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Mercado da soja inicia semana com lentidão no Brasil e cautela em Chicago

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Comercialização lenta marca o início da semana no mercado brasileiro de soja

O mercado da soja no Brasil começou a semana com ritmo lento de negociações e preços praticamente estáveis. Segundo a TF Agroeconômica, a comercialização segue travada, com poucos negócios efetivados e compradores demonstrando mais interesse em contratos para os próximos meses.

No Rio Grande do Sul, os preços variaram conforme a praça. Em Cruz Alta, a saca foi cotada a R$ 133,00 (pagamento em 29/08), em Passo Fundo e Ijuí a R$ 132,00, e em Panambi o preço de pedra se manteve em R$ 122,00.

Em Santa Catarina, o cenário não foi diferente. A comercialização seguiu lenta, com produtores encontrando dificuldades para negociar. No porto de São Francisco, a saca foi cotada a R$ 137,99, sem variação em relação ao dia anterior. O aumento da produção estadual e a chegada da safra de inverno pressionam a logística, dificultando o escoamento.

No Paraná, a movimentação também foi marcada pela instabilidade logística e leve variação nos preços. Em Paranaguá, a soja foi cotada a R$ 140,78 (+0,44%), em Cascavel a R$ 126,23 (+0,21%), e em Maringá a R$ 127,22. Já em Ponta Grossa, houve leve queda de 0,40%, com a saca sendo negociada a R$ 127,81 (FOB), enquanto o balcão ficou em R$ 118,00.

Em Mato Grosso do Sul, as vendas seguem lentas, e há pouca disponibilidade de dados recentes. No entanto, o cenário nacional de valorização do dólar e aumento da demanda externa pode favorecer as negociações. As cotações registraram queda de 0,32% em várias localidades: Dourados, Campo Grande, Maracaju e Sidrolândia tiveram a saca cotada a R$ 122,03, enquanto Chapadão do Sul ficou em R$ 119,75.

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No Mato Grosso, as exportações permanecem aquecidas, com os seguintes preços reportados: Campo Verde (R$ 120,68), Lucas do Rio Verde (R$ 118,07, -1,09%), Nova Mutum (R$ 116,78, -1,09%), Primavera do Leste (R$ 120,68), Rondonópolis (R$ 120,68) e Sorriso (R$ 116,78, -1,09%).

Cotações da soja oscilam levemente na Bolsa de Chicago

Na Bolsa de Chicago, os preços da soja apresentaram movimentos tímidos nesta terça-feira (5), com os contratos futuros subindo pouco mais de dois pontos nos principais vencimentos. O contrato de setembro foi negociado a US$ 9,77 por bushel e o de novembro a US$ 9,97.

Segundo analistas, o mercado permanece contido devido à proximidade do novo relatório de oferta e demanda do USDA, previsto para a próxima semana. As expectativas são de que o órgão norte-americano reduza a estimativa de exportações, mantendo a projeção de uma safra regular nos Estados Unidos. O último boletim mostrou um leve recuo na condição das lavouras, mas sem alterar significativamente as perspectivas.

Outro fator que limita os ganhos em Chicago é a fraca demanda por soja americana por parte da China, o que mantém a pressão sobre os preços. Além disso, os traders seguem atentos ao comportamento do dólar no Brasil e aos seus impactos sobre o ritmo das exportações e da comercialização interna.

Alta técnica em Chicago após queda para mínima de quatro meses

Na segunda-feira (4), o mercado em Chicago reagiu a uma sequência de quedas que levou os preços da soja ao menor nível dos últimos quatro meses. O movimento de recuperação foi impulsionado por uma correção técnica e pelo relatório semanal do USDA, que trouxe dados positivos sobre os embarques da oleaginosa.

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O contrato de agosto — referência para a safra brasileira — encerrou o dia com alta de 0,75% (ou 7,25 cents/bushel), cotado a US$ 969,00. Já o vencimento de setembro subiu 0,59% (ou 5,75 cents), alcançando US$ 975,25. O farelo de soja também avançou 2,36%, sendo negociado a US$ 273,80/ton curta, enquanto o óleo de soja recuou 0,40%, para US$ 54,50/libra-peso.

O relatório indicou embarques de 612.539 toneladas entre os dias 25 e 31 de julho, superando tanto o volume da semana anterior (427.734 t) quanto as expectativas do mercado (entre 250.000 e 460.000 t). Esses dados reforçam um cenário mais otimista de curto prazo para a soja nos EUA, especialmente no momento crítico de desenvolvimento das lavouras, quando o chamado “prêmio climático” tende a influenciar as cotações.

