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Armazenamento de grãos: como ciência e tecnologia garantem qualidade e eficiência

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Engenharia mecânica é essencial no pós-safra

O armazenamento de grãos é um dos processos mais críticos da agroindústria, impactando diretamente na qualidade de produtos como soja, milho e trigo. Segundo Edson Marques da Silva, engenheiro mecânico, a engenharia mecânica e agrícola desempenha papel fundamental no projeto e otimização dos equipamentos, garantindo eficiência, segurança e padronização em toda a cadeia pós-colheita.

Fluxo contínuo e pré-limpeza dos grãos

Desde a descarga na moega até o transporte, secagem e armazenamento em silos, cada etapa é cuidadosamente planejada. Elevadores de canecas mantêm o fluxo constante dos grãos, enquanto máquinas de pré-limpeza removem palha, poeira e partículas indesejadas, assegurando grãos uniformes e limpos para as etapas seguintes.

Secagem controlada: fator chave para evitar perdas

A secagem controlada é essencial para manter a qualidade dos grãos, com a umidade ideal próxima de 13%, evitando deterioração e perdas econômicas. Secadores modernos, com controle preciso de temperatura e fluxo de ar, garantem essa padronização e protegem a integridade do produto.

Silos inteligentes e monitoramento constante

Após a secagem, os grãos são armazenados em silos inteligentes, equipados com sensores térmicos que monitoram continuamente a conservação até o transporte ou exportação. Essa tecnologia permite maior controle sobre o produto, prevenindo riscos e garantindo a competitividade da agroindústria.

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Integração entre tecnologia, conhecimento técnico e sustentabilidade

Edson Marques destaca que a aplicação de conceitos de termometria, termodinâmica, transferência de calor e massa, além de transporte de materiais, torna o pós-safra mais eficiente e sustentável. A integração entre tecnologia avançada, inovação e expertise assegura a segurança, qualidade e competitividade do setor.

“A engenharia mecânica é a base desse sistema, aplicando conceitos fundamentais para tornar o pós-safra mais eficiente e sustentável”, conclui Edson em seu perfil no LinkedIn.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Corrida global por terras raras leva Senado a discutir estratégia para minerais críticos

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O avanço da disputa internacional por minerais críticos e terras raras mobilizou a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que participou nesta semana de um debate no Senado sobre os caminhos para ampliar a presença do Brasil nas etapas de maior valor agregado da cadeia mineral.

A discussão ocorre em um cenário de crescente competição global por recursos considerados estratégicos para a produção de baterias, veículos elétricos, equipamentos eletrônicos, inteligência artificial, sistemas de defesa e geração de energia renovável. Nos últimos anos, Estados Unidos, China e União Europeia intensificaram políticas voltadas à segurança das cadeias de suprimentos e à redução da dependência externa desses insumos.

O Brasil aparece nesse cenário como um dos países com maior potencial geológico do mundo. Além de reservas de nióbio, grafita e lítio, o país possui importantes ocorrências de terras raras, grupo de minerais utilizados em equipamentos de alta tecnologia e considerados estratégicos pelas principais economias globais.

Durante audiência pública realizada pela Comissão de Relações Exteriores do Senado, integrantes da FPA defenderam a construção de uma política nacional voltada não apenas à extração mineral, mas também ao processamento industrial e à agregação de valor dentro do país. A avaliação apresentada durante o debate é que o Brasil corre o risco de repetir o modelo histórico de exportação de matéria-prima caso não avance em tecnologia, industrialização e segurança jurídica.

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INTERESSE MUNDIAL – Para o presidente do Instituto do Agronegócio, engenheiro agrônomo Isan Rezende, os minerais críticos e as terras raras deixaram de ser apenas uma questão mineral para se tornarem um tema de soberania econômica.

“O mundo vive uma corrida por recursos essenciais para a produção de baterias, semicondutores, inteligência artificial, sistemas de defesa e transição energética. O Brasil possui algumas das maiores reservas do planeta e precisa decidir se continuará exportando matéria-prima ou se avançará para ocupar posições mais estratégicas nessa cadeia.”

“O que preocupa é que as principais economias do mundo estão adotando políticas cada vez mais agressivas para garantir acesso a esses minerais. Os Estados Unidos ampliam sua pressão por acordos de fornecimento, a China mantém forte controle sobre etapas de processamento e diversos países passaram a restringir exportações para proteger suas próprias indústrias. O Brasil não pode assistir a esse movimento apenas como fornecedor de recursos naturais. É necessário construir uma política nacional que estimule pesquisa, industrialização, inovação e geração de valor dentro do país.”

“A discussão conduzida pela Frente Parlamentar da Agropecuária vai além da mineração. Estamos falando de desenvolvimento regional, atração de investimentos, geração de empregos qualificados e fortalecimento da competitividade brasileira. O país reúne reservas minerais, conhecimento técnico e capacidade produtiva para se tornar um protagonista global nesse mercado. Mas isso exige segurança jurídica, previsibilidade regulatória e uma estratégia de longo prazo que transforme riqueza geológica em riqueza econômica para os brasileiros.”

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Os Estados Unidos ampliaram programas de incentivo à produção doméstica e à diversificação de fornecedores, enquanto a China mantém posição dominante em etapas estratégicas do processamento de terras raras. Outros países produtores também passaram a restringir exportações de matérias-primas para estimular investimentos industriais locais.

No Senado, a discussão abordou ainda o Projeto de Lei 4.443/2025, que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A proposta busca estabelecer diretrizes para pesquisa, exploração, industrialização e atração de investimentos para o setor.

Entre os pontos destacados pelos participantes estão a necessidade de ampliar o conhecimento geológico do território brasileiro, fortalecer a pesquisa científica, estimular o desenvolvimento tecnológico e criar um ambiente regulatório capaz de atrair investimentos de longo prazo.

Para a FPA, o debate ultrapassa a questão mineral e passa a integrar uma agenda estratégica relacionada à competitividade da economia brasileira, à segurança das cadeias produtivas e ao posicionamento do país em um mercado que deve ganhar relevância crescente nas próximas décadas.

Fonte: Pensar Agro

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