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CAE analisa projeto que destina mais dinheiro do transporte para Sest e Senat

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A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) pode votar na terça-feira (5) um projeto que destina ao Serviço Social do Transporte (Sest) e ao Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Senat) contribuições sociais pagas por todas as empresas de transporte. A reunião, marcada para as 10h, tem seis itens na pauta (veja aqui).

Pela legislação em vigor, o Sest e o Senat recebem apenas a arrecadação das contribuições feitas sobre o modal rodoviário, embora prestem serviços para os trabalhadores de todo o setor do transporte.

O PL 79/2020 foi proposto pelo senador Wellington Fagundes (PL-MT) e recebeu substitutivo do relator, senador Laércio Oliveira (PP-SE).

Outro item na pauta é o PL 426/2023, que isenta de taxas e contribuições as estações rádio base e as repetidoras do Serviço Móvel Pessoal (SMP) instaladas em áreas rurais. A matéria, proposta pela Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT), recebeu substitutivo do relator, senador Alan Rick (União-AC).

O SMP é o serviço de telefonia que permite a comunicação por voz e mensagens de texto e o acesso à internet por meio de celulares e outros dispositivos móveis. Pela regra atual, as operadoras de SPM devem pagar a taxa do Fundo de Fiscalização das Telecomunicações (Fistel) e as contribuições para o Fomento da Radiodifusão Pública (CFRP) e para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional (Condecine).

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Caso o projeto vire lei, os equipamentos instalados em zonas rurais ficarão isentos dos tributos. O objetivo da proposta é incentivar investimentos no setor de telecomunicações no campo.

Empréstimos

A CAE pode votar ainda duas mensagens para a contratação de empréstimo externo com garantia da União. A primeira (MSF 21/2025) se refere a uma operação de US$ 110 milhões entre a Agência de Fomento de São Paulo e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

Os recursos devem ser aplicados no financiamento parcial do Programa Desenvolve SP — Infraestruturas Sustentáveis. O texto aguarda relatório do senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS).

A segunda mensagem (MSF 23/2025) trata de um empréstimo de US$ 750 milhões do BID para o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O dinheiro vai financiar o programa de acesso ao crédito para micro, pequenas e médias empresas e pequenos empreendedores da Amazônia (Pro-Amazônia). O texto aguarda relatório do senador Eduardo Braga (MDB-AM).

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Projeto isenta setor agropecuário de corte linear em incentivos tributários

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O Projeto de Lei Complementar (PLP) 34/26, do deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR), exclui os incentivos tributários do setor agropecuário da redução linear de benefícios fiscais federais prevista na Lei Complementar 224/25. A proposta está em análise na Câmara dos Deputados.

A lei instituiu um regime de revisão estrutural de incentivos e benefícios tributários federais, com corte linear e poucas exceções. O projeto busca incluir entre essas exceções os tratamentos tributários relativos a insumos agropecuários e aos créditos presumidos vinculados à cadeia do agro (desde sementes e adubos ao frango, porco, laranja, café, algodão e outros produtos).

Impacto estimado
Segundo Lupion, a redução linear poderia gerar um impacto de aproximadamente R$ 4,3 bilhões apenas em insumos agropecuários – como defensivos, sementes, adubos e fertilizantes – e de R$ 1,5 bilhão na distribuição desses produtos.

Estudos setoriais citados pelo autor apontam ainda efeitos sobre cadeias como: soja e biodiesel (cerca de R$ 500 milhões), aves, ovos e suínos (entre R$ 350 e R$ 400 milhões), lácteos (cerca de R$ 280 milhões) e carne bovina (cerca de R$ 520 milhões).

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Para Lupion, esses números mostram que os incentivos em questão não funcionam como privilégio setorial, mas como mecanismos de neutralidade econômica para evitar a cumulatividade tributária em cadeias produtivas longas e intensivas em insumos.

A aplicação do corte linear sobre insumos agropecuários e créditos presumidos recompõe carga tributária justamente onde o sistema deveria garantir neutralidade de custos, na opinião de Lupion. “A redução linear, aplicada sem distinção entre ‘gasto tributário’ e ‘incentivo de neutralidade produtiva’, termina por internalizar tributo como custo, reforçando cumulatividade econômica e deteriorando a competitividade do agro brasileiro”, argumentou.

O deputado alerta ainda para o risco de repasse inflacionário, especialmente em alimentos e combustíveis, com impacto direto sobre o poder de compra da população.

Próximos passos
Ainda não foram definidas as comissões que analisarão o texto. O Plenário da Câmara aprovou, em maio, regime de urgência para o projeto; com isso, ele pode ser votado diretamente no Plenário, sem passar antes pelas comissões da Câmara.

Para virar lei, precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

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Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei complementar

Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Ana Chalub

Fonte: Câmara dos Deputados

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