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ANC projeta forte adesão de criadores na 48ª Expointer

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Inscrições abertas para bovinos e equinos na Expointer 2025

A Associação Nacional de Criadores Herd-Book Collares (ANC) já abriu as inscrições para criadores interessados em apresentar bovinos e equinos na 48ª Expointer, que será realizada de 30 de agosto a 7 de setembro, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS). O prazo para envio das inscrições vai até o dia 29 de julho, e os cadastros devem ser feitos por meio da área restrita do site da entidade, com login e senha.

Exigência de registro genealógico

A superintendente suplente de Registro Genealógico da ANC, Juliana Souza, destaca que só serão validadas as inscrições de animais que tiverem o registro genealógico liberado. Após o fim do período de inscrições e a aprovação do Sistema de Defesa Agropecuária (SDA), ligado ao Ministério da Agricultura, a ANC enviará os boletins de inscrição para o e-mail informado pelo expositor.

Condições específicas para bovinos

Para os bovinos, será aceita a inscrição de animais com registro provisório, mas para a entrada no parque será obrigatória a apresentação do registro individual provisório ou definitivo. Além disso, somente as raças Hereford e Aberdeen Angus terão cobrança de taxa de inscrição. As demais estarão isentas.

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Documentos obrigatórios para acesso ao parque

Para garantir a entrada no Parque Assis Brasil, os criadores deverão portar:

  • Cópia (impressa ou digital) do registro definitivo ou provisório dentro do prazo de validade
  • Uma via do boletim de inscrição
  • Atestados de aptidão reprodutiva, conforme a tabela de exigência específica para cada raça

As tabelas de categorias e demais critérios estão disponíveis no site da ANC.

Regras específicas por raça
  • Hereford: obrigatória apresentação de laudo de DNA confirmando paternidade, enviado à Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB)
  • Aberdeen Angus: animais com mais de 180 dias devem apresentar dados de desempenho genético
Orientações sanitárias

A ANC recomenda que os criadores entrem em contato com a Secretaria da Agricultura para obter informações detalhadas sobre exames e exigências sanitárias necessárias para participação no evento.

Expectativa positiva de participação

Juliana Souza demonstrou otimismo com a adesão dos criadores nesta edição da Expointer. “A feira é um dos principais palcos de visibilidade para a pecuária nacional, um local de negócios e, principalmente, um momento de valorização do trabalho dos criadores”, destacou.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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