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Dólar abre em leve alta à espera de indicadores econômicos dos EUA
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Dólar inicia pregão em alta
Às 9h50, o dólar registrava valorização de 0,09%, cotado a R$ 5,4574. Na véspera, a moeda havia recuado 0,40%, fechando em R$ 5,4524.
O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abriria o pregão às 10h. Na última sessão, o índice havia caído 0,34%, encerrando aos 139.864 pontos.
- Desempenho do dólar
- Semana: +0,56%
- Mês: +0,56%
- Ano: -11,77%
- Desempenho do Ibovespa
- Semana: -1,10%
- Mês: -1,10%
- Ano: +16,28%
Expectativas sobre o mercado de trabalho nos EUA
O foco dos investidores hoje está na divulgação de uma série de indicadores econômicos dos Estados Unidos. Entre os dados mais aguardados estão:
- Relatório de empregos no setor privado (ADP);
- Pedidos semanais de auxílio-desemprego;
- PMI de serviços;
- ISM de serviços;
- Estoques de petróleo.
O relatório do ADP, em especial, ganha atenção por vir logo após o relatório JOLTS apontar sinais de desaquecimento na demanda por mão de obra. Esses números são cruciais para o Federal Reserve (Fed) avaliar o ritmo da economia e decidir sobre possíveis cortes na taxa de juros.
Cenário político no Brasil
No campo doméstico, os investidores seguem atentos ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros sete acusados de tentativa de golpe de Estado. Após dois dias de sessões, o processo será retomado na próxima terça-feira (9).
Além disso, há expectativa pela divulgação da balança comercial de agosto. Fontes de mercado apontam que bancos brasileiros podem estar sendo notificados pelo governo dos EUA para aplicar sanções relacionadas ao caso.
Bolsas internacionais
Wall Street
As bolsas norte-americanas fecharam de forma mista na quarta-feira (3). Nasdaq e S&P 500 tiveram alta, impulsionadas pela decisão de um juiz contra a cisão da Alphabet, controladora do Google, além do otimismo em relação a cortes de juros pelo Fed. Já o Dow Jones encerrou em queda.
Europa
As principais bolsas europeias operam com leves ganhos nesta quinta-feira (4), em meio à incerteza sobre tarifas comerciais impostas pelos EUA. Um tribunal federal considerou a maioria delas ilegais, e o ex-presidente Donald Trump pediu que a Suprema Corte analise o caso.
- STOXX 600: +0,53%
- DAX (Alemanha): +0,70%
- FTSE 100 (Reino Unido): +0,21%
- CAC 40 (França): -0,15%
- FTSE MIB (Itália): +0,16%
Ásia
Os mercados asiáticos encerraram mistos. A China registrou forte queda devido a rumores sobre novas restrições à especulação financeira e ao fim de um evento político em Pequim. O tombo da empresa Cambricon intensificou o receio de fuga de capitais.
- Nikkei (Tóquio): +1,53%
- Hang Seng (Hong Kong): -1,12%
- Xangai (SSEC): -1,25%
- CSI300 (China): -2,12%
- KOSPI (Seul): +0,52%
- TAIEX (Taiwan): +0,33%
- Straits Times (Cingapura): +0,34%
- S&P/ASX 200 (Sydney): +1,00%
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Brasil deverá colher 67,6 milhões de sacas de café de 60 quilos em 2026
O Brasil deverá colher 67,6 milhões de sacas de café de 60 quilos em 2026, o maior volume da série histórica da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A estimativa divulgada nesta quinta-feira (24) representa crescimento de 19,6% sobre a temporada passada e confirma a recuperação da cafeicultura nacional.
Minas Gerais lidera o avanço. O Estado deverá produzir 35,6 milhões de sacas, alta de 38,2% em relação a 2025. Pelos números da Conab, os cafezais mineiros acrescentaram aproximadamente 9,8 milhões de sacas à produção nacional, o equivalente a quase 90% de todo o crescimento esperado no País.
Sozinho, o Estado responderá por 52,7% do café brasileiro. O desempenho foi favorecido pela bienalidade positiva do arábica, pela melhor distribuição das chuvas antes da florada e pelas condições climáticas registradas até março, que contribuíram para o enchimento dos grãos e a recuperação da produtividade.
