dirigente.
Crescimento institucional e fortalecimento das associações
A Febrac também registrou aumento no número de associados e maior presença institucional em 2025, mesmo em meio aos debates sobre securitização e renegociação de dívidas no agronegócio.
Entre as metas para o próximo ciclo está a criação de subgrupos temáticos regionais, que permitirão consolidar pautas específicas de cada cadeia produtiva. “Os resultados de 2025 foram expressivos, mas ainda há muito trabalho a ser feito. O segredo é manter os pés no chão e seguir avançando juntos”, afirmou Tang.
O presidente também destacou o papel da comunicação institucional da Febrac, que tem fortalecido a divulgação das ações da federação na mídia regional e nacional, ampliando o acesso dos produtores rurais e da sociedade às informações do setor.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil
A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.
De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.
Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado
Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.
Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.
Indústria compra apenas para reposição imediata
Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.
Exportações perdem competitividade com queda do dólar
No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.
Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.
Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques
Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.
Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.
Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado
O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.
Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.
Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025
No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.
Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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