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Tecnologia e gestão estratégica transformam fazendas em empresas rurais eficientes e lucrativas
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A modernização da gestão agropecuária tem se mostrado essencial para garantir eficiência, sustentabilidade e competitividade no setor. Cada vez mais, pecuaristas de corte investem em ferramentas digitais e estratégias de gestão profissional para reduzir riscos, aumentar a rentabilidade e transformar suas propriedades em empresas rurais modernas e estruturadas.
Pecuária 5.0: dados em tempo real para decisões assertivas
No atual cenário da Pecuária 5.0, o uso de processos automatizados e dados em tempo real se tornou peça-chave para o sucesso no campo. A agilidade na coleta e análise de informações permite diagnósticos mais precisos, tomada de decisões mais eficaz e respostas rápidas às demandas do dia a dia da fazenda.
Segundo Xisto Alves, CEO e fundador da JetBov, a profissionalização da gestão proporciona maior previsibilidade, controle financeiro e perenidade do negócio.
“A coleta manual de dados, ainda comum em cadernos ou planilhas, compromete a eficiência da gestão. O tempo necessário para análise é longo e as decisões se baseiam em cenários defasados”, alerta.
Sistemas integrados facilitam o controle da produção
Para evitar erros e atrasos, sistemas integrados de gestão rural são indispensáveis. Eles organizam informações de forma clara e acessível, permitindo que o produtor tenha visão ampla e atualizada da fazenda. Com isso, é possível identificar gargalos, como o chamado “boi ladrão” (animais com baixo desempenho), e agir rapidamente para corrigir problemas.
Além disso, a tecnologia contribui para a otimização de recursos, redução de desperdícios e aumento da produtividade, agregando sustentabilidade à atividade.
Redução de custos e aumento da produtividade com tecnologia
Ferramentas como softwares de gestão e plataformas de monitoramento geram gráficos e relatórios automáticos, facilitando a visualização de tendências e indicadores-chave.
“Com a tecnologia, é possível reduzir em até 70% o tempo de manejo dos animais, o que diminui custos com mão de obra e aumenta a produtividade”, afirma Xisto Alves.
Estudo revela impactos positivos da coleta frequente de dados
Um levantamento recente da JetBov avaliou o Índice de Produtividade (@/hectare) entre dois grupos de fazendas. As propriedades com alta frequência de coleta de dados (mais de 20 dias por mês) registraram aumento de 5,82 para 9,13 @/ha entre as safras de 2021/2022 e 2023/2024, uma alta superior a 56%.
Já o grupo com baixa frequência de coleta (menos de 5 dias por mês) teve queda de 3,37 para 3,33 @/ha, permanecendo abaixo da média nacional. A diferença de 6 arrobas por hectare gerou um ganho de R$ 1.900 por hectare, o que representa cerca de R$ 2 milhões em receita adicional para uma fazenda de 1.000 hectares.
“Fazendas com coleta frequente têm dados mais precisos, o que permite decisões mais assertivas e impacto direto na produtividade”, ressalta o CEO da JetBov.
Simulações e previsões elevam a competitividade do negócio
Xisto também destaca como a gestão baseada em dados pode simular margens de lucro, considerando ganho de peso dos animais, custo de produção e valor de venda esperado.
“Esse tipo de análise permite decisões muito mais estratégicas, avaliando diferentes cenários e seus impactos no negócio. É essa competitividade que a tecnologia entrega ao pecuarista moderno”, afirma.
Transformação digital é caminho sem volta na pecuária
A digitalização da gestão rural deixou de ser uma tendência para se tornar necessidade estratégica. Quem adota ferramentas tecnológicas garante mais controle, agilidade e lucratividade, além de preparar sua fazenda para os desafios do futuro.
“A tecnologia transforma a forma como as fazendas operam, tornando-as mais eficientes e competitivas”, finaliza Xisto Alves.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Ciência e proteção dos oceanos como destaque na abertura do CBO 2026
Nesta terça-feira (25), dando continuidade na agenda do Espírito Santo, o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, participou da Solenidade na abertura oficial do 9º Congresso Brasileiro de Oceanografia (CBO 2026), no Parque Botânico Vale.
Realizado pela Associação Brasileira de Oceanografia (AOCEANO), em parceria com a Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) e o Governo do Espírito Santo, o CBO 2026 traz uma programação robusta e estratégica para o fortalecimento da Economia Azul, a promoção da cultura oceânica e o avanço técnico-científico frente aos desafios das mudanças climáticas e um desenvolvimento cada vez mais sustentável. O ministro Edipo Araujo destaca que os oceanos são responsáveis por regular a temperatura do nosso planeta, “esta área é muito estratégica para o nosso país, são os oceanógrafos que estão ali na linha de frente em salvaguardar, em proteger os nossos oceanos, estar aqui neste congresso com os profissionais de oceanografia que ajudam a desenvolver de forma sustentável o nosso país é muito importante”.
O CBO, que acontece de 24 a 28 de agosto de 2026, é o principal evento das Ciências do Mar no Brasil, realizado de forma bienal, o Congresso consolidou-se como espaço de integração entre academia, setor público, setor privado e terceiro setor, promovendo o intercâmbio de conhecimentos e experiências, o fortalecimento da profissão de oceanógrafo e a formulação de propostas para o uso sustentável dos recursos marinhos e costeiros. Para Edipo Araujo, “devemos celebrar e falar das políticas públicas do Ministério da Pesca e Aquicultura, principalmente do investimento em pesquisa, que já foram mais de 243 milhões de reais para que a gente possa olhar e conservar os recursos pesqueiros, mas com muita ciência, pesquisa, estudo e agradecer todos os oceanógrafos pelo seu papel estratégico de transformar o nosso país”.
Durante o dia o ministro participou da roda de conversa com profissionais da Associação dos Pescadores e Armadores de Pesca do distrito de Itaipava, além de um momento de diálogo e escuta com as mulheres marisqueiras na sede da Colônia de Pesca Z10, no município de Itapemirim.
Já na cidade de Vila Velha, Edipo teve uma reunião com o prefeito Arnaldinho Borgo, quando apresentou as políticas públicas do MPA, entre elas o programa Mais Saúde para Mulheres e Famílias das Águas. Durante a tarde ele também teve um diálogo com os participantes da Associação de Pescadores de Vila Velha (APEVIL).
Élen Gorski
Ministério da Pesca e Aquicultura
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