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Açúcar recua em bolsas internacionais com expectativa de superávit global e avanço da produção no Brasil

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Os preços do açúcar encerraram a semana em queda nas principais bolsas internacionais, refletindo a expectativa de oferta global abundante e o avanço da produção brasileira. A projeção de superávit para a safra 2025/26 e o aumento do mix açucareiro no Centro-Sul do Brasil intensificaram a pressão sobre as cotações.

Projeções indicam superávit global após déficit

Segundo a consultoria StoneX, a safra 2025/26 deve registrar superávit de 2,8 milhões de toneladas, revertendo o déficit estimado de 4,7 milhões de toneladas no ciclo 2024/25. A revisão está amparada em previsões de safras robustas em países-chave, como Índia e Tailândia.

Ainda assim, no caso indiano, a trader Sucden informou que até 4 milhões de toneladas podem ser desviadas para a produção de etanol em 2025/26. Mesmo com esse redirecionamento, o excedente doméstico segue elevado, o que pode resultar em exportações de até 4 milhões de toneladas — o dobro da previsão inicial de 2 milhões.

Produção brasileira em alta pressiona mercado

No Brasil, os dados da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) mostraram forte avanço da produção. Na segunda quinzena de agosto, o Centro-Sul produziu 3,87 milhões de toneladas de açúcar, alta de 18% frente ao mesmo período de 2024. O mix açucareiro subiu de 48,78% para 54,20%.

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No acumulado da safra até agosto, a produção soma 26,76 milhões de toneladas, queda de 1,9% em relação ao ciclo anterior. Ainda assim, as usinas seguem priorizando a produção de açúcar em detrimento do etanol, ampliando a oferta do adoçante no mercado.

Cotações em Nova York e Londres

Na ICE Futures, em Nova York, os contratos de açúcar bruto encerraram a quinta-feira (25) em baixa. O contrato outubro/25 caiu 0,70%, para 15,53 centavos de dólar por libra-peso. O março/26 recuou 0,50%, a 16,05 centavos, e o maio/26 perdeu 0,57%, cotado a 15,63 centavos.

Em Londres, o açúcar branco também recuou. O contrato dezembro/25 fechou a US$ 457,40 por tonelada, queda de 0,28%. No pregão anterior, o mesmo contrato havia registrado US$ 458,40 por tonelada.

A semana foi marcada por mínimas históricas: em Nova York, os vencimentos mais próximos atingiram o menor patamar em 4,25 anos, enquanto em Londres os preços recuaram ao menor nível em quatro anos, prolongando a tendência de baixa que já se estende por sete meses.

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Açúcar cristal e etanol no mercado interno

No mercado brasileiro, o açúcar cristal também apresentou retração. De acordo com o Indicador Cepea/Esalq (USP), a saca de 50 quilos caiu 0,91%, negociada a R$ 118,70.

Já o etanol hidratado registrou leve alta. Segundo o Indicador Diário Paulínia, o metro cúbico foi negociado a R$ 2.840,00 nas usinas, avanço de 0,32%.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Atacado e exportação estabelecem ritmo recorde em agosto

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Os preços da carne de frango voltaram a subir no mercado interno, enquanto as exportações brasileiras iniciaram agosto no maior ritmo diário já registrado. A combinação de estoques ajustados, recuperação do consumo doméstico e forte procura internacional dá sustentação às cotações neste começo de mês.

Na quinta-feira (13.08), o frango congelado foi negociado no atacado da Grande São Paulo a R$ 7,20 o quilo, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O valor acumula alta de 0,84% desde o início de agosto.

A reação ocorre depois de um período de pressão sobre os preços no fim de julho e nos primeiros dias deste mês. O recebimento de salários aumentou o poder de compra das famílias, enquanto a volta às aulas impulsionou a procura por uma proteína amplamente utilizada no consumo doméstico, em restaurantes e na alimentação escolar.

Os estoques também estão relativamente ajustados à demanda. Esse equilíbrio reduz a necessidade de concessão de descontos por atacadistas e frigoríficos e ajuda a conter a pressão provocada pela maior oferta nacional de carne de frango.

A melhora no atacado, entretanto, não significa necessariamente uma recuperação imediata e na mesma proporção para todos os elos da cadeia. O efeito sobre a remuneração dos avicultores depende dos contratos de integração, dos custos de produção e do comportamento dos preços do milho e do farelo de soja, principais componentes da alimentação das aves.

No mercado externo, os números indicam uma procura ainda mais forte. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados pelo Cepea, mostram que o Brasil embarcou, em média, 30 mil toneladas de carne de frango in natura por dia nos cinco primeiros dias úteis de agosto.

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É a maior média diária para o período desde o início da série histórica, em 1997. Considerada a parcial, aproximadamente 150 mil toneladas foram exportadas nos cinco primeiros dias úteis do mês.

O resultado deve ser interpretado com cautela, porque ainda não permite projetar o volume total de agosto. O ritmo dos embarques pode variar ao longo do mês devido à programação dos portos, à disponibilidade de navios, aos contratos dos frigoríficos e ao calendário dos países compradores.

A arrancada de agosto, porém, dá sequência a um julho de forte desempenho. No mês passado, o Brasil exportou 519,2 mil toneladas de carne de frango, considerando produtos in natura e processados, crescimento de 29,9% em relação a julho de 2025. A receita ficou próxima de R$ 5,2 bilhões, alta de 34,3% na comparação anual, medida originalmente em dólares.

O avanço elevado também reflete a base mais fraca de 2025, quando restrições sanitárias temporárias adotadas após a confirmação de influenza aviária em uma granja comercial afetaram as vendas brasileiras. O foco foi eliminado e o Brasil recuperou gradualmente o acesso aos mercados que haviam suspendido as compras.

No primeiro semestre de 2026, os embarques chegaram a 2,936 milhões de toneladas, alta de 12,9% sobre igual período do ano anterior e recorde para os seis primeiros meses do ano.

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O desempenho reforça a posição do Brasil como maior exportador mundial de carne de frango. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) estima que o país poderá produzir entre 16 milhões e 16,15 milhões de toneladas em 2026, crescimento de até 5,6% sobre as 15,289 milhões de toneladas de 2025.

As exportações podem alcançar 5,875 milhões de toneladas neste ano, avanço de até 10,3%. Mesmo com o crescimento dos embarques, a disponibilidade para o mercado interno está estimada em aproximadamente 10,275 milhões de toneladas, 3,1% acima do volume registrado no ano passado.

A presença simultânea de demanda doméstica mais aquecida e exportações em ritmo elevado tende a reduzir a pressão de oferta sobre o atacado. A continuidade da recuperação, contudo, dependerá do consumo após o período de pagamento de salários e da manutenção das encomendas internacionais.

Para produtores e agroindústrias, o cenário é favorável, mas exige atenção aos custos. A valorização da carne melhora a capacidade de absorver despesas, enquanto uma eventual alta do milho ou do farelo de soja pode limitar as margens. Nas próximas semanas, o mercado acompanhará se o recorde diário dos embarques será mantido e se a reação observada no atacado chegará aos demais elos da cadeia.

Fonte: Pensar Agro

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