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Planejamento estratégico do TCE-MT reduz pobreza extrema em Rondolândia
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A taxa de famílias em situação de pobreza extrema caiu de 36,14% para 29,13% em Rondolândia, entre 2023 e 2024. O resultado é fruto da adesão ao Programa de Gerenciamento do Planejamento Estratégico (GPE), do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), que orienta políticas públicas em diversas áreas em 118 municípios, alcançando mais de 90% da população do estado.
“Estamos ajudando os municípios a combaterem as desigualdades regionais com inteligência e organização. O GPE é um caminho para garantir dignidade à população que mais precisa e para mudar a realidade de regiões historicamente esquecidas dentro de um estado que é marcado pelas diferenças”, afirma o presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo.
Segundo o auditor público externo Guilherme de Almeida, que coordena o programa, os avanços em Rondolândia resultam de um planejamento construído de forma participativa. “As prioridades na área social foram definidas com base em diagnósticos objetivos e na escuta ativa da população. Isso fortaleceu os serviços de proteção social e ampliou o apoio às famílias em situação de vulnerabilidade.”
Ele reforça que a cultura do planejamento estratégico torna a administração pública mais eficiente justamente por estabelecer metas claras, alinhadas aos contextos de cada região e baseadas nas necessidades reais da população. “Em Rondolândia, foi feito o mapeamento das vulnerabilidades sociais, reforço da equipe técnica, ampliação do acesso aos serviços e integração com outras políticas públicas.”
Resultados sociais e geração de renda
Foi isso que levou a Prefeitura a direcionar esforços às ações de proteção social e de estímulo à autonomia financeira das famílias. A realização de oficinas de capacitação profissional, por exemplo, contribuiu para que parte dos quase 4 mil moradores do município conquistasse empregos formais e até mesmo passasse a empreender, gerando sua própria renda.
Outra ação importante diz respeito ao fortalecimento de serviços como o Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF), que integra a Política Nacional de Assistência Social e é oferecido nos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS). Neste caso, o objetivo principal é prevenir a ruptura de vínculos familiares, promover o acesso a direitos e contribuir para a melhoria da qualidade de vida.
Vale destacar ainda o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV), que trabalha as relações familiares e comunitárias, promove a integração e estimula a troca de experiências entre os participantes. O SCFV faz parte da Proteção Social Básica do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) e é oferecido em grupos, com atividades artísticas, culturais, de lazer e esportivas, adaptadas a diferentes faixas etárias.
Tecnologia e suporte técnico
Instituído em 2022 por meio da Resolução Normativa nº 14 do TCE-MT, o GPE é executado pela Secretaria de Planejamento, Integração e Coordenação (Seplan) do TCE-MT, em parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), que oferecem suporte técnico e acesso a ferramentas digitais aos gestores municipais.
De acordo com o titular da Seplan do TCE, Adjair Roque de Arruda, o uso da plataforma digital viabiliza o controle em tempo real das metas definidas e a reavaliação das ações conforme a evolução dos indicadores locais em áreas como infraestrutura, saúde, educação e proteção social. “Com objetivos de longo prazo e indicadores de desempenho, a gestão consegue otimizar recursos, evitar desperdícios e priorizar investimentos.”
Desde o lançamento do programa, o TCE-MT vem realizando uma série de capacitações aos servidores das prefeituras, que contam com suporte contínuo em todas as etapas do trabalho — desde a elaboração dos mapas estratégicos, com objetivos, metas e a visão de cada município, até a execução das ações. Em 2024, também foi ampliado o número de consultores da UFMT, que passaram por qualificação na Escola Superior de Contas.
Secretaria de Comunicação/TCE-MT
E-mail: [email protected]
Telefone: 3613-7561
Fonte: TCE MT – MT
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Sema conclui capacitação para manejo de animais silvestres em eventos climáticos extremos
Terminou nesta sexta-feira (12.6) a programação da capacitação para Manejo e Contenção de Animais Silvestres em Eventos Climáticos Extremos promovida pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema). Na última aula prática, os cursistas fizeram o manejo de jacarés na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em meio a uma simulação de eventos de desastre com animais. O objetivo foi demonstrar os desafios enfrentados pela fauna silvestre durante emergências ambientais decorrentes das mudanças climáticas, como estiagem prolongada e incêndios de grandes proporções.
Os profissionais contaram com agentes do Grupo de Resgate Técnico Animal do Pantanal (GRETAP-MS), capacitados em operações de risco, para instruí-los na execução dos aprendizados. As simulações ocorreram em três tardes de aulas de campo. No primeiro dia (10), foram ensinadas as técnicas de contenção, transporte e manutenção em mamíferos e serpentes. Já no segundo (11), foi a vez de grandes animais e aves e, por fim, o manejo de jacarés.
Segundo a médica veterinária e analista ambiental da Sema, Danny Moraes, a capacitação contínua da Sema para os profissionais que vão atuar em ambientes extremos possui relevância para proporcionar uma abordagem técnica de resgate que assegure a sobrevivência da fauna silvestre em ameaça.
“Essa é uma oportunidade ímpar de ampliar a quantidade de pessoas capacitadas para que os animais tenham atendimento da melhor forma possível e, assim, tenham maior chance de sobrevida e de retorno ao ambiente natural”, afirma a veterinária.
Além disso, a atividade é uma oportunidade para trocar experiências com outros profissionais que atuam na linha de frente dos resgates, tanto em municípios de Mato Grosso quanto de outros estados.
Para a médica veterinária do Instituto Urihi, Luciana Guimarães, a importância da capacitação está na segurança adquirida pelo conhecimento teórico e aplicação de maneira responsável. “Tudo o que foi ensinado vai ser de extrema importância caso a gente precise aplicar, pois será agora de uma maneira aprimorada, mais responsável e segura, tanto para a equipe quanto para os animais”.
O coordenador de Fauna e Recursos Pesqueiros, Éder Toledo, destaca que o curso inaugura o plano de atividades do órgão ambiental, desenvolvido anualmente, para atendimentos aos animais silvestres no Estado de Mato Grosso, principalmente voltados às unidades de conservação.
Já as entidades participantes do encontro se tornam equipes que realizarão trabalhos in loco a partir da semana que vem, com o intuito de garantir a conscientização dos moradores de locais comumente atingidos. “Apesar de não termos focos de incêndio ou situações que envolvam animais, já vamos a campo para fazer reconhecimento de área, levantamento da situação e informar as pessoas, primordialmente na região da Transpantaneira e de Barão de Melgaço, além de fazer a distribuição de panfletos com o número de telefone para contato caso haja situações envolvendo animais silvestres naquela área”, relata o coordenador.
Capacitação
A terceira edição do simpósio também promoveu conteúdo programático durante os cinco dias de encontros (de 8 a 12.06), relacionados à gestão do fogo, biossegurança, resgate técnico animal, discussão de casos, estabilização clínica na sobrevivência da fauna silvestre, manejo, contenção, transporte e manutenção de grandes animais.
Na parte prática também foi aplicada uma espécie de simulado integrado, que cria eventos de desastre com animais de grande e pequeno porte, como forma de demonstrar os desafios enfrentados na vida real pela fauna silvestre.
A ação contou com o apoio do Instituto Urihi para Preservação Ambiental, Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV-MT) e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis em Mato Grosso (Ibama).
Participaram do evento: servidores da Sema-MT, Grupo de Resgate Técnico Animal Cerrado Pantanal (Gretap-MS), CRMV-MT, Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental (BPMPA), Corpo de Bombeiros, Ibama e profissionais autônomos.
*Sob supervisão de Renata Prata
Fonte: Governo MT – MT


