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MDIC lança observatório que traz transparência para o setor de gás natural
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O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e o Movimento Brasil Competitivo (MBC) lançaram nesta segunda-feira (25/8), em Brasília, o Observatório do Gás Natural, plataforma digital construída em parceria com o Ministério de Minas e Energia (MME) e com o Centro de Estudos em Regulação e Infraestrutura da Fundação Getúlio Vargas (FGV CERI).
A iniciativa oferece um raio-x completo da cadeia do gás natural, dividido em sete módulos — oferta e demanda, transporte, distribuição, comercialização, regulação, escoamento e processamento e indicadores de abertura. O Observatório reúne informações que promovem a transparência e podem apoiar a elaboração de políticas públicas, bem como acelerar a concorrência, garantindo preços mais justos e maior previsibilidade para investidores e consumidores.
Para a secretária de Competitividade e Política Regulatória do MDIC, Andrea Macera, o Observatório chega para atender a uma antiga demanda do setor industrial. “Nas reuniões no ministério com representantes da indústria, nós percebemos que havia uma grande assimetria de informações, com agentes que sequer sabiam qual era exatamente o preço da molécula de gás”, contou.
De acordo com a secretária, o Observatório reúne dados que estavam dispersos em diferentes sites. “A ideia é que essas informações diminuam o custo de transação dos agentes privados e facilitem a tomada de decisão relativa a investimentos”, resumiu Macera.
Abertura
Entre outras informações, a plataforma mostra que, entre 2021 e o fim de 2024, a participação da Petrobras nos contratos de longo prazo com distribuidoras caiu de 100% para 69%, indicando uma abertura gradual do setor.
O Observatório demonstra que o número de empresas autorizadas a comercializar gás natural cresceu em média 15% ao ano, chegando a 226 em agosto de 2025. Já os agentes autorizados ao carregamento na malha de transporte aumentaram 19% ao ano, totalizando 149 em agosto. No mercado livre, o crescimento é ainda mais acentuado: o número de consumidores livres — grandes empresas que compram gás diretamente, sem intermediários — cresce em média 70% ao ano, atingindo 74 em fevereiro de 2025 e 90 em junho de 2025.
Apesar desses avanços, grande parte das empresas autorizadas ainda não atua efetivamente, devido a limitações operacionais, falta de escala e entraves regulatórios, principalmente em nível estadual. O mercado permanece concentrado e restrito a grandes consumidores industriais, que detêm maior capacidade de negociação e infraestrutura própria, segundo o Observatório.
“Ainda que haja crescimento no número de agentes, a concorrência real não se concretizou”, avalia Rogério Caiuby, conselheiro executivo do MBC. “As barreiras são regulatórias, operacionais e comerciais”, acrescenta.
Desafios regionais e perspectivas
As diferenças regionais reforçam os efeitos de uma regulação equilibrada: no Nordeste, o preço do gás é cerca de 20% menor que no Sudeste, reflexo de regras estaduais mais flexíveis que ampliam o acesso e estimulam a concorrência. Estados que permitem a migração para o mercado livre, com volumes a partir de 10 mil metros cúbicos por dia, favorecem pequenas e médias empresas; enquanto outros, com consumo mínimo elevado, restringem o mercado.
A indústria brasileira paga em média R$ 43,65 a mais por milhão de BTUs (medida internacional) do que nos Estados Unidos. Em 2021, essa diferença gerou um impacto de R$ 2,48 bilhões ao chamado custo Brasil. O Observatório do Custo Brasil projeta que a abertura plena do mercado pode gerar uma economia anual de até R$ 21 bilhões.
O Observatório do Gás Natural é ferramenta estratégica para guiar essas mudanças, fornecendo informações sólidas para decisões técnicas e políticas, reduzindo distorções regionais e fortalecendo a governança, segundo Andrea Macera.
“Com maior previsibilidade, confiança e concorrência, o gás natural pode ser motor da transição energética e da competitividade industrial no Brasil”, conclui a secretária.
Desde 2021, MBC e MDIC aceleram as melhorias no setor com iniciativas como o relatório “Acompanhamento da Abertura e da Competitividade da Indústria do Gás Natural no Brasil” (2024) e capacitações para reguladores estaduais, focadas na harmonização das normas locais.
Para conferir os dados completos e acompanhar a evolução do setor, acesse a plataforma Observatório do Gás Natural em observatoriodogas.org.br. A ferramenta será atualizada periodicamente, garantindo informações atuais para apoiar decisões técnicas, políticas e estratégicas no mercado de gás natural brasileiro.
