TECNOLOGIA
Seminário sobre Pilha de IA Nacional vai discutir autonomia tecnológica e soberania digital
TECNOLOGIA
O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) promove, em 1º e 2 de outubro, em Brasília (DF), o seminário Pilha de IA Nacional: Desafios para Autonomia Tecnológica e Soberania Digital. O evento será gratuito e presencial, na sede do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), com transmissão on-line.
O encontro reunirá especialistas da academia, do Governo do Brasil e do setor produtivo para discutir como o País pode avançar no desenvolvimento de uma inteligência artificial justa, soberana e orientada ao bem público, conforme previsto no Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (Pbia).
Ao longo dos dois dias, o seminário vai tratar desde os fundamentos da pilha de inteligência artificial — como infraestrutura, camadas superiores da arquitetura, dispositivos móveis e embarcados — até temas estratégicos, como ciência aberta, uso de tecnologias open source, formação de profissionais, articulações institucionais, cooperações internacionais e mecanismos de financiamento.
O objetivo é mapear desafios, identificar oportunidades e propor recomendações que orientem o avanço do Brasil rumo a uma inteligência artificial soberana e orientada ao interesse público.
O Pbia
O Plano Brasileiro de Inteligência Artificial é uma iniciativa estratégica coordenada pelo MCTI que orienta o desenvolvimento ético, seguro e sustentável da inteligência artificial no Brasil. Com investimentos previstos de até R$ 23 bilhões em quatro anos, o plano busca fortalecer a capacidade nacional de pesquisa, inovação e aplicação da IA em serviços públicos e setores estratégicos.
Entre suas metas, está a aquisição de um dos supercomputadores mais potentes do mundo, a promoção da formação de talentos, a criação de ambientes regulatórios transparentes e o estímulo à adoção da IA como ferramenta de desenvolvimento nacional.
Serviço
Evento: Seminário Pilha de IA Nacional: Desafios para Autonomia Tecnológica e Soberania Digital
Data: 1º de outubro, das 8h às 17h30, e 2 de outubro, das 9h às 12h30
Local: Serpro – 601 norte, Brasília (DF)
Formato: Presencial e on-line
Inscrições: Sympla (link de acesso será enviado por e-mail cadastrado)
TECNOLOGIA
MCTI e MTE lançam edital de R$ 100 milhões para inovação em economia solidária em todo País
O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) lançaram, nesta sexta-feira (3), edital que destina R$ 100 milhões para projetos de inovação tecnológica para a economia solidária. Os recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), operacionalizados pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), serão destinados a incubadoras tecnológicas de cooperativas populares (ITCPs) vinculadas a universidades e institutos federais, no âmbito do Programa Nacional de Incubadoras de Cooperativas Populares (Proninc).
O edital prevê o financiamento de projetos com valores de R$ 1,5 milhão a R$ 3 milhões e duração de até dois anos. As propostas deverão contemplar ações de desenvolvimento e difusão de tecnologias sociais para apoiar empreendimentos econômicos solidários, incluindo atividades de assessoria técnica, formação e extensão universitária de desenvolvimento territorial.
Os projetos selecionados serão executados por agências de inovação e incubadoras tecnológicas vinculadas a instituições de ensino superior e à Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica.
O Proninc reúne iniciativas de apoio às incubadoras tecnológicas de cooperativas populares, promovendo a integração entre instituições de ensino e pesquisa e empreendimentos da economia solidária. O programa contempla ações de desenvolvimento de tecnologias sociais e fortalecimento da capacidade técnica desses empreendimentos.
A secretária de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social (Sedes) do MCTI, Germana Pires Coriolano, ressaltou que o edital simboliza a retomada de políticas públicas voltadas à economia solidária e ao desenvolvimento inclusivo. “A ciência acontece quando a universidade trabalha ao lado de uma cooperativa para melhorar a produção, quando uma tecnologia social ajuda uma comunidade a gerar mais renda ou quando o conhecimento acadêmico encontra soluções para desafios concretos vividos pelas pessoas. É exatamente essa ciência, comprometida com o desenvolvimento dos territórios, que nós estamos fortalecendo hoje”, afirmou.
Durante a cerimônia, o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou que a economia solidária deve ser compreendida como estratégia permanente de desenvolvimento. “A retomada do programa priorizou a reconstrução da economia solidária enquanto estratégia de inclusão produtiva, sendo a inovação tecnológica uma ferramenta frente aos problemas reais de logística e infraestrutura dos trabalhadores pobres. E, ao mesmo tempo, integrando o conhecimento sistematizado das universidades com o conhecimento popular dos territórios, o MTE e o MCTI estão colocando a ciência e a tecnologia a serviço da inclusão produtiva”, frisou.
O edital na Bahia aloca R$ 100 milhões para incubadoras populares do Estado via Universidade Federal da Bahia (UFBA) em tecnologias de inovação. Desde 2013, o MCTI retomou as políticas públicas voltadas ao desenvolvimento social e ampliou os investimentos em ciência e tecnologia. Somente na Bahia, mais de R$ 1,3 bilhão foi investido de 2023 a 2025 para fortalecer pesquisa, inovação formação de recursos humanos e infraestrutura científica.
Segundo a gerente do Departamento Regional Centro-Oeste da Finep, Julieta Palmeira, a financiadora fortalece a capacidade das universidades e institutos federais de transformar conhecimento científico em soluções voltadas às demandas da população, promovendo inclusão produtiva, desenvolvimento territorial e melhoria da qualidade de vida.


