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Exportações de café do Brasil somam 25,32 milhões de sacas em oito meses de 2025, com receita de US$ 9,66 bilhões
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O Brasil registrou desempenho expressivo nas exportações de café entre janeiro e agosto de 2025, com queda no volume físico, mas forte aumento na receita cambial. Os dados são do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), divulgados pelo Observatório do Café.
Volume físico de exportações recua 20,9%
No acumulado dos oito primeiros meses de 2025, o Brasil exportou 25,32 milhões de sacas de 60 kg de café, redução de 20,9% em comparação com o mesmo período de 2024, quando o volume atingiu 31,99 milhões de sacas.
Desse total, 22,77 milhões de sacas foram de café verde, representando 89,95% das exportações, sendo:
- 20,20 milhões de sacas de Coffea arabica (café arábica) – 88,72% do total;
- 2,57 milhões de sacas de Coffea canephora (café robusta/conilon) – 11,28% do total.
Além disso, foram exportadas 2,54 milhões de sacas de cafés industrializados, equivalentes a 10,05% do total, distribuídas em:
- 2,50 milhões de sacas de café solúvel – 9,9%;
- 36,7 mil sacas de café torrado e moído – menos de 1%.
Receita cambial cresce 33%, impulsionada pelo aumento do preço médio
Apesar da redução no volume físico, o valor arrecadado com as exportações subiu significativamente, devido ao aumento do preço médio da saca.
Em 2025, o preço médio da saca exportada foi de US$ 381,77, alta de 68,1% sobre os US$ 227,12 registrados no mesmo período de 2024.
A receita cambial alcançou US$ 9,66 bilhões, crescimento de 33% em relação aos US$ 7,26 bilhões obtidos nos oito primeiros meses de 2024.
Comparativo com 2024 evidencia valorização do café brasileiro
O levantamento mostra que, embora o volume físico exportado tenha diminuído, a valorização do café arábica no mercado internacional compensou a redução em quantidade. Este cenário reforça a importância da qualidade e do preço médio das sacas no faturamento do setor.
Analistas destacam que a estratégia de comercialização das usinas brasileiras e a valorização do café arábica contribuem para a manutenção da competitividade do Brasil no mercado global, mesmo diante de menor volume exportado.
Fonte e metodologia
Os números apresentados constam no Relatório Mensal de Agosto de 2025 do Cecafé, disponibilizado pelo Observatório do Café, plataforma do Consórcio Pesquisa Café coordenada pela Embrapa Café.
O Cecafé integra o Conselho Deliberativo da Política do Café (CDPC), vinculado ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), conforme Decreto nº 10.071/2019 e Portaria nº 67/2023.
Relatório mensal agosto de 2025
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Energia solar no agronegócio reduz custos e transforma a produção rural no Brasil
Energia solar avança no agronegócio e se consolida como ferramenta estratégica no campo
A energia solar tem ganhado espaço no agronegócio brasileiro e vem transformando a gestão de custos e a operação de propriedades rurais de diferentes portes. A tecnologia, cada vez mais presente no campo, já é aplicada em atividades como irrigação, bombeamento de água, resfriamento de leite, armazenagem de grãos e climatização de estruturas agrícolas.
Segundo dados da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), o agronegócio representa cerca de 29% da energia renovável consumida no Brasil, reforçando o papel do setor na transição energética nacional.
Com isso, a energia fotovoltaica passa a ser vista não apenas como alternativa sustentável, mas como solução estratégica para aumentar a eficiência produtiva e reduzir custos operacionais.
Redução de custos e previsibilidade financeira impulsionam adoção no campo
Um dos principais fatores que explicam a expansão da energia solar no meio rural é a redução significativa das despesas com energia elétrica, que representam uma parcela relevante dos custos operacionais do agronegócio.
De acordo com especialistas do setor, a geração própria de energia permite maior previsibilidade financeira, reduzindo a exposição às variações tarifárias e melhorando o planejamento da produção.
“O produtor que consegue reduzir essa despesa de forma consistente ganha competitividade, melhora o fluxo de caixa da propriedade e consegue investir mais em produtividade e tecnologia”, afirma Raphael Brito, CEO da Solarprime.
Irrigação e armazenagem de grãos lideram aplicações da energia solar no agro
Entre as principais aplicações da energia solar no campo, os sistemas de irrigação se destacam pelo alto consumo energético. Em culturas que dependem de bombeamento constante de água, especialmente em períodos de estiagem, a tecnologia pode reduzir os custos com energia em até 90%, dependendo do sistema adotado e do uso de armazenamento.
Além disso, a energia fotovoltaica tem sido amplamente utilizada em silos, câmaras frias, galpões e sistemas de ventilação, estruturas que exigem fornecimento contínuo de energia durante o ciclo produtivo.
Essas aplicações contribuem diretamente para a redução de perdas pós-colheita e para a melhoria da eficiência logística dentro das propriedades rurais.
Tecnologia amplia autonomia energética e fortalece a operação rural
Segundo especialistas, a energia solar deixou de ser apenas uma solução ambiental para se tornar uma ferramenta de gestão dentro das propriedades rurais.
“O produtor busca eficiência, previsibilidade e mais autonomia energética para sustentar o crescimento da operação”, explica Raphael Brito.
Na pecuária, a tecnologia também vem sendo adotada em sistemas de ordenha, resfriamento de leite e abastecimento de água para o rebanho. Em regiões mais afastadas dos centros urbanos, onde o fornecimento de energia pode ser instável, a geração própria garante maior segurança operacional.
Energia solar ganha espaço como investimento de longo prazo no agronegócio
Além da economia direta na conta de luz, fatores como longa vida útil dos equipamentos e baixa necessidade de manutenção reforçam a atratividade da energia solar no campo.
Para o setor, a tecnologia se consolida como um investimento de longo prazo, alinhado à busca por maior eficiência e sustentabilidade econômica.
“O produtor rural brasileiro está cada vez mais atento à gestão do negócio. A energia solar entra como uma ferramenta importante para aumentar a eficiência, reduzir desperdícios e tornar a operação mais sustentável economicamente no longo prazo”, finaliza o CEO da Solarprime.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio

