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Judicialização acelera registro de defensivos agrícolas, mas tempo de aprovação ainda é longo no Brasil

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Demora na aprovação de defensivos ainda persiste

Apesar de uma redução no tempo médio para aprovação de agrotóxicos no Brasil, os processos continuam demorados, com muitos tramitando por mais de cinco anos. A avaliação é do engenheiro agrônomo Flavio Hirata, sócio da AllierBrasil e especialista em registros de produtos agrícolas, que apresentará uma análise detalhada no 16º Brasil AgroChemShow, evento marcado para 12 e 13 de agosto, em São Paulo.

“Embora haja uma tendência de queda nos prazos, vários processos ultrapassam a marca de 10 anos. A média dos registros aprovados em 2025 está em cerca de 5 anos”, explica Hirata.

Dados do mercado de agrotóxicos em 2025

Segundo levantamento parcial da AllierBrasil, até 7 de julho de 2025, foram aprovados 415 registros de defensivos agrícolas, distribuídos em 161 produtos técnicos, 176 produtos formulados químicos e 78 classificados como “baixo risco” (produtos biológicos e/ou para agricultura orgânica).

O tempo médio de tramitação foi de aproximadamente 4,7 anos para produtos técnicos e quase 4,9 anos para os formulados químicos.

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Queda no tempo de aprovação e impacto da judicialização

O estudo mostra que o tempo para aprovação de produtos formulados químicos caiu 15,1% em comparação com 2022, enquanto os formulados genéricos apresentaram redução de 12%. Flavio Hirata atribui parte dessa aceleração ao aumento das ações judiciais movidas por empresas contra órgãos reguladores como Anvisa e Ibama.

“A judicialização tem sido uma alternativa frequente para acelerar processos. Em 2024, quase 44% dos produtos formulados químicos genéricos aprovados sem ação judicial demoraram seis anos ou mais para serem liberados. Entre os que recorreram à Justiça, esse percentual caiu para 11,76%”, destaca.

Crescimento expressivo das decisões judiciais favoráveis

Entre 2019 e 2024, o número de deferimentos judiciais contra a Anvisa cresceu 283%, enquanto contra o Ibama o aumento foi de impressionantes 1.933%. No total, 360 ações judiciais resultaram em decisões antecipando o processo de avaliação, distribuídas entre Anvisa, Ibama ou ambos os órgãos.

“Só em 2025, até julho, a Anvisa aprovou 59 produtos formulados químicos com base em decisões judiciais, volume 20% maior que a média anual dos últimos anos”, informa Hirata.

16º Brasil AgroChemShow: evento de referência para o setor agroquímico

O 16º Brasil AgroChemShow, reconhecido como principal encontro do setor de agroquímicos na América Latina, reunirá mais de 70 expositores e cerca de 1.200 profissionais nos dias 12 e 13 de agosto, no Expo Center Norte, em São Paulo. Fabricantes, traders, distribuidores e consultores de diversos países estarão presentes.

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O evento, organizado pela AllierBrasil e CCPIT Chem-China, contará com palestras traduzidas simultaneamente em português, inglês e mandarim. Flavio Hirata apresentará a palestra “Registro de Agrotóxicos: Pontos Críticos, Tempo, Ação Judicial”, com dados e análises exclusivas.

Inscrições e solidariedade

As inscrições para o Brasil AgroChemShow são feitas por meio da doação de cestas básicas destinadas à ONG CrêSer, que atua em São Paulo. Em 2024, o evento arrecadou 11 toneladas de alimentos para a instituição.

Interessados podem se inscrever pelo site allierbrasil.com.br/agrochemshow/.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de carne bovina do Brasil disparam em 2026 e superam 1,3 milhão de toneladas até maio

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As exportações brasileiras de carne bovina seguem em forte expansão em 2026. Em maio, o Brasil embarcou 297 mil toneladas da proteína para o mercado internacional, volume 17,8% superior ao registrado no mesmo mês de 2025. O desempenho reforça o protagonismo do país no comércio global de carne bovina e consolida a trajetória de crescimento observada ao longo do ano.

