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Vazio Sanitário do Algodão começa nesta quarta-feira em São Paulo

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Teve início nesta quarta-feira (10) o período de Vazio Sanitário do Algodão na Região II do estado de São Paulo. A medida, que se estende até 10 de novembro, tem como objetivo controlar a proliferação do bicudo-do-algodoeiro (Anthonomus grandis), considerada a principal praga da cotonicultura.

O calendário foi definido pela Resolução nº 30/2024 da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA). Durante esses dois meses, os produtores devem manter as áreas livres de plantas vivas e restos culturais.

Eliminação total das plantas é obrigatória

Para que a estratégia seja eficaz, é necessário realizar a eliminação completa das soqueiras, além de destruir eventuais rebrotes da planta, já que o algodão é uma espécie perene e de difícil erradicação.

O descuido nesse processo pode comprometer o controle da praga e ampliar os riscos de contaminação de áreas vizinhas.

Bicudo-do-algodoeiro ameaça a produtividade

O bicudo-do-algodoeiro é um inseto de alto poder destrutivo, atacando diferentes partes da planta, com preferência pelas estruturas reprodutivas. O inseto perfura os botões florais para se alimentar e depositar ovos, provocando a queda dessas estruturas.

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Nos períodos de frutificação, quando a população da praga é mais elevada, o ataque às maçãs compromete fibras e sementes, causando redução significativa da produtividade.

Cadastro obrigatório no sistema GEDAVE

Além do cumprimento do vazio sanitário, os cotonicultores paulistas devem estar atentos à obrigatoriedade de cadastro das áreas de produção de algodão no sistema GEDAVE.

O responsável pela propriedade — seja proprietário, arrendatário ou ocupante — deve informar a data do plantio até 15 dias após o término da semeadura.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Ministro André de Paula recebe Mariangela Hungria e celebra reconhecimento internacional da ciência brasileira

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O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, recebeu nesta terça-feira (28) a pesquisadora da Embrapa, Mariangela Hungria, para parabenizá-la por ter sido eleita pela revista Time uma das 100 pessoas mais influentes do mundo e pelo recebimento do World Food Prize 2025, considerado o “Nobel da Agricultura”.

Durante o encontro, o ministro destacou o orgulho do país pela projeção internacional alcançada pela cientista e pela contribuição de sua trajetória para a ciência brasileira e mundial.

“Para todos nós, brasileiros, é motivo de orgulho ver alguém do nosso país chegar a um nível de reconhecimento internacional como o que você alcançou. Isso não é pouca coisa. Para dimensionar, é quase como uma Copa do Mundo. É uma conquista que projeta o país. Nós temos muito orgulho de tudo o que você representa, de toda a trajetória que construiu e da forma como elevou o nome da ciência brasileira”, declarou o ministro.

Mariangela Hungria recebeu, em outubro de 2025, nos Estados Unidos, o World Food Prize em reconhecimento a mais de quatro décadas de pesquisas voltadas ao uso de microrganismos capazes de substituir fertilizantes químicos na agricultura. As tecnologias desenvolvidas pela cientista estão presentes hoje em cerca de 85% das lavouras de soja do Brasil, reduzindo custos de produção e ampliando a sustentabilidade no campo. A pesquisadora estava acompanhada pela presidente da Embrapa, Silvia Massruhá.

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Segundo a pesquisadora, a homenagem internacional representa também o trabalho acumulado ao longo de décadas pela ciência brasileira. “O reconhecimento que estou recebendo hoje não é um reconhecimento pessoal. É um reconhecimento da Embrapa e da ciência brasileira. Eu apenas carrego essa bandeira”, afirmou.

Mariangela destacou ainda que a base científica construída ao longo de mais de 40 anos foi fundamental para consolidar o uso de bioinsumos na agricultura brasileira. “Quando muitos apostavam apenas em fertilizantes químicos, nós já defendíamos outro caminho. Hoje existe uma base de dados robusta construída ao longo de décadas. Inovação precisa ser sólida e baseada em evidências”, explicou.

Em abril de 2026, Mariangela Hungria foi incluída na lista TIME100, que reúne as cem personalidades mais influentes do mundo. A pesquisadora foi destacada na categoria “Pioneiros”, dedicada a líderes responsáveis por avanços científicos e tecnológicos com impacto global. Seu trabalho com microrganismos capazes de fixar nitrogênio no solo permite reduzir o uso de fertilizantes químicos e gerar economia bilionária anual para a agricultura brasileira.

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Além do World Food Prize, a cientista também recebeu outras homenagens recentes, como o Grande Colar do Mérito do Tribunal de Contas da União (TCU), em 2025, e condecorações como a Medalha de Mérito Apolônio Salles, concedida pelo Ministério da Agricultura, e a Ordem do Pinheiro, maior honraria do estado do Paraná.

Há mais de quatro décadas na  Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Mariangela Hungria é membro da Academia Brasileira de Ciências e reconhecida em rankings internacionais de impacto científico nas áreas de microbiologia e fitotecnia. Seu trabalho é referência no desenvolvimento de tecnologias biológicas voltadas para uma agricultura mais produtiva e de baixo carbono.

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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