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Brasil avança no acolhimento humanitário com nova parceria para receber nacionais afegãos
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Brasília, 01/08/2025 – Iniciativa brasileira que promove acolhida digna, integração social e oportunidades de recomeço no território nacional a refugiados afegãos ganhou mais um reforço. A Secretaria Nacional de Justiça (Senajus) habilitou a Junta de Missões Nacionais da Convenção Batista Brasileira no Programa de Reassentamento, Admissão e Acolhida Humanitária por Via Complementar e Patrocínio Comunitário. A entidade é responsável pelo projeto Vila Minha Pátria, no município de Morungaba (SP).
A organização da sociedade civil vai acolher até 320 afegãos em situação de vulnerabilidade no período de 12 meses. O projeto oferece moradia temporária, acesso a serviços de saúde, apoio psicossocial, regularização migratória, aulas de português, encaminhamento ao mercado de trabalho e reassentamento em parceria com famílias e organizações acolhedoras. A Vila Minha Pátria atua desde 2018 com acolhimento humanitário e, desde então, já recebeu mais de mil pessoas de diferentes nacionalidades.
O programa é coordenado pela Senajus, órgão vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). “Esse é um modelo inovador de patrocínio comunitário, inspirado em experiências internacionais bem-sucedidas e adaptado à realidade brasileira”, afirma a Coordenadora-Geral do Comitê Nacional para os Refugiados, da Senajus, Amarílis Tavares. “As organizações da sociedade civil têm um papel fundamental na construção de uma política migratória baseada em solidariedade, autonomia e integração”, completa.
Há outras três organizações já envolvidas no programa. A Panahgah, o Instituto Estou Refugiado e a Missão de Apoio à Igreja Sofredora (Mais), que estão em fase de implementação do trabalho. Com a inclusão do Vila Minha Pátria, serão 1.244 vagas para a acolhida humanitária de nacionais afegãos por meio da iniciativa.
O programa reforça o compromisso do Governo Federal com a proteção humanitária e segue aberto à participação de novas organizações. As regras estão no Edital de Chamamento Público nº 1/2024, publicado pela Senajus.
Patrocínio comunitário
O modelo de financiamento por patrocínio comunitário já é bem-sucedido em outros países e consiste em possibilitar que organizações da sociedade civil patrocinem refugiados e forneçam assistência à integração social com apoio financeiro privado. Experiências internacionais têm demonstrado impacto positivo na inserção dessas pessoas na sociedade, com redes de apoio que facilitam a adaptação e a autonomia.
Ou seja, o programa desenvolvido no Brasil promove proteção e integração sem uso direto de recursos públicos, com base em doações comunitárias e privadas. Organizações da sociedade civil, selecionadas por chamamento público, ficam responsáveis por captar investimentos, acolher as pessoas e facilitar a integração delas em cidades brasileiras.
Ao Governo Federal, cabe credenciar organizações da sociedade civil estabelecidas no Brasil para a execução das ações previstas no edital de chamamento, receber dessas instituições listas de potenciais beneficiários do programa e encaminhá-las ao Ministério das Relações Exteriores para análise e eventual emissão dos vistos de acolhida humanitária. O governo tem como responsabilidades monitorar a execução do programa e promover capacitações para fortalecer as organizações credenciadas, em parceria com organismos internacionais.
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Governo do Brasil inaugura Casa do Trabalhador em Belém e amplia acesso a serviços de emprego
O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) entregou, nesta quinta-feira (18), a 12ª Casa do Trabalhador do país, localizada em Belém (PA). Situada na Travessa Padre Eutíquio, nº 1308, a unidade faz parte do processo de modernização e padronização das agências do Sistema Nacional de Emprego (Sine), iniciativa iniciada pelo Governo Federal em 2023.
Durante a cerimônia de inauguração, o secretário-executivo do MTE, Francisco Macena, destacou que a nova estrutura reúne diversos serviços essenciais em um só lugar e anunciou que mais unidades serão entregues em todo o território nacional até o final do ano.
“O que nós queremos não é apenas o trabalhador empregado, mas que ele tenha perspectivas reais de ascensão econômica e social”, afirmou Macena.
Com a modernização das agências, o MTE busca resgatar o papel central das políticas de trabalho e estabelecer um novo padrão na prestação de serviços públicos, garantindo que o cidadão encontre, em um único ambiente, uma oferta integrada e simplificada de serviços, facilitando a rotina de quem mais necessita do apoio do Estado.
Estrutura moderna e acessível
A Casa do Trabalhador de Belém possui 450 m² de área construída. O espaço conta com uma recepção com capacidade para 40 pessoas sentadas, balcão de triagem, 12 guichês de atendimento presencial e cinco postos de autoatendimento.
A estrutura dispõe ainda de salas exclusivas para convocação e captação de vagas, atendimento psicológico, pré-seleção e salas de treinamento. O espaço é totalmente adaptado para pessoas com deficiência (PcD), além de contar com bicicletário e estacionamento próprio.
Nova carta de serviços
No local, a população terá acesso a serviços como intermediação de mão de obra, habilitação para o seguro-desemprego, orientações trabalhistas, emissão da Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) e atendimento voltado à imigração.
O espaço também disponibiliza ações de qualificação social e profissional, além de iniciativas de incentivo ao empreendedorismo e à economia solidária.
Além disso, a unidade conta com um Laboratório de Informática para a realização de cursos a distância e uma área de Autoatendimento Orientado, onde a equipe do Sine auxiliará os cidadãos no acesso aos serviços disponíveis em ambientes virtuais.
A unidade oferece ainda atendimento especializado de assistentes sociais e psicólogos, ampliando o suporte oferecido aos trabalhadores e à população em busca de oportunidades, orientação e acesso às políticas públicas de emprego e renda.

