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Drawback amplia competitividade de exportadores, mas adesão ainda é limitada
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O regime especial Drawback, administrado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), é apontado como uma das ferramentas mais eficientes para reduzir custos tributários e aumentar a competitividade das exportações brasileiras. O sistema permite suspensão, isenção ou restituição de tributos incidentes sobre insumos nacionais ou importados utilizados na produção de bens destinados ao mercado externo, podendo gerar economia de até 18% no custo final das mercadorias.
Benefício concentrado em médias e grandes empresas
Apesar do potencial, a adesão ao Drawback permanece concentrada entre médias e grandes empresas. Em 2023, o regime beneficiou US$ 75,3 bilhões em exportações, cerca de 25% do total das vendas externas do país, com destaque para veículos automotores, máquinas e equipamentos, produtos químicos, siderurgia e agronegócio. Em 2022, o valor registrado havia sido de US$ 70,4 bilhões.
Dados de 2019 indicam que apenas 1.761 empresas utilizaram a modalidade suspensão e 643 a modalidade isenção, uma fração do universo exportador brasileiro. Entre os beneficiados está a OMR Brasil, fabricante de peças automotivas, que importa componentes da Itália e Espanha e utiliza o Drawback para suspender tributos como Imposto de Importação, IPI, PIS/Pasep, Cofins, ICMS e AFRMM.
Regras e exigências para utilização
Para acessar o benefício, é necessário que a empresa esteja regular junto à Receita Federal e ao Siscomex, apresente projeto detalhado de exportação e cumpra os prazos de comprovação do embarque das mercadorias. O descumprimento das regras pode gerar autuações e multas.
Thiago Oliveira, CEO da holding Saygo, especializada em comércio exterior, destaca: “A atenção à gestão documental é crucial. É ela que garante a conformidade e evita que o benefício se transforme em passivo fiscal.”
Expansão do regime inclui despesas de serviços
Recentes mudanças no Drawback permitem que despesas com serviços, como desembaraço aduaneiro, também possam ser abatidas das operações, tornando a exportação ainda mais lucrativa. No entanto, esse recurso é pouco utilizado, principalmente por desconhecimento ou receio das empresas.
Oliveira reforça: “Para o Brasil se tornar mais competitivo, reduzir custos na exportação deve ser prioridade. O Drawback é uma vantagem tributária legítima, reconhecida internacionalmente, que deve estar no radar de todo exportador brasileiro que busca ampliar margens e conquistar novos mercados.”
Suporte técnico para empresas
Empresas especializadas, como a Saygo, oferecem suporte na análise de viabilidade, solicitação do regime, gestão de prazos e controle das operações, garantindo que os exportadores possam aproveitar integralmente os benefícios do Drawback.
Fonte: Portal do Agronegócio
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Açúcar reage no mercado internacional, mas pressão persiste no Brasil com queda nas cotações
Mercado internacional de açúcar volta a subir
O mercado global de açúcar registrou recuperação na última quarta-feira (22), após apresentar comportamento misto no início da semana. As bolsas internacionais voltaram a operar em alta, refletindo ajustes técnicos e movimentações pontuais dos investidores.
Em Nova York, os contratos do açúcar bruto encerraram o dia com valorização. O contrato com vencimento em maio/26 subiu 0,14 centavo, fechando a 13,57 cents de dólar por libra-peso. Já o julho/26 avançou 0,09 cent, para 13,81 cents/lbp, enquanto o outubro/26 teve alta de 0,08 cent, encerrando a 14,23 cents/lbp. Os contratos de vencimentos mais longos também registraram ganhos, ainda que de forma mais moderada.
Açúcar branco acompanha alta em Londres
Na bolsa de Londres, o movimento positivo também foi observado no açúcar branco. O contrato agosto/26 subiu US$ 1,70, sendo negociado a US$ 423,70 por tonelada.
O vencimento outubro/26 avançou US$ 2,50, alcançando US$ 422,00 por tonelada, enquanto o dezembro/26 registrou alta de US$ 3,10, fechando a US$ 423,60 por tonelada. Os demais contratos também acompanharam a tendência de valorização ao longo do pregão.
Mercado interno segue pressionado em São Paulo
Apesar da recuperação externa, o mercado brasileiro continua enfrentando pressão. O indicador do açúcar cristal branco em São Paulo, calculado pelo Cepea/Esalq, voltou a ser divulgado após o feriado e apresentou queda de 0,35% na quarta-feira (22).
Com isso, a saca de 50 quilos foi negociada a R$ 99,04. No acumulado de abril, o indicador já registra recuo de 6,09%, evidenciando um cenário de enfraquecimento nas cotações ao longo do mês.
Excedente global e demanda fraca pesam sobre preços
De acordo com análises de mercado, o açúcar segue sob pressão estrutural, mesmo com oscilações pontuais. Nos últimos dias, os contratos apresentaram comportamento divergente entre as bolsas, com Londres já indicando uma tentativa de recuperação.
Ainda assim, o cenário geral permanece negativo. Na semana anterior, os preços em Nova York atingiram o menor nível em aproximadamente cinco anos e meio, influenciados pela expectativa de excedente global e pela demanda internacional mais fraca.
Avanço da safra amplia pressão no mercado físico
No Brasil, o mercado físico também reflete esse ambiente de baixa. A combinação de demanda retraída e expectativa de aumento da oferta, com o avanço da safra 2026/27, mantém as cotações pressionadas.
Além disso, compradores têm adotado uma postura mais cautelosa, reduzindo o ritmo de negociações e aguardando possíveis novas quedas nos preços.
Etanol amplia perdas e acumula forte queda em abril
O mercado de etanol também segue em trajetória de baixa em São Paulo. O Indicador Diário Paulínia apontou o etanol hidratado a R$ 2.563,00 por metro cúbico na quarta-feira (22), o que representa queda de 1,48% em relação ao dia anterior.
No acumulado de abril, a retração chega a 15,34%, reforçando a continuidade do movimento de desvalorização no setor de biocombustíveis.
Cenário segue desafiador para o setor sucroenergético
Mesmo com a recuperação pontual nas bolsas internacionais, o setor sucroenergético enfrenta um cenário desafiador. A pressão no mercado interno, somada às incertezas globais sobre oferta e demanda, mantém o viés de baixa tanto para o açúcar quanto para o etanol no curto prazo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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