AGRONEGOCIOS
CNA e Abiove promovem debate sobre desafios do transporte ferroviário e competitividade do agronegócio
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No dia 5 de agosto, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em parceria com a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e diversas entidades, realizará o evento “Desafios do Transporte Ferroviário e Competitividade do Setor Produtivo”. O encontro acontecerá no auditório da CNA, em Brasília.
Temas centrais: custo do frete, manutenção da malha e regulação
A programação contará com representantes do setor produtivo, especialistas em infraestrutura e autoridades públicas para debater os principais desafios logísticos do transporte ferroviário no país. Entre os pontos em pauta estão o elevado custo do frete, a necessidade urgente de investimentos na manutenção e expansão da malha ferroviária, além do papel da regulação para estimular a concorrência e modernizar o setor.
Propostas para atualização legal e atração de investimentos
Além do diagnóstico dos problemas, o evento discutirá propostas para atualizar o marco regulatório do setor ferroviário, buscando ampliar a previsibilidade regulatória — fator essencial para atrair novos investimentos e garantir a eficiência do transporte de cargas.
Público-alvo e participação
Gratuito, o evento reunirá parlamentares, gestores públicos, consultores técnicos e representantes das principais empresas associadas, todos envolvidos com a infraestrutura e o desenvolvimento econômico do agronegócio.
Parcerias e apoios estratégicos
A iniciativa conta com a parceria da Associação Nacional dos Usuários do Transporte de Carga (ANUT), Associação das Empresas Cerealistas do Brasil (ACEBRA) e patrocínio de entidades como a Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC), Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) e Associação de Usuários dos Portos da Bahia (Usuport). O apoio institucional é oferecido por associações como AEXA, ANDA, ANEA, Aprosoja Brasil, AMA Brasil e UNEM.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Brasil registra alta de 7,1% nas exportações no 1º trimestre e agronegócio lidera resultado histórico
O Brasil iniciou 2026 com forte desempenho no comércio exterior. No primeiro trimestre, as exportações somaram US$ 82,3 bilhões, alta de 7,1% em relação ao mesmo período de 2025. As importações totalizaram US$ 68,2 bilhões, resultando em um superávit de US$ 14,2 bilhões, o terceiro maior da série histórica para o período, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC).
Em março, o ritmo foi ainda mais intenso. As exportações cresceram 10% na comparação anual, alcançando US$ 31,6 bilhões, enquanto as importações avançaram 20,1%, chegando a US$ 25,2 bilhões. A corrente de comércio atingiu US$ 56,8 bilhões, com expansão de 14,3%.
Agronegócio lidera exportações e alcança maior resultado da história
O principal destaque do trimestre foi o agronegócio, que registrou US$ 38,1 bilhões em exportações, o maior valor já apurado para os meses de janeiro a março.
A soja em grãos liderou os embarques, com 23,47 milhões de toneladas, volume 5,9% superior ao registrado no mesmo período de 2025.
A China manteve a liderança como principal destino dos produtos do agro brasileiro, respondendo por quase 30% das exportações do setor, com US$ 11,3 bilhões.
Diversificação de mercados fortalece exportações brasileiras
Além da China, outros mercados ganharam relevância no período. As exportações para a Índia cresceram 47,1%, enquanto Filipinas registraram alta de 68,3% e o México avançou 21,7%.
A ampliação dos destinos comerciais é vista como um fator positivo para a resiliência da pauta exportadora brasileira, especialmente diante das incertezas no cenário global.
Indústria extrativa e de transformação também contribuem para o crescimento
A indústria extrativa, que inclui petróleo e minérios, apresentou crescimento de 22,6% no trimestre, sendo um dos principais motores da expansão das exportações em termos nominais.
Já a indústria de transformação registrou avanço de 2,8%, contribuindo de forma complementar para o resultado geral do comércio exterior.
Exportações para os Estados Unidos caem com impacto de tarifas
Em contraste com o desempenho geral positivo, as exportações brasileiras para os Estados Unidos recuaram 18,7% no primeiro trimestre, totalizando US$ 7,78 bilhões. A corrente de comércio bilateral também caiu 14,8%.
O resultado reflete os impactos de sobretaxas impostas ao longo de 2025. Apesar de uma decisão da Suprema Corte dos EUA, em fevereiro, ter invalidado parte das tarifas mais elevadas, os efeitos sobre o fluxo comercial ainda persistem.
Uma nova ordem executiva publicada em fevereiro de 2026 isentou cerca de 46% das exportações brasileiras dessas sobretaxas. No entanto, aproximadamente 29% ainda permanecem sujeitas às tarifas da Seção 232, que incidem sobre produtos como aço e alumínio.
Projeção indica novo recorde nas exportações brasileiras em 2026
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) projeta que o Brasil encerre 2026 com exportações de US$ 364,2 bilhões, o que representaria um novo recorde e crescimento de 4,6% em relação a 2025.
As importações devem atingir US$ 292,1 bilhões, com alta de 4,2%, resultando em um superávit estimado de US$ 72,1 bilhões no ano.
Cenário global exige estratégia e gestão de riscos no comércio exterior
Apesar dos números positivos, o cenário internacional segue desafiador. Fatores como volatilidade cambial, incertezas nas cadeias globais de suprimento e os impactos ainda presentes das tarifas americanas exigem atenção das empresas.
Segundo especialistas, a gestão eficiente do câmbio e dos riscos associados ao comércio internacional passa a ser um diferencial estratégico.
“Para as empresas que operam no comércio exterior, a questão não é mais se haverá volatilidade, mas como se preparar para ela”, avalia Murilo Freymuller, Head Comercial Corporate do banco Moneycorp.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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