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Moody’s eleva nota de crédito da Castrolanda e reconhece solidez financeira da cooperativa
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Elevação do rating reforça credibilidade da Castrolanda
A Castrolanda Cooperativa Agroindustrial teve seu rating de crédito elevado pela agência Moody’s Local Brasil. A classificação subiu de A para A+, com perspectiva estável, evidenciando a robustez do modelo cooperativista, o fortalecimento dos resultados operacionais e a disciplina financeira mantida pela cooperativa nos últimos anos.
Fatores que sustentaram a elevação da nota
De acordo com o relatório da Moody’s, a decisão foi influenciada por diversos fatores, como:
- Alta fidelização dos cooperados
- Baixo risco de originação
- Níveis historicamente baixos de inadimplência
- Eficiência operacional
A Moody’s também destacou a aliança estratégica Unium, formada em conjunto com as cooperativas Frísia e Capal, como elemento fundamental para o crescimento sustentável, especialmente no segmento de lácteos.
Desempenho financeiro impulsiona reconhecimento
Os dados financeiros de 2024 contribuíram diretamente para a avaliação positiva. A Castrolanda registrou um Ebitda de R$ 555 milhões, com margem de 10%, frente aos R$ 385 milhões e margem de 7% em 2023.
Além disso, a geração de caixa operacional foi de R$ 227 milhões, mesmo com o avanço dos investimentos em projetos como:
- A nova Queijaria em Ponta Grossa
- A Maltaria em Ponta Grossa, fruto da intercooperação com outras cinco cooperativas dos Campos Gerais
- Perspectiva estável e crescimento sustentável
A Moody’s também considerou, para manter a perspectiva estável, o crescimento projetado de 5% ao ano na base de cooperados, além dos investimentos contínuos em infraestrutura, como a nova unidade de grãos em Colinas do Tocantins.
Gestão estratégica e sustentabilidade destacadas pela liderança
O presidente da Castrolanda, Willem Berend Bouwman, comemorou o reconhecimento da agência.
“Foi uma bela notícia para nós, pois reflete o resultado de um trabalho de médio prazo. Uma gestão focada em processos, procedimentos e na sustentabilidade da cooperativa.”
Ele também ressaltou o contexto desafiador do setor agropecuário e o papel da Castrolanda nesse cenário:
“Foram cinco anos de preparação e planejamento. O reconhecimento da Moody’s transmite confiança e tranquilidade aos nossos cooperados. O agro está passando por grandes transformações e, mesmo assim, conseguimos elevar nosso rating, o que mostra nossa resiliência.”
Nota elevada fortalece imagem da cooperativa no mercado
Para o gerente executivo financeiro, Paulo Alberto Machinski, a elevação da nota reforça a credibilidade da Castrolanda no mercado financeiro.
“A classificação de risco avalia a capacidade da cooperativa de honrar seus compromissos, e a Moody’s tem a credibilidade para atestar isso. Ter nota A+ mostra nossa força.”
Machinski também destaca que o rating elevado está alinhado à estratégia da Castrolanda dentro do Planejamento Estratégico Horizonte 2030.
“Essa nota confirma que estamos no caminho certo. Para o cooperado, é a segurança de estar vinculado a uma organização sólida, com métricas claras e fundamentos bem estabelecidos.”
Por fim, ele ressalta que o reconhecimento facilita o acesso a melhores condições de crédito, com potencial para redução no custo de captação, beneficiando diretamente a cooperativa e seus associados.
Fonte: Portal do Agronegócio
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Ministro André de Paula firma memorando com a África do Sul para cooperação agropecuária
Nesta quinta-feira (30), o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, recebeu o ministro da Agricultura da África do Sul, John Steenhuisen, acompanhado de delegação oficial. Na ocasião, foi assinado um Memorando de Entendimento entre o Ministério da Agricultura e Pecuária do Brasil e o Departamento de Agricultura do Governo da República da África do Sul, com foco na ampliação da cooperação no setor agropecuário.
Durante o encontro, a delegação sul-africana também manifestou interesse em fortalecer a cooperação com o Brasil na área de defesa agropecuária, especialmente no desenvolvimento de um plano de ação para o enfrentamento da febre aftosa. O objetivo é aprofundar o intercâmbio técnico em prevenção, controle e erradicação da doença, bem como em temas relacionados à influenza aviária.
O ministro André de Paula ressaltou a importância estratégica da parceria entre os dois países. “Receber vocês aqui é uma oportunidade de seguir avançando nos entendimentos que temos entre os nossos países. A garantia da segurança alimentar no mundo é uma prioridade do governo brasileiro e representa um ponto de convergência importante com a África do Sul”, afirmou.
O ministro também reiterou o interesse na ampliação do comércio bilateral, mencionando oportunidades em produtos agropecuários. “Temos interesse em avançar na pauta comercial, com potencial para ampliação de fluxos em segmentos como proteínas animais e frutas cítricas, além de fortalecer a cooperação em saúde animal prevista no Memorando de Entendimento”, acrescentou.
