AGRONEGOCIOS
Vigiagro retém ovos in natura enviados por remessa postal dos EUA sem autorização
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A Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro), do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), interceptou na terça-feira (23) uma encomenda de ovos in natura no Centro de Tratamento Internacional dos Correios (CEINT), no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro. O material, originário da Carolina do Norte (Estados Unidos), foi enviado por remessa postal sem a necessária autorização e certificação zoossanitária internacional.
Apesar de os Estados Unidos terem encerrado, em julho deste ano, o estado de emergência nacional em saúde pública para a gripe aviária, o país ainda registra focos do vírus H5N1 em aves, rebanhos leiteiros e até casos de infecção em humanos. A Carolina do Norte, de onde partiu a remessa, é um dos principais estados produtores de aves.
A ação do Vigiagro resultou na devolução dos ovos ao país de origem, medida essencial para reduzir o risco de introdução de doenças no Brasil. A entrada de produtos de origem animal ou vegetal sem o cumprimento das normas do Mapa configura infração legal e está sujeita a penalidades.
Risco sanitário
Ovos in natura podem estar contaminados pelo vírus da influenza aviária, tanto na casca quanto em seu interior, caso sejam provenientes de aves infectadas. Apesar de o consumo de ovos cozidos ser considerado seguro, a finalidade da remessa interceptada era desconhecida. Se destinados à reprodução, pintos oriundos de ovos contaminados poderiam introduzir e disseminar o vírus.
A fiscalização reforça a importância do cumprimento das normas zoossanitárias para proteger a avicultura nacional e a segurança alimentar.
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Exportações de carne suína batem recorde histórico em maio e reforçam força do agronegócio brasileiro
As exportações brasileiras de carne suína atingiram um novo marco em maio de 2026. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil embarcou 127,9 mil toneladas de carne suína in natura e processada, estabelecendo o maior volume já registrado para o mês desde o início da série histórica, em 1997.
O resultado confirma a forte presença do produto brasileiro no mercado internacional e reforça a competitividade da cadeia suinícola nacional, que vem ampliando sua participação em diversos destinos ao redor do mundo.
Recorde para o mês de maio
Embora o volume exportado tenha ficado 7,5% abaixo do registrado em abril, o desempenho superou em 8,8% os embarques realizados em maio de 2025, consolidando um novo recorde histórico para o período.
Segundo análises do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o resultado demonstra a capacidade do setor de manter um fluxo consistente de vendas externas, mesmo diante das oscilações naturais da demanda global.
Exportações seguem sustentando o mercado
O Cepea destaca que os embarques brasileiros de carne suína têm apresentado desempenho sólido ao longo de 2026. Apesar de recuos pontuais em alguns meses, o volume exportado continua registrando crescimento na comparação com o ano anterior.
Esse cenário reflete os esforços da cadeia produtiva para ampliar mercados e fortalecer a presença da proteína brasileira no comércio internacional, estratégia que tem sido fundamental especialmente durante o primeiro semestre, período em que a demanda externa costuma ser mais moderada.
Competitividade brasileira impulsiona vendas
A expansão das exportações também evidencia a competitividade da suinocultura nacional, apoiada por ganhos de produtividade, avanços sanitários e diversificação dos mercados compradores.
O desempenho das vendas externas contribui para o equilíbrio do mercado interno, oferecendo maior escoamento da produção e ajudando a sustentar a rentabilidade dos produtores em um cenário de desafios relacionados aos custos de produção e às oscilações dos preços das proteínas.
Perspectivas para 2026
Com os resultados acumulados até agora, o setor mantém expectativas positivas para o restante do ano. A continuidade da abertura de mercados, o fortalecimento das relações comerciais e a crescente demanda por proteína animal em diversos países podem favorecer novos avanços nas exportações brasileiras.
Caso o ritmo de embarques seja mantido nos próximos meses, 2026 poderá consolidar-se como mais um ano de destaque para a carne suína brasileira no mercado global, ampliando a participação do país entre os principais exportadores mundiais da proteína.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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