Os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), mostram que o faturamento das exportações atingiu US$ 1,83 bilhão em maio, avanço de 6,5% em relação ao mês anterior.

Além do aumento nos embarques, o setor também foi beneficiado pela valorização do produto no mercado internacional. O preço médio da carne bovina exportada alcançou US$ 6.163 por tonelada, registrando alta de 3,5% na comparação com abril.

China responde por mais da metade das exportações brasileiras

A China permaneceu como principal destino da carne bovina brasileira, ampliando sua participação nas compras externas e sustentando o crescimento das exportações nacionais.

Em maio, os chineses adquiriram 157,6 mil toneladas da proteína, movimentando US$ 1,06 bilhão. O volume representa crescimento de 39,6% em relação ao mesmo período do ano passado e corresponde a 53,1% de toda a carne bovina exportada pelo Brasil no mês.

O avanço das compras chinesas ocorre em um momento de antecipação dos embarques por parte dos importadores, diante da implementação de medidas de salvaguarda anunciadas pelo governo do país asiático para o setor de carne bovina.

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Estados Unidos mantêm posição estratégica entre os compradores

Os Estados Unidos seguiram como o segundo principal mercado para a carne bovina brasileira em maio. As exportações para o país somaram 28,8 mil toneladas, gerando receita de US$ 195,6 milhões.

Na comparação anual, os embarques para o mercado norte-americano cresceram 5,1%, demonstrando a manutenção da demanda mesmo em um cenário de maior concorrência internacional.

Entre os principais compradores também se destacaram a Rússia, com importações de 13,7 mil toneladas, o Chile, com 8,5 mil toneladas, e a União Europeia, que adquiriu 8,3 mil toneladas da proteína brasileira durante o mês.

Carne in natura domina receita das exportações

A carne bovina in natura continua sendo o principal produto exportado pelo setor. Em maio, essa categoria respondeu por 88,2% do volume total embarcado e por 93,1% de toda a receita obtida com as exportações brasileiras.

O faturamento da carne in natura atingiu aproximadamente US$ 1,7 bilhão no período, reforçando sua relevância para a balança comercial do agronegócio brasileiro.

Brasil acumula mais de 1,38 milhão de toneladas exportadas em 2026

No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, as exportações brasileiras de carne bovina alcançaram 1,388 milhão de toneladas, crescimento de 15,3% em relação ao mesmo período de 2025.

A receita gerada pelo setor chegou a US$ 7,88 bilhões entre janeiro e maio, refletindo tanto o aumento do volume exportado quanto a valorização dos preços internacionais.

O preço médio das exportações brasileiras atingiu US$ 5.677 por tonelada no período, significativamente acima dos US$ 4.824 por tonelada registrados nos cinco primeiros meses do ano passado.

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Diversificação de mercados fortalece competitividade brasileira

A China segue liderando o ranking anual de compradores, com 631,9 mil toneladas importadas e faturamento de US$ 3,78 bilhões. O país asiático respondeu por 45,5% do volume exportado pelo Brasil e por 48% de toda a receita gerada pelo setor no acumulado de 2026.

Os Estados Unidos aparecem na segunda posição, com 178,6 mil toneladas embarcadas e receita superior a US$ 1,16 bilhão. Na sequência estão Chile, Rússia e União Europeia, todos registrando crescimento nas importações da proteína brasileira.

Segundo a ABIEC, o desempenho positivo reflete a ampla presença da carne bovina brasileira no mercado internacional.

Atualmente, o produto nacional está presente em mais de 177 destinos ao redor do mundo, estratégia que contribui para ampliar a competitividade do setor, reduzir riscos comerciais e fortalecer a posição do Brasil como um dos maiores exportadores globais de proteína animal.

Perspectivas seguem positivas para o restante do ano

Com demanda internacional aquecida, preços sustentados e diversificação crescente dos mercados compradores, o setor de carne bovina mantém perspectivas favoráveis para os próximos meses.

A continuidade do forte ritmo de exportações reforça a importância da pecuária de corte para o agronegócio brasileiro e para a geração de divisas, consolidando o país como um dos principais fornecedores mundiais de carne bovina.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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