O ministro sul-africano ressaltou que o Brasil não é somente uma potência agrícola, mas um importante parceiro comercial para a África do Sul. “Estou confiante de que as nossas discussões de hoje darão frutos. Estamos aqui para aprender com as experiências de vocês, mas também para buscar o seu apoio na nossa guerra contra a febre aftosa. A região do sul da África já observa a doença se espalhando pela região sul, o que traz profundas consequências econômicas para nós. Seguindo o modelo brasileiro no combate à doença, estamos avançando para adotar uma abordagem regional no combate à febre aftosa,” disse.
O ministro sul-africano ressaltou a relevância do Brasil como parceiro estratégico. “Estamos confiantes de que as discussões de hoje trarão resultados concretos. Viemos aprender com a experiência brasileira e buscar apoio no enfrentamento da febre aftosa, que tem avançado na região sul da África e traz impactos econômicos significativos. Estamos avançando para uma abordagem regional no combate à doença, inspirados no modelo brasileiro”, afirmou.
A febre aftosa é uma doença viral altamente contagiosa que afeta bovinos, suínos, ovinos e caprinos, causando perdas produtivas significativas e restrições ao comércio internacional de produtos de origem animal.
Ainda segundo o ministro John Steenhuisen, a cooperação com o Brasil será fundamental para o fortalecimento das ações sanitárias. “Agradecemos a disposição demonstrada pelo Brasil em nos apoiar com um plano técnico, incluindo vacinação, suporte técnico, monitoramento pós-vacinação e geração de evidências em campo, elementos essenciais para manter uma resposta eficaz contra a doença”, disse.
O ministro André de Paula reiterou a disposição do Brasil em aprofundar a parceria na área sanitária. “Queremos manifestar a nossa solidariedade em relação à situação da febre aftosa e reiterar o nosso interesse em estabelecer parcerias que possam contribuir para o enfrentamento dessa questão”, afirmou.
O secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, Carlos Goulart, destacou a experiência brasileira no enfrentamento da doença e a disposição em cooperar tecnicamente. “Podemos trabalhar juntos para compartilhar a nossa experiência. Em alguns casos, tivemos que estabelecer acordos bilaterais para realizar vacinação conjunta com outros países. Sabemos que não é algo simples, mas podemos começar esse trabalho desde já”, disse.
Ele também ressaltou que o Brasil alcançou recentemente reconhecimento internacional como país livre de febre aftosa sem vacinação pela Organização Mundial de Saúde Animal, resultado de décadas de políticas sanitárias, coordenação federativa e investimento contínuo em vigilância agropecuária.
O diretor do Departamento de Negociações Não Tarifárias e de Sustentabilidade, Marcel Moreira, ressaltou o interesse em ampliar e qualificar as relações comerciais. “Considerando o tamanho dos nossos países e o nível de parceria que mantemos em fóruns internacionais, como BRICS e OMC, temos grande interesse em avançar nas relações comerciais. É fundamental que o acesso aos mercados reflita o status sanitário do Brasil, livre de febre aftosa. Também estamos avançando na regionalização para influenza aviária, que é outro ponto importante para o comércio”, afirmou.
Ele acrescentou que o Memorando de Entendimento assinado é importante para o fortalecimento da cooperação bilateral, permitindo avanços tanto nas questões sanitárias e fitossanitárias quanto na troca de tecnologias.
Durante a reunião, ambos os lados manifestaram interesse em aumentar o volume de comércio bilateral, ainda aquém do potencial dos dois países. Foram identificadas oportunidades em fertilizantes, insumos agrícolas, máquinas e equipamentos, além de genética animal e vegetal.
Os participantes discutiram a necessidade de aprimorar canais de diálogo em medidas sanitárias e fitossanitárias (SPS), com o objetivo de conferir maior agilidade à resolução de questões técnicas e facilitar o fluxo comercial. Nesse contexto, foi sugerida a criação de um Corredor de Biosseguridade Brasil–África do Sul, baseado nos conceitos de regionalização e compartimentalização, para minimizar disrupções no comércio em casos de doenças animais, especialmente a influenza aviária.
Participaram da reunião o assessor especial do ministro sul-africano, Mono Mashaba; o diretor-chefe de Saúde Animal, Botlhe Modisane; a veterinária oficial, Marietta Swanepoel; o diretor-assistente de Promoção do Comércio Internacional, Tebogo Machaka; o diretor-executivo da AgriSA, Johann Kotzé; o diretor-executivo da Red Meat Industry Services, Dewald Olivier; o diretor-executivo da African Farmers Association of South Africa, Bongani Msimang; o diretor-executivo interino da Onderstepoort Biological Products, Jacob Maduma; e a assessora especial do Mapa, Sibelle Andrade.
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