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Presidente Lula e ministro Fufuca recebem jogadoras da seleção brasileira feminina de futebol, no Palácio do Planalto

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O presidente Lula enviou ao Congresso Nacional, nesta quarta-feira (11), no Palácio do Planalto, o Projeto de Lei que estabelece diretrizes para o desenvolvimento do futebol feminino no país. A proposta, elaborada em parceria entre o Ministério do Esporte, clubes e confederações, representa um marco regulatório para a modalidade.

O anúncio foi feito durante a homenagem às jogadoras da Seleção Brasileira Feminina de Futebol, campeãs da Copa América em agosto. Também participaram da solenidade o ministro do Esporte, André Fufuca, e o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Samir Xaud.

O presidente Lula destacou os principais pontos do PL e a importância de transformar o futebol feminino em uma política de Estado. “Incentivar o futebol feminino de base, promover parcerias entre escolas e universidades para capacitação de talentos, combater a discriminação e a intolerância no esporte, tudo isso exige ajustes na lei geral para garantir que as organizações formadoras ofereçam às atletas mulheres as mesmas condições de desenvolvimento que os homens têm. Vamos fazer tudo o que estiver ao alcance do governo brasileiro para criar condições de disputar de igual para igual com qualquer país do mundo”, afirmou.

Segundo o ministro André Fufuca, o PL busca corrigir desigualdades históricas em relação ao futebol masculino e cria bases sólidas para um crescimento sustentável, inclusivo e competitivo da modalidade.. “Hoje, 80% das atletas ainda são amadoras. O projeto garante que os clubes terão de profissionalizar suas equipes femininas, acolher as jogadoras durante e após a maternidade, por exemplo, e abrir espaço para mulheres na gestão do futebol. É um passo fundamental para consolidar a modalidade no Brasil”, disse.

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Foto: Ronaldo Caldas/MEsp

Principais diretrizes do Projeto de Lei
O PL, que foi aprovado nesta quarta na Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara Federal. reconhece o futebol feminino como prioridade da política esportiva nacional, garantindo o direito constitucional ao esporte e criando medidas de proteção e valorização das atletas. Entre os pontos previstos, estão:

  • respeito integral à gravidez e à maternidade;
  • incentivo à profissionalização plena das competições;
  • fortalecimento das categorias de base (sub-12, sub-15, sub-17 e sub-20);
  • exigência de estádios acessíveis ao público e calendário oficial divulgado com pelo menos seis meses de antecedência;
  • estímulo à presença feminina em gestão, arbitragem, direção técnica e educação física;
  • ampliação do conceito de Sociedade Anônima do Futebol para clubes exclusivamente femininos;
  • novos requisitos para clubes formadores, como atendimento ginecológico e igualdade de acesso a estruturas de treino.
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O texto também altera dispositivos da Lei nº 14.193/2021 (Sociedade Anônima do Futebol) e da Lei nº 14.597/2023 (Marco Regulatório do Futebol), com foco no fortalecimento da base e na profissionalização da modalidade. Após tramitação no Congresso, caberá ao Ministério do Esporte regulamentar e aplicar a lei.

Para o técnico da seleção, Arthur Elias, que atua há 19 anos no futebol feminino, o projeto representa uma conquista histórica. “É uma ótima notícia. Conheço de perto as dificuldades enfrentadas pelas atletas e sei da importância desses pilares. O governo mostra que está fazendo sua parte. Em 2027 teremos uma Copa do Mundo no Brasil e precisamos de união entre governo, CBF, clubes, iniciativa privada e torcedores. Faremos de tudo para realizarmos o sonho de gerações, que é ser campeãs do mundo em 2027”, declarou.

Nosso objetivo é que cada menina e cada mulher do país tenham a chance de sonhar, treinar e jogar em igualdade de condições. No Brasil, as mulheres fazem história dentro e fora do campo.”
André Fufuca 
Ministro do Esporte 

Homenagem às campeãs
A cerimônia também foi marcada pela celebração da conquista do nono título da Copa América. A vitória garantiu vaga nos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028 e reforçou o protagonismo do Brasil rumo à Copa do Mundo de 2027, que será disputada pela primeira vez na América do Sul.

A goleira Cláudia Oliveira destacou a emoção do reconhecimento e de representar o país. “É uma honra vestir a camisa da seleção. Ganhar um título é indescritível. Espero que sigamos fazendo história e representando bem o nosso país”.

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Já a atacante Amanda Gutierrez, artilheira da Copa América, ressaltou a importância do apoio governamental: “Esse incentivo aumenta a visibilidade e fortalece o futebol feminino. É fruto do nosso trabalho, mas também da confiança e do apoio que estamos recebendo”.

O presidente da CBF, Samir Xaud, reforçou o compromisso da entidade. “Vamos sediar a maior Copa do Mundo Feminina da história e estamos empenhados em consolidar o futebol feminino no Brasil. As atletas têm todo o apoio da nova CBF”, disse.

“O futebol feminino não é apenas um jogo: é inclusão, autoestima e oportunidade para milhares de brasileiras. Nosso objetivo é que cada menina e cada mulher do país tenham a chance de sonhar, treinar e jogar em igualdade de condições. No Brasil, as mulheres fazem história dentro e fora do campo. Parabéns para as nossas jogadoras e viva o futebol feminino”, concluiu o ministro André Fufuca.

