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MTE reforça compromisso com a agricultura urbana e periurbana em encontro interministerial do PNAUP

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O secretário Nacional de Economia Popular e Solidária substituto, Fernando Zamban, representou o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) no Encontro do Programa Nacional de Agricultura Urbana e Periurbana (PNAUP), realizado em 16 de setembro, em Brasília. O evento interministerial ocorre no auditório do Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI) e se estende até quinta-feira, 18 de setembro.

O encontro tem como objetivo apresentar as ações já em andamento e aquelas em fase de planejamento para alcançar as metas do PNAUP, além de fomentar o intercâmbio entre os parceiros do programa. A implementação dessas ações é coordenada pelo MTE em articulação com os Ministérios do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, e do Meio Ambiente e Mudança do Clima.

Fernando Zamban destacou o compromisso do MTE com essa agenda, alinhada aos princípios da economia popular e solidária, como a produção coletiva, a valorização dos saberes tradicionais e a construção de uma cultura pautada na solidariedade e na sustentabilidade. “Produzir alimentos saudáveis dentro ou ao redor das cidades ainda é visto com ceticismo por muitos, mas é uma realidade que se concretiza diariamente graças à ação dos trabalhadores”, afirmou.

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Zamban destacou ainda que a 4ª Conferência Nacional de Economia Popular Solidária, realizada em agosto de 2025 após 11 anos, aprovou propostas relacionadas à promoção da agricultura urbana e periurbana, incluindo o incentivo à produção sustentável de alimentos. “Essa forma de produção vai além da geração de renda. Representa um projeto maior, um compromisso inegociável com a transição justa e a mitigação das mudanças climáticas, fundamentais para a preservação da vida e do planeta”, explicou.

No encerramento do evento, Fernando Zamban destacou que o Programa Paul Singer de Economia Popular e Solidária conta com 500 agentes distribuídos por todo o país, responsáveis por mapear e fomentar empreendimentos solidários, a agricultura periurbana e urbana, a agricultura familiar e outras organizações coletivas do mundo do trabalho.

O evento contou ainda com a participação de agricultores urbanos e periurbanos, lideranças de organizações sociais, representantes de institutos, universidades e de governos municipais, estaduais e federal.

Saiba mais sobre o Programa Paul Singer de Formação em Economia Popular e Solidária e sobre o Programa Nacional de Agricultura Urbana e Periurbana nos sites do Ministério do Trabalho e Emprego e do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome.

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Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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Mulher Indígena: educação, protagonismo e enfrentamento à violência

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A partir de 2026, o dia 5 de setembro reúne dois marcos dedicados às mulheres indígenas. A data, tradicionalmente reconhecida como o Dia Internacional da Mulher Indígena, passa a ser também o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas, instaurado pela Lei nº 15.382/2026

A celebração internacional foi instituída em 1983, durante a Segunda Reunião de Organizações e Movimentos das Américas, realizada em Tiwanaku, na Bolívia. A data homenageia Bartolina Sisa, mulher indígena aimara que liderou movimentos de resistência ao domínio espanhol no Alto Peru, atual Bolívia, e foi assassinada em 1782. 

No Brasil, a criação da data nacional acrescenta ao 5 de setembro uma dimensão específica de proteção e enfrentamento à violência contra mulheres e meninas indígenas. 

A valorização e a proteção das mulheres indígenas também passam pela garantia de acesso a direitos e pela possibilidade de ocupar diferentes espaços da sociedade. Na educação, essas trajetórias podem ser vistas no ingresso e na permanência das mulheres indígenas em escolas e universidades, onde levam consigo saberes, conhecimentos e experiências construídas em seus territórios. 

Educação e Protagonismo – A trajetória de Luizete Nukini ajuda a mostrar como a educação pode transformar trajetórias individuais e ampliar possibilidades para as comunidades indígenas. Natural de Mâncio Lima, no Acre, e integrante do povo Nukini, chegou à Universidade de Brasília (UnB) para cursar farmácia depois de uma trajetória escolar marcada por limitações de acesso. 

Na infância, Luizete estudou em uma escola composta por apenas uma sala, onde estudantes de diferentes séries compartilhavam o espaço e tinham aulas com uma única professora. Anos depois, já adulta, retomou o projeto de ingressar no ensino superior. Foi aprovada no processo seletivo e passou a integrar a universidade. 

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Para a estudante, a chegada à universidade representa também uma possibilidade de inspirar outras meninas e crianças de sua comunidade a reconhecerem a educação como um caminho possível. “Assim como eu consegui, como eu estou conseguindo, elas também têm essa capacidade, principalmente nós, como mulheres”. 

Hoje, Luizete busca aproximar os conhecimentos adquiridos na formação acadêmica dos saberes tradicionais de sua comunidade. Entre seus futuros projetos está a produção de uma cartilha sobre plantas medicinais, construída a partir do diálogo entre os conhecimentos aprendidos na universidade e aqueles transmitidos pelas demais gerações. 

A experiência também evidencia como a presença de mulheres indígenas em espaços de formação pode contribuir para ampliar referências para outras gerações. Para Luizete, ocupar a universidade representa também a possibilidade de levar novos conhecimentos para sua comunidade e fortalecer os vínculos com os saberes tradicionais. 

A diretora de Políticas de Educação Escolar Indígena no Ministério da Educação (MEC), Rosani Kamuri Kaingang, também destaca a importância da presença de mulheres indígenas em diferentes espaços da sociedade. 

“Apoiar a presença das indígenas mulheres em todos os espaços de poder é garantir o rompimento de um silenciamento histórico e é fortalecer a nossa luta pela valorização das nossas línguas, dos nossos territórios, das nossas culturas e das nossas tradições”. 

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Proteção Contra Violência – A instituição do Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas estabelece um marco para ampliar a atenção à proteção desse público e ao enfrentamento das diferentes formas de violência. 

A escolha do 5 de setembro conecta essa agenda à memória de Bartolina Sisa e à trajetória histórica de resistência das mulheres indígenas. A data passa, assim, a reunir duas dimensões: o reconhecimento do protagonismo das mulheres indígenas e a necessidade de garantir seus direitos e sua proteção. 

No campo educacional, essa perspectiva também envolve assegurar condições para que meninas e mulheres indígenas possam acessar, permanecer e avançar em suas trajetórias escolares e acadêmicas, preservando os vínculos com seus territórios, culturas e comunidades. 

A data reforça ainda a importância de reconhecer as mulheres indígenas como sujeitos de direitos e protagonistas na construção de seus próprios caminhos, seja nas comunidades, nas escolas, nas universidades ou em espaços de participação e decisão. 

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 Assista ao vídeo:

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) 

Fonte: Ministério da Educação

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