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Mercado de bioenergia pode chegar a US$ 12 bilhões até 2030; tecnologia é essencial para segurança e produtividade

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A bioenergia já responde por cerca de 30% da matriz energética do Brasil, com destaque para a biomassa de cana-de-açúcar, que contribui com 16,8% desse total, segundo o Observatório de Bioeconomia da Fundação Getúlio Vargas (FGV). A expectativa é que o setor continue crescendo de forma consistente nos próximos anos.

Crescimento projetado até 2030

Dados da Mobility Foresights indicam que o mercado brasileiro de bioenergia deve expandir entre 9% e 13% ao ano até 2030, atingindo um valor estimado entre US$ 8 bilhões e US$ 12 bilhões. Para o CEO da Trackfy, Túlio Cerviño, “a transição energética é inevitável e estratégica, representando investimentos em fontes limpas e garantindo a sustentabilidade do país”.

Tecnologia e segurança no setor bioenergético

Durante a Feira de Bioenergia 2025, realizada de 12 a 15 de agosto em Sertãozinho (SP), Cerviño destacou a importância da tecnologia para aumentar a produtividade em campo e a segurança em ambientes industriais complexos, como silos, caldeiras e colheitas mecanizadas.

A Trackfy apresentou soluções que monitoram a presença de trabalhadores, tempo em zonas de risco, interações com máquinas e sinais de fadiga, utilizando sensores em crachás, capacetes e outros EPIs. Os dados são analisados em tempo real, permitindo ações preventivas e maior eficiência operacional.

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Resultados comprovados com tecnologia

Segundo Cerviño, empresas que adotaram a tecnologia reportaram redução de até 40% nos incidentes de segurança e ganhos médios de 20% na produtividade. Outras melhorias incluem:

  • Redução de 1,5% nos custos de seguro
  • Diminuição de 50% no tempo médio de evacuação de emergência
  • Encerramento de cronogramas de projetos 25% mais rápido
  • Aumento médio de 67% na produtividade, com retorno sobre investimento até 50 vezes superior
Contexto global da bioenergia

Segundo a International Energy Agency (IEA), a bioenergia moderna — que inclui biocombustíveis, biogás e biomassas avançadas — representa cerca de 6% da oferta global de energia e 55% de toda a energia renovável moderna. Apesar disso, a participação da biomassa na geração de eletricidade ainda é pequena, variando entre 2% e 5% globalmente, com exceções em países como Dinamarca, Suécia e Finlândia, onde chega a mais de 15% graças à co-geração (CHP).

Feira de Bioenergia reforça o papel da tecnologia

Para Cerviño, a Feira de Bioenergia 2025 foi fundamental para debater os desafios do setor, reforçando que a tecnologia não é um luxo, mas uma necessidade para acompanhar o crescimento da bioenergia de forma segura, produtiva e eficiente, tanto no Brasil quanto no cenário global.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Milho ganha força com demanda aquecida e exportações, mas clima segue no radar para a safra 2026/27

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O mercado brasileiro de milho vive um momento de sustentação dos preços, impulsionado pela demanda doméstica aquecida, pelo ritmo das exportações e pelas incertezas climáticas que cercam a próxima safra. A avaliação faz parte do relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, que destaca um ambiente de maior atenção dos agentes do mercado diante dos desafios para o ciclo 2026/27.

Mesmo com o avanço da colheita da segunda safra, considerada uma das mais importantes para o abastecimento nacional, os preços seguem encontrando suporte na forte demanda dos setores de proteína animal, etanol de milho e exportação.

Segundo os analistas, a dinâmica do mercado indica que a disponibilidade do cereal deve aumentar nos próximos meses, mas fatores climáticos e logísticos continuarão influenciando a formação dos preços.

Demanda doméstica continua sendo principal sustentação

A indústria de carnes, especialmente os segmentos de aves e suínos, mantém elevado consumo de milho para ração. Além disso, o crescimento da produção de etanol de milho segue ampliando a participação do cereal na matriz energética brasileira.

Esse cenário contribui para absorver parte importante da oferta gerada pela safrinha, reduzindo a pressão de baixa sobre os preços mesmo em um período de maior entrada do produto no mercado.

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As exportações também permanecem como um componente relevante para o equilíbrio entre oferta e demanda, favorecidas pela competitividade do milho brasileiro no mercado internacional.

El Niño aumenta preocupação com a próxima temporada

Embora o cenário atual seja relativamente confortável para o abastecimento, o mercado já começa a monitorar os impactos do fenômeno El Niño sobre a safra 2026/27.

De acordo com o Itaú BBA, a confirmação do fenômeno climático eleva os riscos para o calendário agrícola brasileiro, especialmente em regiões do Centro-Oeste, Norte e Nordeste.

A preocupação está relacionada principalmente à possibilidade de irregularidade das chuvas e ao encurtamento da janela ideal de plantio da próxima safra, fatores que podem comprometer o potencial produtivo do cereal.

Além dos desafios climáticos, os produtores também enfrentam um ambiente de custos ainda elevados, exigindo maior planejamento e gestão de risco para a próxima temporada.

Oferta da safrinha deve ampliar disponibilidade do cereal

Com o avanço da colheita da segunda safra, a tendência é de aumento gradual da oferta física de milho no mercado interno durante os próximos meses.

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Apesar desse movimento, a expectativa é de que a demanda consistente limite quedas mais acentuadas nas cotações, especialmente em regiões com forte presença da indústria de proteína animal e das usinas de etanol de milho.

Outro fator que segue no radar é o comportamento do dólar, que influencia diretamente a competitividade das exportações brasileiras e a formação dos preços domésticos.

Mercado deve seguir atento ao clima e ao cenário global

Além das condições climáticas no Brasil, os agentes acompanham o desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos, principal produtor mundial do cereal. Alterações no potencial produtivo norte-americano podem gerar reflexos diretos nos preços internacionais e, consequentemente, no mercado brasileiro.

Para o Itaú BBA, o milho entra no segundo semestre com fundamentos relativamente positivos, mas em um ambiente que exige atenção redobrada ao clima, à evolução da demanda e ao comportamento das exportações.

Diante desse cenário, a gestão comercial e o monitoramento dos riscos climáticos serão determinantes para produtores e investidores do setor ao longo dos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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