Apesar da reação positiva, a ausência contínua da China nas compras de soja americana gera preocupação. Caso o apetite chinês não se recupere, o país pode acumular estoques elevados ao fim da temporada, o que voltaria a exercer pressão negativa sobre os preços. As tensões comerciais entre EUA e China, reacendidas por políticas da gestão Trump, seguem como um risco significativo para o mercado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Cerrado Mineiro tem um dos melhores rendimentos dos últimos anos

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A colheita do café arábica chegou a 99% nas propriedades acompanhadas pela Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer), no Cerrado Mineiro. Além do avanço dos trabalhos, o beneficiamento apresenta rendimento médio de 455 litros de café colhido para a formação de uma saca de 60 quilos, um dos melhores resultados registrados nos últimos anos.

O levantamento considera a situação das lavouras até 11 de setembro. Aproximadamente 90% da produção já passou pelo beneficiamento, etapa em que são retiradas a casca, a palha e as impurezas para obtenção dos grãos que serão classificados e comercializados.

O resultado de 455 litros por saca indica uma relação favorável entre o volume retirado da lavoura e a quantidade de café beneficiado. Quanto menor o volume de frutos necessário para formar uma saca de 60 quilos, melhor tende a ser o aproveitamento industrial da produção.

Esse rendimento ajuda a compensar parte dos custos da colheita, da secagem e do beneficiamento. Para o produtor, significa obter mais sacas comerciais a partir do mesmo volume colhido, embora o resultado financeiro também dependa da qualidade da bebida, da classificação dos grãos e dos preços negociados.

O Cerrado Mineiro reúne cerca de 4,5 mil produtores em 55 municípios e possui aproximadamente 255 mil hectares cultivados. A região produz, em média, 6 milhões de sacas por ano, equivalentes a 12,7% da produção brasileira, e comercializa café com mais de 30 países.

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A cafeicultura regional também se diferencia pela Denominação de Origem Cerrado Mineiro, a primeira reconhecida para cafés no Brasil. O selo identifica produtos cultivados dentro da área delimitada e que atendem aos critérios de origem, rastreabilidade e qualidade.

A etapa final da colheita está concentrada principalmente no recolhimento dos frutos que caíram no chão. A Expocacer estima que esse café represente cerca de 30% do volume da safra. Aproximadamente 80% dessa parcela já foi recuperada.

O índice médio de catação, que representa a retirada de grãos defeituosos durante o beneficiamento, está próximo de 21%. O percentual foi influenciado justamente pela maior participação do café recolhido do chão, normalmente mais sujeito à umidade, fermentação e contato com impurezas.

As chuvas registradas entre os dias 5 e 9 de setembro impediram o encerramento completo da colheita. A umidade elevada do solo dificultou o tráfego das máquinas e interrompeu temporariamente o recolhimento em algumas propriedades. Como a maioria das áreas já concluiu o trabalho, o avanço do percentual restante ocorre de forma mais lenta.

As precipitações, por outro lado, estimularam a abertura das primeiras flores da próxima safra. A florada observada corresponde, em média, a 33% do potencial estimado para as lavouras acompanhadas pela cooperativa.

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Nas áreas que produziram menos nesta temporada, a abertura das flores foi mais intensa e uniforme. Nas lavouras que sustentaram cargas elevadas, a florada apresentou menor intensidade, comportamento relacionado ao esforço realizado pelas plantas durante a formação da safra atual.

A continuidade das chuvas poderá favorecer uma segunda florada de proporção semelhante. O restante do potencial deve se distribuir entre outubro e novembro, conforme a disponibilidade de umidade e as condições de temperatura.

A abertura das flores é uma sinalização positiva, mas ainda não garante o tamanho da próxima produção. Para que se transformem em frutos, as lavouras precisarão de umidade suficiente durante o pegamento, a formação dos chumbinhos e o início da granação.

Com a safra atual praticamente recolhida, rendimento de beneficiamento favorável e as primeiras flores abertas, o Cerrado Mineiro encerra um ciclo e inicia outro. O acompanhamento das chuvas e o manejo nutricional e fitossanitário das lavouras serão decisivos para transformar o potencial observado agora em produção na próxima colheita.

Fonte: Pensar Agro

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