MATO GROSSO
Burnout é tema de ação do MPMT sobre segurança institucional
MATO GROSSO
Comprometido com o fortalecimento de uma cultura organizacional saudável e segura, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) realizou, por meio do Centro de Segurança e Inteligência (CSI), em parceria com o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e com o apoio do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – escola institucional do MPMT –, a palestra “Burnout: entendendo e prevenindo”. A ação, realizada nesta quarta-feira (30), integra a campanha “Agosto da Segurança Institucional” e reforça o cuidado com a saúde mental como parte essencial da rotina no serviço público.O procurador-geral de Justiça, Rodrigo Fonseca Costa, lembra que a palestra faz parte dos esforços do MPMT em garantir um ambiente de trabalho saudável. “O maior patrimônio que o Ministério Público tem são nossos servidores. E eu acho que a gente tem que estar em constante evolução, porque o mundo evolui a cada dia, e a gente tem que ir acompanhando essa evolução constante das coisas. Hoje é muito mais difícil dizer quando estamos fora do horário de expediente. Praticamente, você está 24 horas por dia, e isso acaba sendo uma fonte de estresse para o ser humano”, destacou o procurador-geral de Justiça.Coordenador do Centro de Apoio Operacional – Centro de Segurança e Inteligência (CAO-CSI), o promotor de Justiça Mauro Zaque, pontuou que a iniciativa reforça a importância do trabalho voltado à segurança institucional. “O CSI vem atuando dentro do ramo da contrainteligência, notadamente na segurança orgânica, no sentido de proteger os nossos ativos – tanto materiais quanto os nossos principais ativos, que são as pessoas. E o ato de proteger exige ação diária, permanente, constante, e exige capacitação.”Para o procurador de Justiça Antonio Sergio Cordeiro Piedade, coordenador do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – escola institucional do MPMT –, saúde mental é um tema que precisa ocupar lugar central nas instituições públicas. “Não é exagero dizer que cuidar da saúde emocional de nossos membros e servidores é, sobretudo, cuidar também da qualidade da nossa atuação institucional. Vivemos tempos de altíssima complexidade, sobrecarga, demandas incessantes e, muitas vezes, expectativas difíceis de administrar.”Chefe do Gabinete de Segurança Institucional, o coronel da Polícia Militar Marco Antônio Guimarães agradeceu pela iniciativa. “O Gabinete de Segurança Institucional promove a segurança dos membros do Ministério Público, assim como de todos os servidores. E nós fazemos alguns cursos permanentes. Então, gostaria de deixar aqui os parabéns do Gabinete de Segurança Institucional a essa iniciativa.”Também integraram o dispositivo o secretário-geral do MPMT, procurador de Justiça Adriano Augusto Streicher de Souza, e a promotora auxiliar da Corregedoria-Geral, Alessandra Gonçalves da Silva Godoi.A palestra “Burnout: entendendo e prevenindo” foi conduzida por Carla Adriana de Queiroz, mestre em Ensino, neuropsicóloga, especialista em Gestão de Pessoas nas Organizações e Gestão Executiva de Negócios, além de aplicadora de ABA – Análise do Comportamento Aplicada. Atualmente, Carla é psicóloga credenciada junto ao Fórum da Comarca de Várzea Grande, atuando diretamente na Vara da Infância e Juventude, e também docente em cursos de graduação e pós-graduação em Psicologia Clínica.Durante a palestra, ela falou sobre a definição da Síndrome de Burnout, sintomas comuns, causas e efeitos, estratégias de prevenção e técnicas de autocuidado. “É preciso estar atento aos sinais. O burnout baixa o sistema imunológico. Se passar uma gripe na esquina, te atinge. Aumenta a desatenção, colocando em risco a própria vida e gerando danos maiores.”A ação integra a programação da campanha “Agosto da Segurança Institucional”, iniciativa vinculada ao projeto MP + Seguro, do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). O objetivo é ampliar o conhecimento sobre o tema, além de incentivar práticas de prevenção e cuidado com a saúde mental.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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Júri de filho de ex-deputado é redesignado para o dia 21 de julho
A 1ª Vara Criminal de Cuiabá acolheu pedido da 2ª Promotoria de Justiça Criminal da Capital e determinou, nesta segunda-feira (6), o levantamento integral do sigilo processual da ação penal que apura as mortes de Thays Machado e Willian Cesar Moreno. O requerimento foi protocolado em 2 de julho pela promotora de Justiça Élide Manzini de Campos. Na decisão, a magistrada reconheceu a regra geral de publicidade da sessão plenária, autorizando a presença do público no julgamento. Inicialmente marcado para esta terça-feira (7), o julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra foi redesignado pela Justiça para o dia 21 de julho de 2026, às 9h, após pedido da defesa relacionado ao acesso a materiais produzidos durante a investigação. Filho do ex-deputado federal Carlos Bezerra, Carlos Alberto Gomes Bezerra é réu confesso e está preso. Conforme denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o feminicídio foi praticado por motivo torpe, relacionado à inconformidade com o fim do relacionamento amoroso, mediante extrema violência e em circunstâncias que impossibilitaram qualquer reação da vítima.Para o MPMT, a conduta demonstrou elevado grau de crueldade, uma vez que os disparos foram efetuados em plena luz do dia, em área urbana com intensa circulação de pessoas, utilizando uma pistola semiautomática.O MPMT sustenta ainda que o crime ocorreu em contexto de violência doméstica e de gênero. Segundo a denúncia, o acusado se valeu da condição de ex-companheiro da vítima e de sua superioridade física para exercer controle e violência contra Thays Machado, evidenciando menosprezo à condição feminina da vítima e enquadrando o caso nas hipóteses legais de feminicídio.Em relação à morte de Willian Cesar Moreno, o Ministério Público denunciou o acusado por homicídio qualificado por motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa da vítima. Conforme a acusação, a ação foi premeditada e executada de forma a surpreender o casal, impedindo qualquer possibilidade efetiva de reação ou fuga diante dos disparos efetuados pelo acusado.Ao analisar o pedido, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira entendeu que não há, neste momento, risco concreto à intimidade das vítimas ou de terceiros que justifique a manutenção do segredo de Justiça. A magistrada destacou ainda que a publicidade dos atos processuais constitui regra constitucional e que o próprio Ministério Público, após diálogo com os familiares das vítimas, manifestou-se favoravelmente à abertura da sessão. Apesar do levantamento do sigilo, a decisão estabelece restrições para a cobertura do julgamento. A cobertura televisiva da sessão ficará limitada à assessoria de imprensa oficial do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, sendo vedado o acesso ao plenário de equipes de emissoras e demais veículos de comunicação. Também permanece proibida a captação e divulgação de imagens que permitam a identificação do réu e dos jurados. O acesso do público em geral, contudo, está autorizado.
Fonte: Ministério Público MT – MT


