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Queda nos preços dos ovos em julho reduz poder de compra dos avicultores paulistas
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Poder de compra do avicultor paulista é impactado
O poder de compra dos avicultores de postura em São Paulo recuou significativamente em julho, segundo levantamento do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada). A principal causa foi a queda mais acentuada nos preços dos ovos em relação aos custos com os principais insumos utilizados na atividade, como o milho e o farelo de soja.
Demanda enfraquecida pressiona cotações
De acordo com os pesquisadores do Cepea, o recuo nos preços está diretamente ligado à menor demanda pela proteína, comportamento típico do período de férias escolares. Essa retração no consumo intensificou a pressão sobre as cotações ao longo do mês.
Preços dos ovos brancos e vermelhos registram queda expressiva
Em Bastos (SP), principal polo produtor de ovos do país, o preço médio da caixa com 30 dúzias de ovos brancos tipo extra, na modalidade a retirar (FOB), foi de R$ 149,48 em julho (até o dia 30), representando uma queda de 9,1% em relação ao mês anterior.
Já os ovos vermelhos apresentaram uma desvalorização ainda mais acentuada: a média registrada foi de R$ 165,76 por caixa, queda de 10,3% na comparação com junho.
Cenário desfavorável para o produtor
Com a combinação de preços em queda e custos de produção ainda elevados, o cenário atual impõe desafios à rentabilidade dos avicultores de postura paulistas, que veem seu poder de compra frente aos insumos mais limitado.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Cafés especiais do Brasil podem gerar US$ 17,5 milhões após participação em feira na Austrália
O setor de cafés especiais do Brasil projeta a geração de US$ 17,520 milhões em negócios após participação na Melbourne International Coffee Expo (MICE 2026), realizada na Austrália. A atuação faz parte do projeto “Brazil. The Coffee Nation”, iniciativa da Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).
Participação brasileira gera contatos e negócios imediatos na MICE 2026
Durante o evento, realizado entre os dias 26 e 28 de março, oito empresários brasileiros do setor realizaram 280 contatos comerciais. Além disso, foram fechados US$ 1,170 milhão em negócios de forma presencial, com expectativa de mais US$ 16,350 milhões ao longo dos próximos 12 meses.
O resultado reforça a importância da feira como vitrine internacional para os cafés especiais brasileiros e como canal direto de expansão comercial.
MICE 2026 fortalece presença dos cafés brasileiros na Oceania
De acordo com o diretor executivo da BSCA, Vinicius Estrela, a MICE é considerada a principal feira de cafés especiais da Oceania e funciona como uma importante plataforma de conexão entre produtores e compradores internacionais.
O evento reúne importadores da Austrália, Nova Zelândia e países do Sudeste Asiático, como Indonésia e Filipinas, ampliando as oportunidades de negócios e fortalecendo a presença do café brasileiro nesses mercados.
Novas oportunidades comerciais e integração regional
Segundo Estrela, a participação brasileira contribuiu para aproximar exportadores nacionais de importadores e parceiros locais, além de abrir novas possibilidades de atuação.
Entre os destaques estão o desenvolvimento de rodadas de negócios integradas entre Austrália e Nova Zelândia e o crescente interesse de compradores internacionais em visitar o Brasil para conhecer a produção de cafés especiais.
O movimento também reforça a valorização de cafés com maior pontuação, ampliando o potencial de diversificação da oferta brasileira no mercado asiático e oceânico.
Mercado australiano se destaca pela exigência e profissionalização
Outro ponto relevante do mercado australiano é sua forte presença em competições internacionais de café. Baristas do país são reconhecidos pela alta performance técnica e frequentemente figuram entre os melhores do mundo.
Esse cenário reforça o elevado nível de profissionalização do setor na Austrália e evidencia a forte exigência por qualidade, o que consolida o país como um parceiro estratégico para os cafés especiais brasileiros.
Austrália se consolida como mercado estratégico para o café brasileiro
Para a BSCA, a Austrália vem se consolidando como um mercado-chave na Oceania, caracterizado por consumidores exigentes e crescente demanda por cafés de alta qualidade.
Segundo Vinicius Estrela, há um aumento do interesse de compradores internacionais em se aproximar das origens produtoras brasileiras, o que abre espaço para o fortalecimento das relações comerciais e ampliação da presença do café especial do Brasil não apenas na Austrália, mas também em países vizinhos.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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