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Fisco mira deduções de produtores rurais: uso de moto e alimentação de equipe podem gerar dor de cabeça no IR

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Gastos comuns no campo sob alerta da Receita Federal

O produtor rural deve redobrar a atenção ao declarar o Imposto de Renda. Segundo o advogado especialista em tributação no agronegócio, Leonardo Amaral, despesas com motocicletas usadas no manejo da fazenda e a oferta de alimentação à equipe podem ser recusadas pelo Fisco. A Receita Federal tem considerado que esses gastos não são essenciais à atividade rural e, por isso, não seriam dedutíveis do imposto.

Essa interpretação foi recentemente confirmada pelo Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF), que entende tais despesas como de natureza pessoal ou familiar, mesmo quando essenciais ao cotidiano do campo.

Realidade do produtor rural contrasta com visão do Fisco

No dia a dia de uma propriedade rural, a motocicleta é uma ferramenta de trabalho indispensável. Em muitas fazendas, ela é usada para checar cercas, percorrer áreas extensas, aplicar medicamentos e transportar insumos. Ainda assim, para a Receita, a moto não é considerada um veículo utilitário como tratores ou caminhonetes.

Se o produtor não comprovar que o veículo é utilizado exclusivamente na atividade rural — sem uso pessoal ou urbano —, a dedução pode ser negada, gerando cobrança adicional de imposto.

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Alimentação no campo também pode ser questionada

Oferecer refeições aos trabalhadores é prática comum, especialmente em regiões afastadas onde não há restaurantes ou mercados próximos. Essa alimentação garante o bom desempenho da equipe, mas, mesmo sendo essencial, pode ser classificada pela Receita como despesa pessoal, fora do escopo dedutível no Imposto de Renda.

Como evitar problemas com o Fisco

A recomendação dos especialistas é clara: organização e documentação são as melhores defesas do produtor. Veja algumas orientações:

  • Separe as despesas pessoais e da fazenda: mantenha registros distintos para cada tipo de gasto.
  • Documente tudo: guarde notas fiscais, recibos e contratos em nome do produtor ou da propriedade.
  • Comprove o uso exclusivo de veículos: registre o uso diário da motocicleta, incluindo dados de abastecimento e manutenção.
  • Mantenha o Livro-Caixa atualizado: registre com clareza todas as receitas e despesas.

De acordo com Leonardo Amaral, produtores que mantêm a contabilidade em ordem raramente enfrentam problemas graves em fiscalizações. “A prevenção é o melhor investimento”, afirma.

Fui autuado. E agora?

Mesmo com todos os cuidados, o produtor pode ser questionado pela Receita Federal. Nesses casos, é importante reunir provas de que os bens ou serviços foram usados exclusivamente na produção rural. A legislação permite deduções de despesas comuns e necessárias à atividade agropecuária.

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Em muitas situações, a Justiça tem reconhecido a realidade do campo e revertido autuações indevidas. “Minha experiência mostra que, com assessoria adequada e documentação completa, é possível reverter multas injustas. A Justiça costuma ser mais sensível à rotina do produtor rural”, reforça Amaral.

Prevenção é a chave para evitar prejuízos

O cerco às deduções rurais está mais rígido, e o risco de multas é alto — podendo chegar a 150% do imposto devido, além de juros. Por isso, a melhor estratégia é manter controle rigoroso de todas as despesas e comprovar que os bens são utilizados exclusivamente na fazenda.

Leonardo Amaral conclui com um alerta: “O produtor precisa estar tão bem informado sobre as obrigações fiscais quanto sobre a produção. Esse equilíbrio garante segurança jurídica, sustentabilidade e tranquilidade para o negócio rural.”

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Safra de milho no Paraná avança sem risco de geadas e mantém perspectiva positiva de produtividade

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A segunda safra de milho 2025/26 no Paraná segue apresentando bom desempenho no campo e, até o momento, sem ameaças climáticas significativas. De acordo com o mais recente Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), a cultura mantém condições favoráveis de desenvolvimento e continua sustentando expectativas positivas para a produção estadual.

O levantamento mostra que, dos 2,9 milhões de hectares cultivados com milho safrinha no Estado, 79% das lavouras estão classificadas em boas condições. Outros 14% apresentam situação mediana, enquanto apenas 7% são consideradas em condição ruim.

Milho mantém desenvolvimento satisfatório no campo

Segundo os técnicos do Deral, a maior parte das áreas cultivadas continua apresentando evolução adequada, favorecida pelas condições climáticas registradas nas últimas semanas.

Apesar do cenário positivo, o órgão ressalta que a sequência de dias com maior nebulosidade e a ocorrência de temperaturas mais baixas podem limitar parte do potencial produtivo das lavouras em algumas regiões produtoras.

Ainda assim, os produtores seguem confiantes em uma safra com resultados satisfatórios, especialmente diante da boa condição geral das plantações.

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Geadas seguem fora das previsões para o Paraná

O principal fator de preocupação para a cultura neste período continua sendo a possibilidade de geadas, fenômeno que pode causar perdas significativas em áreas ainda em fases mais sensíveis do desenvolvimento.

No entanto, conforme a previsão estendida divulgada pelo Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), não há indicativos de ocorrência de geadas nos próximos 14 dias.

A ausência desse risco climático imediato traz maior segurança aos produtores e permite que as lavouras avancem normalmente para os estágios finais do ciclo produtivo.

Parte das áreas já entrou em fase de maturação

O boletim também aponta que aproximadamente 17% das lavouras de milho segunda safra já atingiram a fase de maturação, estágio em que a suscetibilidade a danos climáticos é significativamente menor.

Os 83% restantes ainda permanecem em fases mais vulneráveis, mas a manutenção de condições climáticas favoráveis deverá permitir a continuidade do desenvolvimento das plantas e a redução gradual dos riscos à produção.

Paraná segue como destaque na produção nacional de milho

O Paraná ocupa posição estratégica na produção brasileira de milho segunda safra e desempenha papel fundamental no abastecimento interno e nas exportações do cereal.

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Com a maior parte das lavouras em boas condições e sem previsão de geadas no curto prazo, o Estado reforça as perspectivas de uma colheita robusta em 2025/26, contribuindo para a oferta nacional e para o equilíbrio do mercado de grãos.

O comportamento do clima nas próximas semanas continuará sendo monitorado pelo setor, mas o cenário atual é considerado favorável para a consolidação de uma safra produtiva e com menor exposição a riscos climáticos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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