Marco Legal do Futebol Feminino

A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados aprovou, também nesta quarta-feira, o projeto de lei que institui o Marco Legal do Futebol Feminino. A iniciativa foi apresentada pela ex-deputada e atual vereadora de Florianópolis, Carla Ayres, e tem como objetivo fortalecer o desenvolvimento da modalidade em todas as categorias, garantindo igualdade de direitos e oportunidades para mulheres no esporte.

O projeto prevê a promoção de competições em diferentes níveis, incentivos à formação de atletas e profissionais, acesso equitativo a recursos públicos, valorização das categorias de base e a criação de mecanismos de monitoramento e avaliação das políticas voltadas ao futebol feminino.

Entre os principais pontos da proposta estão a criação de um Fundo Nacional de Desenvolvimento do Futebol Feminino, destinado a financiar programas, competições e infraestrutura; a definição de prazos mínimos para contratos de atletas; a organização de um calendário nacional de competições; e parâmetros para a formação de jogadoras.

Antes de seguir para votação no Plenário da Câmara, o projeto passará ainda pelas comissões de Esporte, Finanças e Tributação e Constituição e Justiça.

Assessoria de Comunicação – Ministério do Esporte

Fonte: Ministério do Esporte

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Corinthians vence Rosario Central e avança às quartas da Libertadores

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O Corinthians está entre os oito melhores clubes da Copa Libertadores. Mesmo atuando em desvantagem numérica durante boa parte do segundo tempo, o Timão venceu o Rosario Central por 1 a 0 nesta quinta-feira (20), na Neo Química Arena, e garantiu a classificação para a próxima fase.

Após o empate sem gols no duelo de ida, disputado na Argentina, a equipe alvinegra precisava de uma vitória simples diante da torcida. O gol da classificação foi marcado por Breno Bidon, aos 34 minutos da etapa final, após cruzamento de Memphis Depay.

O atacante holandês havia começado a partida no banco de reservas, mas entrou aos 25 minutos do segundo tempo, substituindo Pedro Raul. Pouco depois, participou diretamente do lance que definiu o confronto.

Nas quartas de final, o Corinthians terá pela frente o Estudiantes, da Argentina, que eliminou a Universidad Católica, do Chile. A Conmebol ainda não confirmou as datas, mas os jogos estão previstos para ocorrer entre os dias 8 e 17 de setembro.

Com a eliminação, o Rosario Central, que contou com o experiente Ángel Di María, deixou a competição.

O jogo

Empurrado pelos torcedores, o Corinthians tomou a iniciativa no início do jogo e criou a primeira oportunidade perigosa aos 13 minutos. Kaio César avançou pela direita, cortou para o meio e finalizou colocado, mas o goleiro Ledesma conseguiu fazer a defesa.

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O Rosario Central passou a equilibrar as ações e tentou responder com chutes de média distância. Aos 33 minutos, Gastón Ávila recebeu espaço no meio-campo e arriscou uma finalização forte com a perna esquerda. A bola ganhou efeito e passou perto do travessão de Hugo Souza.

Apesar da movimentação, o time argentino encontrou dificuldades para acionar Di María, principal referência técnica da equipe. O primeiro tempo terminou sem gols.

Raniele é expulso

A etapa final começou com muita disputa e tensão. Aos 12 minutos, Raniele atingiu Copetti com a trava da chuteira durante uma dividida. Após revisão do árbitro de vídeo, o jogador corinthiano recebeu cartão vermelho, deixando o Timão com dez atletas.

Com um jogador a mais, o Rosario Central passou a pressionar em busca do gol. Aos 28 minutos, Copetti ganhou uma disputa com Gabriel Paulista e ficou em condições de finalizar diante de Hugo Souza, mas mandou a bola por cima da meta, desperdiçando uma grande oportunidade.

O Corinthians aproveitou o erro dos argentinos e abriu o placar aos 34 minutos. Memphis Depay cobrou uma falta em direção à pequena área, e Breno Bidon se antecipou à marcação para desviar com a ponta do pé e colocar a bola nas redes.

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Nos minutos finais, o Rosario Central tentou reagir, mas o sistema defensivo corinthiano conseguiu suportar a pressão. A equipe paulista administrou a vantagem até o apito final e confirmou a classificação para as quartas de final da Libertadores.

FICHA TÉCNICA
Placar Corinthians 1 x 0 Rosario Central
Competição Libertadores — jogo de volta das oitavas de final
Local Neo Química Arena, em São Paulo (SP)
Data 20 de agosto de 2026, quinta-feira
Horário 21h30, de Brasília
Público 46.552 torcedores
Renda R$ 3.818.916,00
Cartões amarelos Raniele (Corinthians)
Cartões vermelhos Raniele (Corinthians)
Árbitro Alexis Herrera (VEN)
Assistentes Lubin Torrealba (VEN) e Antoni Garcia (VEN)
VAR Nicolás Gallo (COL)
Gol Breno Bidon, aos 34′ do 2ºT (Corinthians)
Corinthians Hugo Souza; Matheuzinho, Gabriel Paulista, Gustavo Henrique e Matheus Bidu; Raniele, Carrillo, Breno Bidon (João Pedro Tchoca) e Rodrigo Garro; Kaio César (Charles) e Pedro Raul (Memphis Depay)
Técnico Fernando Diniz
Rosario Central Ledesma; Coronel, Ovando, Gastón Ávila e Sández (Marco Ruben); Ibarra (Julián Fernández) e Navarro (Badaloni); Alan Rodríguez, Di María e Campaz (Cantizano); Copetti
Técnico Jorge Almirón

Fonte: Esportes

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