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Semana Nacional de Ciência e Tecnologia ganha nova identidade visual

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O Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) divulgou, na quarta-feira (3), a identidade visual e o cartaz da 22ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT). Neste ano, o tema é Planeta Água: Cultura Oceânica para Enfrentar as Mudanças Climáticas no meu Território. O evento será em Brasília (DF), de 20 a 26 de outubro.

As atividades vão destacar a importância da preservação dos recursos hídricos e o papel da ciência na adaptação às mudanças climáticas. “Nós vamos transformar a semana nacional no oceano. A SNCT é um dos nossos principais eventos, e colocar a cultura oceânica no centro dele é mostrar que o Governo Federal, o MCTI e o Brasil estão comprometidos com o tema”, afirma o secretário de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social, Inácio Arruda.

O tema faz alusão à Década das Nações Unidas da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável (2021-2030), instituída pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco).

Criada em 2004 por meio de decreto do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, a SNCT ocorre anualmente, sob coordenação do MCTI, e reúne unidades de pesquisa, agências de fomento e entidades vinculadas, comunidade científica, universidades, instituições de ensino, escolas, museus e jardins botânicos, secretarias estaduais e municipais, empresas de base tecnológica e entidades da sociedade civil.

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Unificação das datas

Desde a pandemia de covid-19, os eventos regionais da SNCT ocorriam em datas separadas da edição nacional. Em agosto, o secretário Inácio Arruda anunciou que as datas voltariam a ser unificadas. Portanto, a semana de ciência e tecnologia de todas as unidades federativas também ocorrerá de 20 a 26 de outubro.

Sedes

A Secretaria de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social (Sedes) é responsável pela criação de políticas públicas e programas que visam, por exemplo, a popularização da ciência, a educação científica, a tecnologia social, a economia solidária e a segurança alimentar e nutricional.

A pasta também elabora e executa projetos, processos e planos para o desenvolvimento social, além de implementar e gerenciar políticas e programas destinados ao desenvolvimento científico, tecnológico e inovação, considerando os biomas, os povos originários e as comunidades tradicionais.

Entre seus principais projetos estão o Programa Mais Ciência na Escola, o Programa de Popularização da Ciência e Tecnologia (Pop Ciência) e o apoio a seminários, olimpíadas científicas, museus e centros de ciência e tecnologia, feiras e mostras científicas.

SNCT
SNCT

Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação - MCTI

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Cerâmica ancestral renasce pelas mãos de mulheres da Amazônia

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Uma história viva. É assim que a coordenadora do Grupo de Agricultores Orgânicos da Missão, Bernardete Araújo, descreve a japuna, um tipo de forno de origem indígena. Hoje, essa e tantas outras peças há tempos esquecidas voltam a ganhar vida pelas mãos de mulheres agricultoras e ceramistas da comunidade que fica em Tefé (AM), graças ao projeto Cadeias Operatórias das Japuna no Médio Solimões.  

“A japuna, para mim, significa a história viva, um museu vivo. Eu via, desde pequena, minha mãe produzindo e usando essa peça para torrar farinha, café, cacau, milho e castanha. Estamos resgatando o conhecimento tradicional das nossas mães, avós e bisavós”, conta a coordenadora. Outro ponto positivo de voltar a adotar a técnica ancestral é a possibilidade de gerar renda com a venda de vasos, fogareiros, fruteiras e panelas. 

A iniciativa reuniu as mulheres da associação Clube de Mães para atuar em todas as etapas do processo, chamada pelos arqueólogos de cadeia operatória das japuna. Esse processo vai desde a coleta do barro na própria comunidade, passando pela modelagem e pela queima natural do material, até a finalização das peças, práticas aprendidas com suas antepassadas. 

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O projeto conta com três eixos de pesquisa: o primeiro com base em escavações na região; o segundo, de caráter etno-histórico, fundamentado em relatos de livros históricos e na memória das mulheres; e o terceiro, etnográfico, baseado na observação das técnicas das ceramistas da comunidade. A iniciativa é uma parceria entre o grupo e o Instituto Mamirauá, organização social vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). 

Segundo a arqueóloga do Mamirauá e uma liderança da iniciativa, Geórgea Holanda, há anos a produção das japuna estava adormecida, com risco de ser extinta. “Mas elas estavam presentes na mente das ceramistas. Então, por meio do projeto, foi possível colocar em prática esse conhecimento. Que foi repassado de geração para geração pelas suas antepassadas”, conta.  

“Voltar a fazer as japuna é como o resgate do conhecimento tradicional dos nossos pais. A gente tem que manter viva essa tradição, esse conhecimento e a continuidade dessa história da nossa ancestralidade”, diz Bernardete. 

De acordo com Geórgea, a relação entre o instituto e a comunidade acontece de forma participativa, sempre respeitando as decisões das pessoas da comunidade. “Esse trabalho só foi possível porque elas aceitaram e passaram esse rico conhecimento para nós”, finaliza a arqueóloga. 

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Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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