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
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MEC participa da 16ª Festa Literária das Periferias no Rio
Ana Maria Gonçalves, Conceição Evaristo, Cidinha da Silva, Eliana Alves Cruz, Elisa Lucinda, Nei Lopes e Estêvão Ribeiro estão entre os autores que participam da 16ª edição da Festa Literária das Periferias (Flup), realizada de 23 a 27 de setembro no Rio de Janeiro. O evento ocorre no Teatro Municipal Carlos Gomes, na Sala Guarani e na Praça Tiradentes, com programação que reúne autores, pensadores, estudantes e professores e aborda temas relacionados à literatura negra, periférica e às matrizes ancestrais.
Com o tema “As Filhas das Filhas das Filhas”, a edição homenageia a escritora Ana Maria Gonçalves, primeira mulher negra eleita para a Academia Brasileira de Letras (ABL). A programação conta também com a participação da pensadora norte-americana Kimberlé Crenshaw, além de intelectuais como Djamila Ribeiro, Cida Bento, Carla Akotirene, Jeferson Tenório, Sidnei Nogueira e Bianca Santana. A Flup inclui ainda atividades voltadas à produção audiovisual, entre elas trabalhos desenvolvidos pelo Laboratório de Narrativas Negras e Indígenas.
O Ministério da Educação (MEC) participa da Flup por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi). Durante a programação, serão disponibilizados dois totens interativos para acesso ao MEC Livros, biblioteca digital de acesso público e gratuito. A programação completa da 16ª Flup pode ser consultada no site oficial do evento.
A secretária da Secadi, Zara Figueiredo, pontuou que a literatura constitui um direito humano fundamental por sua capacidade de proporcionar o exercício da alteridade e a compreensão de dilemas existenciais. Também ressaltou que a literatura produzida por autores negros e periféricos expressa a diversidade cultural do país e aborda temáticas centrais da sociedade brasileira. Ela destacou ainda a relevância da presença do ministério no festival e enfatizou que a disponibilidade dessas obras na plataforma MEC Livros fortalece a representatividade, a autoestima e a aprendizagem dos estudantes na rede pública.
Literatura negra e acervo digital – A programação do festival também se relaciona ao acervo do MEC Livros, biblioteca digital e gratuita que reúne obras de diversos autores presentes na 16ª Flup. Entre os títulos disponíveis está o romance histórico Um Defeito de Cor, de Ana Maria Gonçalves, que inspira o tema desta edição do festival. Também integra a plataforma o título Canção para Ninar Menino Grande, de Conceição Evaristo, atualmente o quinto livro mais emprestado do acervo, além de outras obras da autora, como Becos da Memória, Ponciá Vicêncio, Literatura Negra: uma poética de nossa afro-brasilidade e Olhos d’água.
O catálogo contempla também títulos como Um Exu em Nova York, Sobre-viventes! e Exuzilhar, de Cidinha da Silva; Nada Digo de Ti, que em Ti Não Veja, de Eliana Alves Cruz; Afro-Brasil Reluzentes, de Nei Lopes; e produções voltadas à infância e juventude, como Rê Tinta e a Revolução Escolar, de Elisa Lucinda, e Rê Tinta e o Pé de Jamelão, de Estêvão Ribeiro.
O MEC Livros reúne autores de diferentes gerações, com obras de escritores como Maria Firmina dos Reis, Machado de Assis, Lima Barreto e Carolina Maria de Jesus, além de autores contemporâneos brasileiros e estrangeiros, entre eles Itamar Vieira Junior, Lilia Guerra, Eliane Marques, Tom Farias, Paulina Chiziane, Buchi Emecheta, Oyinkan Braithwaite, Akwaeke Emezi e Randall Kenan.
Sobre a plataforma – O MEC Livros é uma biblioteca digital de acesso público e gratuito, com mais de 25 mil títulos em formato digital, entre obras licenciadas e em domínio público. A plataforma integra ações relacionadas à ampliação do acesso à leitura e ao Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL), em parceria com a Fundação Biblioteca Nacional, a Academia Brasileira de Letras, o Instituto Mojo de Comunicação Intercultural e a Companhia Editora de Pernambuco.
O acesso pode ser feito via navegador ou aplicativo para dispositivos móveis, mediante login com a conta Gov.br. A plataforma permite o empréstimo gratuito de obras licenciadas, além da leitura ilimitada de títulos em domínio público. Para consultar o acervo e obter mais informações, acesse o portal do MEC Livros.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi e da Secretaria de Educação Básica (SEB)
Fonte: Ministério da Educação



