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Com preços abaixo do custo, Federarroz orienta produtores a vender ao governo

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A Federação das Associações de Arrozeiros do Estado do Rio Grande do Sul (Federarroz) orienta os produtores gaúchos a participarem do processo de venda de arroz por meio de contratos de opção lançados pelo governo federal. A medida foi oficializada nesta quarta-feira (20.08), com a publicação da Nota Orientativa nº 26/2025 pelo Ministério da Agricultura, estabelecendo as regras para a comercialização do arroz longo fino em casca, tipo 1, da safra 2024/2025.

O alerta da entidade ocorre em um momento de elevada oferta e preços de mercado que não cobrem os custos da maioria dos agricultores. A avaliação da Federarroz é de que a adesão ao programa pode ajudar a reduzir a pressão sobre o mercado livre, criando condições mínimas de renda para os produtores e garantindo a continuidade da orizicultura no Estado, responsável por cerca de 70% da produção nacional.

Segundo dados da Conab, a safra brasileira de arroz em 2024/2025 deve alcançar 12,1 milhões de toneladas, aumento de 14,8% em relação ao ciclo anterior. O Rio Grande do Sul responde por aproximadamente 7 milhões de toneladas, consolidando-se como o maior polo produtor do país. Apesar da colheita expressiva, os preços pagos ao produtor recuaram nos últimos meses. O valor mínimo da saca de 50 quilos está em R$ 63,64, mas o mercado tem oscilado pouco acima disso, enquanto o custo de produção segue elevado.

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Para tentar equilibrar a balança, o governo autorizou a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) a adquirir até 110 mil toneladas de arroz por meio de contratos de opção, oferecendo aos produtores um ágio de até 15% acima do preço mínimo. A operação deve movimentar cerca de R$ 181 milhões e o primeiro leilão está previsto para ocorrer ainda em agosto.

A expectativa da Federarroz é de que a medida alivie parte das dificuldades enfrentadas pelo setor, que convive com margens apertadas, endividamento e risco de abandono da atividade. Para a entidade, garantir a permanência dos arrozeiros na lavoura é fundamental não apenas para a economia regional, mas também para a segurança alimentar do país.

Fonte: Pensar Agro

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Semeadura de algodão nos EUA avança acima da média e mercado monitora impacto nos preços

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A semeadura da safra 2026/27 de algodão nos Estados Unidos segue em ritmo acelerado e já supera os índices registrados na temporada passada e a média histórica dos últimos anos. O avanço do plantio, aliado à melhora das condições climáticas nas principais regiões produtoras, mantém o mercado internacional atento ao comportamento da oferta e dos preços da fibra na bolsa de Nova York.

Segundo análise semanal divulgada pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária, dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos apontam que 41% da área projetada para o algodão já havia sido semeada até 17 de maio.

O percentual representa avanço de 3 pontos percentuais em relação ao mesmo período da safra 2025/26 e também fica 1 ponto percentual acima da média dos últimos cinco anos.

Clima melhora e reduz preocupações nas áreas produtoras

Nas últimas semanas, condições climáticas desfavoráveis em importantes regiões produtoras dos Estados Unidos chegaram a gerar preocupação no mercado internacional de algodão.

Entretanto, conforme destaca o levantamento do instituto, os últimos dias foram marcados por melhora no clima, além da previsão de chuvas mais volumosas para áreas estratégicas de produção.

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O cenário climático mais favorável tende a beneficiar o desenvolvimento inicial das lavouras e pode influenciar diretamente as expectativas de produtividade da safra norte-americana.

Mercado acompanha próximo relatório do USDA

O mercado agora concentra atenção no próximo relatório oficial do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, que deverá trazer informações mais detalhadas sobre as condições das lavouras em campo.

A expectativa dos agentes é de que o novo levantamento apresente um panorama mais consistente sobre o potencial produtivo da safra 2026/27, especialmente após as recentes oscilações climáticas observadas no cinturão produtor norte-americano.

Safra dos EUA influencia preços do algodão global

Os Estados Unidos permanecem entre os maiores exportadores mundiais de algodão e exercem forte influência sobre a formação dos preços internacionais da commodity.

Por isso, o desenvolvimento da safra norte-americana segue no radar de traders, indústrias têxteis e produtores rurais em diversos países, incluindo o Brasil.

Segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária, o comportamento das lavouras nos Estados Unidos deverá continuar sendo um dos principais fatores de impacto sobre os contratos futuros do algodão negociados na bolsa de Nova York nas próximas semanas.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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