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Inflação de julho fica em 0,26% com queda em alimentos e combustíveis, diz IBGE
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O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou alta de 0,26% em julho de 2025, segundo dados divulgados pelo IBGE. Apesar do avanço, o indicador mostra desaceleração nos preços de alimentos e combustíveis, principais preocupações do consumidor.
IPCA acumula 3,26% no ano e 5,23% em 12 meses
O índice acumulado no ano até julho atingiu 3,26%, enquanto nos últimos 12 meses a alta foi de 5,23%, inferior aos 5,35% do período anterior. Em julho do ano passado, o IPCA havia registrado variação de 0,38%.
Queda nos preços dos alimentos impacta inflação
O grupo Alimentação e bebidas apresentou queda de 0,27%, pelo segundo mês consecutivo, puxada principalmente pela redução de preços na alimentação no domicílio.
- Destaques negativos: batata-inglesa (-20,27%), cebola (-13,26%) e arroz (-2,89%).
- Alimentação fora do domicílio subiu 0,87%, com alta no preço de lanches e refeições.
Combustíveis recuam e aliviam pressão nos transportes
O setor de Transportes teve alta moderada de 0,35%, puxada pelas passagens aéreas que subiram 19,92%.
No entanto, os combustíveis apresentaram queda média de 0,64%, com o etanol recuando 1,68%, óleo diesel 0,59%, gasolina 0,51% e gás veicular 0,14%.
Energia elétrica residencial tem maior impacto na alta da habitação
O grupo Habitação subiu 0,91%, principalmente devido à alta de 3,04% na energia elétrica residencial, que teve reajustes em várias concessionárias, como São Paulo, Curitiba e Porto Alegre. A tarifa conta ainda com a bandeira vermelha patamar 1, que acrescenta custo extra na conta de luz.
Outros grupos que influenciaram o IPCA em julho
- Despesas pessoais: crescimento de 0,76%, motivado pelo reajuste em jogos de azar (11,17%).
- Saúde e cuidados pessoais: alta de 0,45%, com aumento nos preços de higiene pessoal e planos de saúde.
- Vestuário: queda de 0,54%, com redução nos preços das roupas femininas e masculinas.
Variações regionais refletem diferenças locais nos preços
São Paulo registrou a maior alta (0,46%), impulsionada por energia elétrica e passagens aéreas.
Já Campo Grande apresentou queda de 0,19%, devido à redução no preço da batata-inglesa e da energia elétrica residencial.
INPC: índice para famílias com menor renda tem alta de 0,21% em julho
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que acompanha famílias com renda de até cinco salários mínimos, subiu 0,21% em julho, acumulando 3,30% no ano e 5,13% nos últimos 12 meses.
Os alimentos caíram 0,38%, enquanto os produtos não alimentícios tiveram alta de 0,41%.
Sobre os índices
O IPCA é o indicador oficial de inflação do Brasil, calculado pelo IBGE desde 1980, e abrange famílias com rendimento entre 1 e 40 salários mínimos em várias regiões metropolitanas e capitais do país. Já o INPC considera famílias com renda de até cinco salários mínimos, com chefe assalariado.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Rio Grande do Sul sedia 1º Simpósio de Insumos Agrícolas de Base Orgânica e destaca avanço da economia circular no agro
O Rio Grande do Sul será palco, em 6 de agosto, do 1º Simpósio de Insumos Agrícolas de Base Orgânica, evento inédito promovido pela Associação das Indústrias de Fertilizantes Orgânicos do Rio Grande do Sul (ASSIFERTO RS). A programação será realizada em Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha, com participação gratuita mediante inscrição.
O encontro surge em um momento de forte expansão do mercado brasileiro de insumos orgânicos, impulsionado pela demanda por alimentos mais sustentáveis, pela consolidação de práticas ESG no agronegócio e pelo avanço das regulamentações ambientais no país.
Simpósio debate sustentabilidade, regulação e inovação no setor
A programação técnica do evento reúne autoridades ambientais, representantes do setor público e pesquisadores, com foco em temas como regulação, desafios produtivos e tendências do mercado de fertilizantes orgânicos.
De acordo com a ASSIFERTO RS, a iniciativa busca dar visibilidade à cadeia produtiva gaúcha e ampliar o diálogo entre os diferentes elos do setor.
“O objetivo é mostrar que o Rio Grande do Sul possui empresas organizadas e tecnologicamente avançadas, capazes de transformar subprodutos orgânicos em insumos agrícolas de alta qualidade, reduzindo impactos ambientais, diminuindo a dependência de nutrientes importados e promovendo equilíbrio biológico no solo”, afirma o presidente da entidade, Valdecir Ferrari.
Setor movimenta mais de 1 milhão de toneladas de resíduos orgânicos por ano
As empresas associadas à ASSIFERTO RS são responsáveis pelo processamento de mais de 1 milhão de toneladas de subprodutos orgânicos anualmente. Esse material é reinserido na cadeia produtiva na forma de fertilizantes sólidos, líquidos e condicionadores de solo, dentro de um modelo de economia circular aplicado ao agronegócio.
Segundo a entidade, esse processo contribui para ganhos ambientais e produtivos, incluindo maior retenção de carbono no solo, melhoria da sanidade vegetal e aumento da eficiência nutricional das lavouras.
Ferrari destaca ainda o papel estratégico do reaproveitamento de nutrientes diante da limitação de recursos naturais. “A recuperação de nutrientes por meio da reciclagem de subprodutos é essencial para garantir a sustentabilidade da produção de alimentos para as próximas gerações”, ressalta.
ASSIFERTO RS reúne 12 empresas e concentra 90% da produção no Estado
A associação é formada por 12 empresas responsáveis por aproximadamente 90% da produção de fertilizantes orgânicos registrados no Rio Grande do Sul. O evento também será uma vitrine para tecnologias aplicadas ao setor, reforçando o amadurecimento da indústria de base orgânica no Estado.
A realização do simpósio é considerada um marco institucional para a entidade, que pretende dar continuidade a novas edições do encontro nos próximos anos.
“Este é o primeiro de muitos simpósios. O setor está em evolução e a associação tem um papel coletivo na construção desse avanço”, afirma Ferrari.
Exemplo de inovação e biotransformação de resíduos orgânicos
Durante o simpósio, os participantes terão acesso a cases de produção, como o da Beifiur/Beifort, empresa fundada por Valdecir Ferrari. A operação transforma resíduos, especialmente da cadeia da uva, em fertilizantes orgânicos por meio de processos de biotransformação com tecnologia própria.
A iniciativa exemplifica o avanço da bioeconomia no agronegócio brasileiro, com soluções que integram inovação, reaproveitamento de resíduos e geração de valor para diferentes cadeias produtivas.
Natural de Carlos Barbosa (RS) e com trajetória no setor desde a década de 1990, Ferrari destaca a origem agrícola de sua atuação. “Aprendi desde cedo que nada deve ser desperdiçado. Esse conceito evoluiu da compostagem para um modelo de negócio estruturado, com base tecnológica e escala nacional”, afirma.
Setor de insumos orgânicos ganha protagonismo no agronegócio brasileiro
Com a participação de todos os associados prevista no evento, o simpósio reforça o amadurecimento do setor de insumos orgânicos no Brasil. A expectativa da ASSIFERTO RS é consolidar o encontro como referência técnica e institucional para o debate sobre sustentabilidade, inovação e regulação no agronegócio.
Mais informações sobre o 1º Simpósio ASSIFERTO RS de Insumos Agrícolas com Base Orgânica:
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio


