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Açúcar e etanol registram altas no mercado interno, apesar de queda nas cotações internacionais

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Os preços do açúcar e do etanol seguem em alta no mercado doméstico, impulsionados pela postura mais firme das usinas nas negociações, de acordo com dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP). A oferta restrita do adoçante e a elevação nos valores pedidos pelas unidades produtoras limitaram a liquidez no mercado spot, mas garantiram novas valorizações.

Açúcar cristal tem leve avanço no mercado paulista

No mercado interno, o açúcar cristal vem apresentando estabilidade desde a segunda quinzena de julho. Na semana de 18 a 22 de agosto, o Indicador Cepea/Esalq, cor Icumsa 130 a 180, registrou média de R$ 120,31 por saca de 50 kg, leve alta de 0,28% frente ao período anterior.

Segundo o Cepea, a maior parte do açúcar de melhor qualidade (Icumsa 150) já está comprometida com contratos no mercado interno e exportações, o que mantém a oferta disponível bastante restrita. Do lado comprador, a demanda segue estável, garantindo liquidez constante.

Açúcar recua nas bolsas internacionais

Enquanto o mercado interno reage, as cotações do açúcar registraram leve queda no exterior. Em Nova Iorque, o contrato de outubro/25 foi cotado a 16,32 cents de dólar por libra-peso (-0,49%), enquanto o contrato de março/26 recuou 0,35%, negociado a 17,03 cents. Já em Londres, o açúcar branco para outubro/25 caiu 0,80%, para US$ 482,80 por tonelada.

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Etanol hidratado sobe pela quinta semana seguida

O etanol hidratado em São Paulo manteve a trajetória de alta, acumulando cinco semanas consecutivas de valorização. Entre 18 e 22 de agosto, o Indicador Cepea/Esalq fechou a R$ 2,6830 por litro (líquido de impostos), aumento de 1,05% em relação à semana anterior.

Apesar da demanda ativa, o volume negociado foi limitado pelo repasse de preços mais altos das usinas. Além disso, a competitividade do etanol produzido em Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso do Sul reforçou a baixa liquidez no mercado paulista.

Anidro tem ligeira queda

Diferente do hidratado, o etanol anidro registrou pequena desvalorização. Na mesma semana de referência, o preço médio foi de R$ 3,0848 por litro, recuo de 0,12% frente ao intervalo anterior, também líquido de impostos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Dívidas, reforma tributária e sucessão entram no radar jurídico do produtor rural

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O aumento do endividamento no campo, a entrada em vigor da reforma tributária e os problemas relacionados a contratos, sucessão familiar e regularização de propriedades colocam as questões jurídicas cada vez mais perto das decisões tomadas pelo produtor rural. Parte desses temas estará no centro da 3ª Conferência Estadual de Direito e Agronegócio, marcada para 17 e 18 de setembro, em Ribeirão Preto (SP).

Promovido pela Ordem dos Advogados do Brasil – Seção São Paulo (OAB SP), o encontro reunirá profissionais do Direito e representantes do agronegócio para discutir mudanças que afetam desde a organização patrimonial das famílias rurais até financiamento, tributação e responsabilidade ambiental.

A recuperação judicial aparece entre os assuntos de maior interesse neste momento. O aumento das dificuldades financeiras de produtores nas últimas safras ampliou as discussões sobre renegociação de dívidas, garantias oferecidas aos credores e os limites para utilização desse instrumento por quem exerce atividade rural.

Contratos agrários também ganham importância em um ambiente de margens mais apertadas. Arrendamentos, parcerias, compra antecipada de produção, financiamentos e operações envolvendo Cédula de Produto Rural (CPR) podem comprometer receitas futuras e exigem atenção às condições assumidas antes da assinatura.

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Outra mudança que começa a chegar às contas das propriedades é a reforma tributária. A transição para o novo sistema altera a tributação sobre bens e serviços e terá reflexos sobre aquisição de insumos, comercialização, investimentos e organização das empresas rurais.

O planejamento sucessório será outro eixo dos debates. A transferência da propriedade entre gerações deixou de envolver apenas a divisão das terras. Fazendas que se transformaram em empresas precisam definir administração, participação dos herdeiros, continuidade da atividade e regras para evitar que conflitos familiares comprometam o patrimônio construído ao longo de décadas.

Regularização fundiária e responsabilidade ambiental completam uma área particularmente sensível para o produtor. Documentação da terra, Cadastro Ambiental Rural (CAR), licenciamento e cumprimento da legislação ambiental podem interferir no acesso ao crédito, na comercialização e até na valorização da propriedade.

A tecnologia acrescentou novos temas a essa agenda. Inteligência artificial e blockchain estarão entre os assuntos discutidos na conferência, ao lado de gestão de riscos e sustentabilidade. A utilização crescente de dados na produção rural também amplia discussões sobre responsabilidade, validade de documentos digitais, contratos automatizados e proteção das informações geradas dentro das propriedades.

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A programação inclui ainda cooperativismo, relações trabalhistas, governança, planejamento patrimonial e gestão da cadeia produtiva.

A conferência chega à terceira edição depois de as duas anteriores reunirem mais de 2 mil participantes cada. Ribeirão Preto foi novamente escolhida para receber o encontro por sua ligação com algumas das principais cadeias agropecuárias do País.

Mais do que questões restritas aos tribunais ou aos escritórios de advocacia, os assuntos colocados em debate mostram uma mudança na gestão das propriedades. Produção, patrimônio, crédito, tributos e sucessão passaram a exigir decisões jurídicas que podem interferir diretamente no resultado econômico da atividade rural.

Serviço

3ª Conferência Estadual de Direito e Agronegócio da OAB SP
Data: 17 e 18 de setembro
Início: 9h
Local: Centro de Eventos do Ribeirão Shopping, Ribeirão Preto (SP)

Fonte: Pensar Agro

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