MATO GROSSO
Reflexão e responsabilidade: a potência dos Círculos de Paz no Case Feminino
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Despertar valores. Enfrentar as consequências de cada escolha. Repensar os rumos. É por meio de perguntas potentes, realizadas no tom e na medida certa, em um ambiente seguro criado pelos Círculos de Construção de Paz, que o Projeto Restaurar, vem abrindo espaço para a reflexão e o ressignificar de trajetórias. Desenvolvido pela Segunda Vara Especializada da Infância e Juventude de Cuiabá, em parceria com o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania da Infância e Juventude (Cejusc), a iniciativa abre caminhos para a reintegração das adolescentes internadas no Centro de Atendimento Socioeducativo Feminino (CASE Feminino), da capital.
Para a juíza titular da Segunda Vara Especializada da Infância e Juventude de Cuiabá e coordenadora do Eixo Socioeducativo do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF/MT), do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, Leilamar Rodrigues, o círculo de construção de paz é uma oportunidade singular para que as adolescentes se manifestem e escutem umas às outras sem julgamentos, conhecendo as histórias de vida de cada participante e criando laços de conexão e empatia.
A vivência circular. Dentro de um Círculo de Construção de Paz, são as perguntas que conduzem o diálogo e dizem qual caminho será percorrido. Pensadas para gerar conexão, empatia e pertencimento, as perguntas obedecem a uma sequência elaborada intencionalmente pelos facilitadores, com o objetivo de ir vencendo as barreiras e abrindo pequenas clareiras no caminho.
Dificuldades compartilhadas. Natural do interior do Estado, Guilhermina, 17 anos, cumpre medida socioeducativa há um ano e três meses. “Lá trás, antes dos círculos, eu tinha uns planos, e agora tenho outros planos, e são os planos de hoje que eu quero conquistar. Os círculos me ajudaram a pensar mais na vida para frente. Ouvir as meninas falarem dos planos futuros também me fez pensar no meu futuro. Daqui cinco anos quero estar formada na escola, e fazendo faculdade de agronomia. Gosto muito de mato, de rodeio, de montaria. Toda vez que ia no rodeio e via a rainha do rodeio, eu ficava me imaginando no lugar delas. Eu acho muito lindo”.Autor: Naiara Martins
Fotografo:
Departamento: Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa – NugJur
Email: [email protected]
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MPMT fortalece defesa dos direitos da população LGBTQIAPN+
Garantir o respeito à diversidade e combater todas as formas de discriminação estão entre as atribuições do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). No dia 28 de junho, quando é celebrado o Dia Internacional do Orgulho LGBTQIAPN+, a instituição reforça seu compromisso com a defesa dessa população, atuando para assegurar direitos fundamentais previstos na Constituição Federal, promover a cidadania, fiscalizar políticas públicas de inclusão e responsabilizar autores de práticas discriminatórias.A proteção desses direitos tem fundamento na Constituição Federal, que assegura a igualdade, a liberdade e a dignidade de todas as pessoas, sem distinção de qualquer natureza. Nos últimos anos, importantes avanços foram consolidados no campo da proteção à população LGBTQIAPN+, entre eles o reconhecimento da união estável e do casamento entre pessoas do mesmo sexo, a possibilidade de alteração de nome e gênero no registro civil sem necessidade de cirurgia, a equiparação da homofobia e da transfobia ao crime de racismo e o fortalecimento das garantias de igualdade, inclusão e respeito à identidade de gênero em diferentes espaços sociais.Além disso, práticas como recusar atendimento, humilhar, constranger, excluir ou agredir alguém em razão da orientação sexual ou da identidade de gênero são passíveis de responsabilização. Nesse contexto, o Ministério Público atua tanto na repressão quanto na prevenção de violações de direitos. A instituição recebe e apura denúncias de discriminação e violência, acompanha e fiscaliza a implementação de políticas públicas voltadas à inclusão social, promove a defesa dos direitos fundamentais e desenvolve ações educativas para conscientizar a população sobre a importância do respeito à diversidade e do combate à intolerância.As violações podem ocorrer em diferentes espaços da convivência social. Casos de discriminação são registrados em escolas e universidades, unidades de saúde, repartições públicas, ambientes de trabalho, estabelecimentos comerciais, espaços religiosos e também nas plataformas digitais. Em todas essas situações, o Ministério Público pode atuar para apurar os fatos, acolher e orientar as vítimas, promover a responsabilização dos envolvidos e adotar medidas destinadas à prevenção de novas violações.O MPMT reforça que vítimas e testemunhas de discriminação ou violência não devem permanecer em silêncio. A denúncia é uma ferramenta fundamental para a proteção de direitos e para o enfrentamento de práticas discriminatórias. Em situações de urgência, a orientação é acionar imediatamente a Polícia Militar pelo telefone 190. Para registrar denúncias, a população pode procurar a Ouvidoria do Ministério Público pelo telefone 127, pelos números de WhatsApp (65) 99271-0792 e (65) 99255-4681, ou ainda buscar a Promotoria de Justiça mais próxima.
Fonte: Ministério Público MT – MT


