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Mercado de açúcar registra alta liquidez em SP e contratos futuros caem com expectativa de produção maior
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O mercado paulista de açúcar cristal registrou aumento expressivo no volume negociado entre os dias 11 e 15 de agosto, segundo levantamento do Cepea/Esalq (USP). Em paralelo, os contratos futuros do produto recuaram, refletindo expectativas mais favoráveis para a produção nacional.
Volume negociado de açúcar cresce com negociações pontuais
Entre 11 e 15 de agosto, a liquidez no mercado spot de açúcar cristal em São Paulo avançou 57% em relação à primeira semana do mês. Segundo pesquisadores do Cepea, a alta está ligada a negociações pontuais envolvendo maiores quantidades de açúcar.
A média do Indicador CEPEA/ESALQ foi de R$ 119,98 por saca de 50 kg, praticamente estável em relação ao período anterior. O baixo rendimento da cana-de-açúcar moída na safra 2025/26 tem levado as usinas a manterem firmes os preços ofertados do cristal para pronta-entrega.
Conforme a UNICA (União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia), no acumulado da safra paulista (abril/julho de 2025), o nível de açúcares totais recuperáveis (ATR) atingiu 128,07 kg por tonelada de cana, queda de 3,79% em relação ao mesmo período da safra 2024/25 (133,12 kg de ATR/tonelada). A produção de açúcar em São Paulo totalizou 12,322 milhões de toneladas, 11,41% menor que na temporada anterior.
Contratos futuros de açúcar recuam com expectativa de maior produção
Apesar do aumento da liquidez no mercado físico, os contratos futuros de açúcar registraram queda nesta segunda-feira (18), após valorização na semana anterior, impulsionada por preocupações com a safra brasileira. A baixa reflete expectativas mais favoráveis para a produção nacional, já que muitas usinas priorizam a produção de açúcar em detrimento do etanol.
Dados da UNICA indicam que, na segunda quinzena de julho, 54,10% da cana moída foi destinada ao açúcar, ante 50,32% no mesmo período de 2024, reforçando a tendência de maior oferta do adoçante.
Bolsas internacionais acompanham recuo
No mercado internacional, os contratos futuros também registraram baixa:
- ICE Futures – Nova York (açúcar bruto)
- Outubro/25: 16,25 centavos de dólar/lb (-19 pontos)
- Março/26: 16,96 centavos de dólar/lb (-17 pontos)
- ICE Europe – Londres (açúcar branco)
- Outubro/25: US$ 476,70/t (-US$ 4,50)
- Dezembro/25: US$ 469,40/t (-US$ 4,00)
Açúcar cristal e etanol em São Paulo
O açúcar cristal registrou leve queda de 0,06%, sendo negociado a R$ 121,11/saca de 50 kg, segundo o Indicador Cepea/Esalq.
Já o etanol hidratado apresentou pequena alta de 0,05%, com o metro cúbico negociado a R$ 2.783,00 nas usinas, de acordo com o Indicador Diário Paulínia.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Mato Grosso lidera agronegócio brasileiro com produção de R$ 206 bilhões e concentra 15% do VBP nacional
Mato Grosso segue consolidado como a principal potência do agronegócio brasileiro. A estimativa para 2026 aponta que o estado deverá alcançar um Valor Bruto da Produção (VBP) agropecuário de R$ 206 bilhões, equivalente a cerca de 15% de toda a riqueza gerada pelo campo no Brasil.
Os dados são do Ministério da Agricultura e Pecuária e foram compilados pelo DataHub, centro de dados econômicos vinculado à Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso.
Mato Grosso amplia liderança no agro nacional
O Valor Bruto da Produção representa o faturamento bruto das atividades agropecuárias, calculado a partir do volume produzido e dos preços de mercado, antes de qualquer processamento industrial.
No ranking nacional, Mato Grosso aparece com ampla vantagem sobre outros grandes estados produtores:
- Minas Gerais: R$ 167 bilhões (12,09%)
- São Paulo: R$ 157 bilhões (11,36%)
- Paraná: R$ 150 bilhões (10,86%)
- Goiás: R$ 117 bilhões (8,45%)
A estimativa total do VBP agropecuário brasileiro em 2026 é de R$ 1,38 trilhão.
Soja, milho e pecuária sustentam crescimento do estado
A força do agro mato-grossense está diretamente ligada à diversidade e à escala de produção do estado.
A soja lidera a composição do VBP estadual, respondendo por 43% de toda a produção agropecuária de Mato Grosso. Em seguida aparecem:
- Milho: 21,67%
- Bovinocultura: 17,96%
Além disso, Mato Grosso ocupa a liderança nacional na produção de soja, milho, algodão e bovinos, consolidando sua posição estratégica no abastecimento interno e nas exportações brasileiras.
Agronegócio impulsiona geração de empregos em Mato Grosso
Além do forte desempenho econômico, o agronegócio segue como principal motor de geração de empregos no estado.
Nos dois primeiros meses de 2026, o setor agropecuário de Mato Grosso registrou saldo positivo de 9.066 novos empregos formais, reforçando a importância da atividade para a renda e o desenvolvimento regional.
Segundo a secretária estadual de Desenvolvimento Econômico, Mayran Beckman, o crescimento do agro impacta diretamente a população.
“Tão importante quanto ver o volume de recursos que o agronegócio movimenta é perceber como isso se transforma em oportunidades concretas, chegando à ponta com a geração de emprego e renda para a população de Mato Grosso”, destacou.
Estado fortalece protagonismo no agronegócio global
Com produção crescente, avanço tecnológico e expansão logística, Mato Grosso amplia sua relevância no cenário global de commodities agrícolas.
O desempenho do estado reflete a força do agronegócio brasileiro em cadeias estratégicas como soja, milho, carne bovina e algodão, setores que sustentam o saldo positivo da balança comercial e a competitividade do Brasil no mercado internacional.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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