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Cuiabá e VG podem ganhar novos terminais de transporte público intermunicipal
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O deputado estadual Eduardo Botelho (União) apresentou, durante sessão ordinária de quarta-feira (3), um Projeto de Lei nº 1385/2025 que propõe a criação do Terminal de Integração do Coxipó, no município de Cuiabá, e do Terminal de Integração André Maggi, no município de Várzea Grande, para atendimento ao transporte público intermunicipal.
O objetivo principal da ação é atender as demandas de transporte público intermunicipal entre Nossa Senhora do Livramento e Várzea Grande, e entre Santo Antônio de Leverger e Cuiabá, beneficiando a população com mais acessibilidade, conforto, agilidade e segurança, além de favorecer a integração com os modais urbanos e contribuir para o desenvolvimento sustentável da mobilidade regional.
Para Botelho, os usuários do transporte público coletivo têm enfrentado inúmeras dificuldades no dia a dia, principalmente quem reside nos dois municípios citados da Baixada Cuiabana, e dependem do transporte público.
Entre os itens justificados no corpo do texto do PL, estão a busca por promover a integração física e tarifária entre os sistemas de transporte coletivo intermunicipal e urbano; reduzir o tempo de deslocamento dos usuários entre os municípios atendidos; melhorar as condições de acessibilidade, conforto e segurança dos passageiros; promover maior eficiência na operação dos serviços de transporte coletivo, entre outros.
O parlamentar acredita que o projeto mudará a vida dos munícipes, tanto de Santo Antônio de Leverger, quanto os de Nossa Senhora de Livramento, pois as dificuldades são imensas para os trabalhadores e estudantes das localidades.
“A ausência de terminais adequados compromete a qualidade dos serviços prestados, afeta diretamente a rotina de trabalhadores, estudantes e usuários em geral, além de agravar os problemas de trânsito nas áreas urbanas centrais. E, com isso, quando houver a implantação desses terminais, teremos uma maior organização do sistema de transporte público intermunicipal”, disse.
Indicações – Durante a mesma sessão plenária, duas indicações também foram apresentadas pelo parlamentar. Os documentos com numerações 4811/2025 e 1168/2025, serão encaminhados ao governo do estado, ao secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, a Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados, a Associação Mato-grossense dos Transportadores Urbanos (MTU) e a prefeitura de Santo Antônio de Leverger.
As proposições visam as necessidades de se criar ponto de recargas dos cartões de transporte público no ponto final do município de Santo Antônio de Leverger, assim como, criar ainda novas linhas de ônibus para as comunidades Barreirinho e Morro Grande.
Fonte: ALMT – MT
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Sinfra prevê concluir obras do BRT entre Cuiabá e Várzea Grande até dezembro de 2026
O secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo Oliveira, e a equipe técnica da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) informaram, nesta segunda-feira (13), durante audiência pública na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), que as obras do BRT no trecho entre a Avenida do CPA, em Cuiabá, e o Aeroporto Internacional Marechal Rondon, em Várzea Grande, devem ser concluídas até o fim de dezembro de 2026.
Durante a apresentação, os representantes detalharam as alterações no projeto das 77 estações, o cronograma de execução das obras, a futura implantação do corredor da Avenida Fernando Corrêa da Costa, a aquisição de ônibus elétricos e as medidas adotadas pelo Governo do Estado após a rescisão do contrato com a primeira empresa responsável pela execução do empreendimento.
Antes de deixar a audiência pública, Marcelo Oliveira afirmou que a venda dos trens e o leilão dos materiais remanescentes do antigo Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) devem gerar mais de R$ 1 bilhão em recursos para os cofres públicos. O secretário também rebateu críticas à execução das obras do novo sistema de transporte e destacou que a equipe precisou enfrentar desafios decorrentes do crescimento populacional e do aumento da frota de veículos entre 2012 e 2024.
Segundo Oliveira, a primeira empresa contratada para executar o projeto não conseguiu cumprir as obrigações previstas em contrato, o que levou o Governo do Estado a rescindir o acordo, aplicar penalidades e reformular o modelo de execução das obras. Ele acrescentou que, durante a execução dos trabalhos em Várzea Grande, a gestão municipal da época também impôs dificuldades que, segundo ele, comprometeram o andamento do empreendimento.
Sobre a implantação do corredor da Avenida Fernando Corrêa da Costa, o secretário-adjunto de Obras da Sinfra, Isac Nascimento, informou que a licitação ainda não foi lançada e, por isso, não há recursos empenhados para a execução da obra. Segundo ele, os trabalhos nesse trecho devem começar apenas no próximo ano. Nascimento também confirmou que o processo de aquisição dos ônibus elétricos segue em tramitação interna na Sinfra.
O trecho do BRT entre Cuiabá e Várzea Grande terá 15 quilômetros de extensão, enquanto o corredor da Avenida Fernando Corrêa da Costa contará com aproximadamente sete quilômetros. Isac Nascimento afirmou ainda que o projeto das 77 estações passou por uma reformulação para oferecer mais qualidade, segurança e durabilidade aos usuários. No trecho entre Cuiabá e Várzea Grande, serão utilizados 25 ônibus elétricos para atender a população.
Questionado sobre o processo licitatório para a continuidade das obras, Nascimento explicou que o Estado identificou a necessidade de aprimorar o projeto original, substituindo itens inicialmente previstos, como o sistema convencional de ar-condicionado, que será trocado por equipamentos industriais. O novo projeto também prevê a instalação de vidros antivandalismo e outras melhorias estruturais nas estações.
O secretário-adjunto informou que o cronograma inicial do Lote 1 das obras do BRT, correspondente ao primeiro corredor estrutural de transporte coletivo entre o Terminal de Várzea Grande e o Terminal do CPA, em Cuiabá, previa a conclusão dos serviços em seis meses, com a abertura simultânea de sete frentes de trabalho no trecho entre o Viaduto da Sefaz e a Ponte Júlio Müller.
No entanto, segundo ele, a estratégia precisou ser revista após a abertura da primeira frente de obras, quando os impactos no trânsito provocaram reclamações da população e repercussão na imprensa. De acordo com Nascimento, caso todas as frentes fossem abertas ao mesmo tempo, conforme o planejamento inicial, haveria risco de colapso na mobilidade urbana de Cuiabá, o que exigiu a revisão do cronograma de execução.
“A execução da obra passou a ser conduzida de forma gradual, em alinhamento permanente com a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob), responsável pela gestão do trânsito na capital. As intervenções são planejadas em conjunto para definir quais trechos podem ser interditados, considerando também outras obras em andamento na cidade, como as executadas pela concessionária de abastecimento de água e esgotamento sanitário”, explicou o secretário-adjunto da Sinfra.
Fonte: ALMT – MT


