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Comissão aprova projeto que obriga União a implantar ciclovias em trechos de rodovias federais

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A Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 3084/21, do Senado, que obriga a União a implantar ciclovias nos trechos de rodovias federais ou interestaduais sob sua responsabilidade, que tenham tráfego expressivo de ciclistas ou apresentem forte potencial de deslocamentos por bicicletas.

O projeto, da ex-senadora Nilda Gondim (PB), foi aprovado por recomendação do relator, deputado Zé Adriano (PP-AC).

A proposição modifica a lei que trata do Sistema Nacional de Viação para incluir as infraestruturas cicloviárias no Subsistema Rodoviário Federal, que atualmente abrange apenas as rodovias administradas pela União. Se virar lei, a medida será regulamentada posteriormente. O texto altera ainda a Política Nacional de Mobilidade Urbana.

Zé Adriano observou que, apesar de a Lei de Mobilidade Urbana já mencionar que as ciclovias compõem a infraestrutura de mobilidade urbana, a legislação é omissa no que diz respeito às infraestruturas intermunicipais, interestaduais e internacionais. “Tal lacuna contribui ainda mais para a deficiência da infraestrutura cicloviária no Brasil, além de dificultar o crescimento do transporte por bicicletas”, afirmou.

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O relator acredita que atribuir à União e aos estados a competência para planejar e implantar infraestrutura cicloviária fortalece as iniciativas em prol da mobilidade ativa.

Próximos passos
O projeto ainda será analisado, em caráter conclusivo, pelas comissões de Desenvolvimento Urbano; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Se for aprovada pelos deputados sem alterações, a proposta seguirá para sanção presidencial.

Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Roberto Seabra

Fonte: Câmara dos Deputados

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Dr. Hiran critica desincompatibilização em eleição suplementar de Roraima

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Em pronunciamento no Plenário na quarta-feira (10), o senador Dr. Hiran (PP-RR) criticou decisões judiciais que, segundo ele, têm dificultado o registro da candidatura do ex-prefeito de Boa Vista Arthur Henrique na eleição suplementar para o governo de Roraima. O parlamentar afirmou que a disputa foi convocada após a cassação do governador Antonio Denarium e do vice-governador Edilson Damião.

Segundo o senador, o impasse refere-se à exigência de cumprimento de prazos de desincompatibilização para candidatos ao pleito suplementar. Dr. Hiran argumentou que as regras aplicadas às eleições ordinárias não deveriam ser adotadas da mesma forma em uma eleição convocada após a cassação de mandato, pois os interessados não teriam como prever a realização da disputa com antecedência suficiente para se afastarem de seus cargos.

Tivemos uma decisão de um ministro do Supremo, o ministro Flávio Dino, interferindo numa questão, a meu juízo, uma questão eleitoral, e não constitucional. Tem cerceado o direito de o nosso candidato se registrar nesse pleito. Tem exigido, através de uma liminar, que tivesse havido uma desincompatibilização de três, quatro ou seis meses, como na eleição ordinária. É óbvio, ninguém havia se preparado, ninguém havia se afastado dos seus cargos, porque isso era um fator superveniente — declarou.

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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