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Rede LFDA lança três novos manuais técnicos para laboratórios agropecuários
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A Rede de Laboratórios Federais de Defesa Agropecuária (Rede LFDA), do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), lançou três novos manuais técnicos na plataforma WikiSDA, com o objetivo de harmonizar e atualizar metodologias analíticas utilizadas pela Rede e por laboratórios credenciados. As publicações contemplam as áreas de diagnóstico fitossanitário, organismos geneticamente modificados (OGM) e especiação, além de bioinsumos.
O Manual da Área de Diagnóstico Fitossanitário estabelece diretrizes metodológicas destinadas a laboratórios oficiais e credenciados. Já o Manual da Área de OGM e Especiação define parâmetros técnicos para seleção e aplicação de metodologias analíticas específicas. O Manual de Metodologias de Bioinsumos, por sua vez, orienta análises em microbiologia agrícola, incluindo fungos micorrízicos arbusculares e outros microrganismos, em conformidade com a Política Nacional de Bioinsumos.
Segundo o coordenador-geral de Laboratórios Agropecuários, Fabricio Pedrotti, os novos documentos seguem o processo de harmonização previsto pela Portaria SDA/Mapa nº 1.110/2024 e substituem normativos publicados há mais de dez anos. “Os manuais trazem os aspectos que serão observados pela Rede Nacional de Laboratórios Agropecuários nos controles das amostras da fiscalização. O Manual de Bioinsumos permite o alinhamento entre os desafios das metodologias analíticas e os produtos registrados vinculados à Política Nacional de Bioinsumos”, destacou.
Confira os manuais na íntegra:
- Manual da Área de Diagnóstico Fitossanitário
- Manual da Área de Organismos Geneticamente Modificados (OGM) e Especiação (ESP)
- Manual de Metodologias de Bioinsumos
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Safra de algodão em Mato Grosso pode atingir 6,27 milhões de toneladas após revisão positiva da produtividade
A produção de algodão em Mato Grosso deverá ser maior do que o previsto inicialmente na safra 2025/26. A nova estimativa divulgada pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) aponta crescimento no potencial produtivo das lavouras, impulsionado pelas condições favoráveis registradas nos primeiros meses de desenvolvimento da cultura.
Apesar da redução na área cultivada, a revisão para cima da produtividade elevou a projeção da safra estadual para 6,27 milhões de toneladas de algodão em caroço, reforçando a posição de Mato Grosso como principal produtor da fibra no Brasil.
Área plantada recua diante de preços menos atrativos
De acordo com o levantamento de junho de 2026, a área destinada ao cultivo de algodão permanece estimada em 1,38 milhão de hectares. O número representa uma retração de 11,11% em relação ao ciclo anterior.
Segundo o Imea, a redução está diretamente relacionada ao cenário de mercado enfrentado pelos cotonicultores. Os preços da fibra considerados menos atrativos e os elevados custos de produção influenciaram a decisão dos produtores, resultando em menor expansão da cultura nesta temporada.
Produtividade surpreende e impulsiona projeção da safra
Mesmo com a diminuição da área cultivada, as perspectivas de rendimento melhoraram significativamente. O instituto revisou a produtividade média do algodão em caroço para 304,02 arrobas por hectare, aumento de 6,32 arrobas por hectare em comparação com a estimativa divulgada em maio.
O avanço reflete o bom desempenho das lavouras durante os primeiros estágios de desenvolvimento, favorecido por condições climáticas adequadas e bom estabelecimento das plantas no campo.
Segundo a análise do Imea, o cenário observado até o momento contribuiu para elevar o potencial produtivo das áreas cultivadas e compensar parte da redução na superfície plantada.
Produção é revisada para 6,27 milhões de toneladas
Com o ajuste na produtividade, a estimativa para a produção total de algodão em caroço em Mato Grosso foi elevada para 6,27 milhões de toneladas. O volume representa crescimento de 2,12% em relação à projeção anterior divulgada pelo instituto.
A nova previsão reforça a expectativa de uma safra robusta, mesmo diante dos desafios econômicos enfrentados pelo setor ao longo do planejamento da temporada.
Clima seguirá determinando o resultado final da safra
Embora os números atuais sejam positivos, o Imea destaca que a consolidação do potencial produtivo ainda dependerá das condições climáticas ao longo dos próximos meses.
Fatores como regime de chuvas, temperatura e sanidade das lavouras continuarão sendo determinantes para confirmar o rendimento projetado e garantir o alcance da produção estimada.
Com uma das maiores áreas de algodão do mundo concentradas no estado, Mato Grosso segue como protagonista da cotonicultura nacional, setor que desempenha papel estratégico nas exportações brasileiras e no abastecimento da indústria têxtil global.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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