A nova estimativa nacional está 900 mil sacas acima das 66,7 milhões previstas pela Conab em maio. Com 99% da área já colhida, o levantamento de setembro reduz as incertezas sobre o tamanho da safra e consolida um resultado superior ao antigo recorde de 63,1 milhões de sacas, registrado em 2020.
A produção também ficou 24,7% acima da safra de 2024, último ano de bienalidade positiva. Além da alternância natural do arábica entre ciclos de maior e menor rendimento, a Conab atribui o resultado à entrada de novas áreas em produção, ao uso crescente de tecnologia e insumos e às condições climáticas mais favoráveis.
O arábica sustenta a expansão. A colheita da variedade foi estimada em 48,2 milhões de sacas, crescimento de 34,8% em relação ao ano passado. A produtividade média avançou 28%, para 30,8 sacas por hectare.
O cenário é diferente para os cafés canéforas, grupo formado pelo conilon e pelo robusta. A produção deverá alcançar 19,4 milhões de sacas, queda de 6,6%. A produtividade recuou 10,2%, para 50,2 sacas por hectare, apesar do crescimento da área em produção.
A retração foi concentrada principalmente no Espírito Santo. Segundo maior produtor brasileiro, o Estado deverá colher 16,5 milhões de sacas, redução de 5,4%. As lavouras de conilon foram prejudicadas por floradas irregulares associadas às baixas temperaturas, e a produção da variedade caiu 14,3%, para 12,1 milhões de sacas.
A recuperação do arábica capixaba, estimado em 4,38 milhões de sacas, impediu uma queda maior. A produção dessa variedade aumentou 33%, favorecida pela expansão da área e pela bienalidade positiva.
São Paulo deverá colher 6,2 milhões de sacas de arábica, avanço de 30,6%. A Bahia aparece na sequência, com 4,5 milhões de sacas e crescimento de 1,2%. Rondônia deverá produzir 2,9 milhões de sacas de conilon, alta de 24%, apoiada pela renovação das lavouras com materiais clonais mais produtivos.
A área total destinada ao café alcançou 2,35 milhões de hectares, aumento de 4,4%. Desse total, 1,95 milhão de hectares está em produção e 402 mil hectares permanecem em formação. A produtividade média nacional foi estimada em 34,6 sacas por hectare, avanço de 13,8%.
A maior disponibilidade já começa a aparecer no comércio exterior. O Brasil embarcou 3,8 milhões de sacas em agosto, recorde para o mês e volume 43,2% superior ao registrado em agosto de 2025. Entre janeiro e agosto, porém, as exportações ainda acumulam queda de 6,6%, com 24,6 milhões de sacas.
A Conab avalia que a entrada da nova produção e a demanda externa aquecida devem favorecer a recuperação dos embarques nos últimos meses do ano. A reação observada em agosto mostra que parte do café que chegou mais tarde ao mercado, após atrasos provocados pelas chuvas durante a colheita, já começou a seguir para os compradores internacionais.
O relatório teve efeito limitado sobre as negociações porque o mercado já trabalhava com uma safra brasileira elevada. Os contratos futuros do arábica encerraram a quinta-feira com pequenas quedas, de até 0,2%, sem uma reação mais intensa ao novo número.
A maior oferta brasileira, a proximidade da colheita no Vietnã e o aumento sazonal da produção colombiana podem conter valorizações mais fortes. Para o produtor, entretanto, o cenário não aponta necessariamente para uma queda acentuada dos preços.
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) estima que o consumo mundial alcançará o recorde de 179,7 milhões de sacas na temporada 2026/27, alta de 3,6%. Embora os estoques globais estejam em recuperação, continuam próximos de níveis historicamente baixos.
A Conab também considera que a possibilidade de impactos do El Niño sobre importantes países produtores ajuda a sustentar as cotações. Dessa forma, o mercado combina uma oferta maior no curto prazo com demanda crescente e reservas ainda limitadas.
Para o cafeicultor, o recorde amplia o volume disponível para comercialização, mas aumenta a importância da qualidade, do armazenamento e da escolha do momento de venda. Em Minas Gerais, onde se concentra mais da metade da produção brasileira, o resultado transforma a recuperação das lavouras em uma oportunidade de ampliar renda e exportações, desde que o avanço da oferta seja administrado sem pressionar excessivamente os preços.
Fonte: Pensar Agro



