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Juizados Especiais completam 30 anos garantindo acesso rápido e simples à Justiça

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Há três décadas, os Juizados Especiais transformam a vida de milhares de brasileiros. Criados pela Lei n.º 9.099/95, promulgada em 26 de setembro de 1995, eles representaram a democratização do acesso à Justiça ao instituírem um sistema baseado na oralidade, simplicidade, informalidade, celeridade e economia processual.

Exemplo disso é a história de dona Maria Rosa Arruda, aposentada que teve valores descontados indevidamente de seu benefício e conseguiu, no 6º Juizado Especial Cível de Cuiabá, solucionar o problema. A sentença do juiz Claudio Roberto Zeni Guimarães determinou a devolução dos valores e a indenização por danos morais.

O presidente do Conselho de Supervisão dos Juizados Especiais, desembargador Sebastião de Arruda Almeida, ressalta que mais do que uma inovação legislativa, a lei foi um divisor de águas. “Ao reduzir formalismos, incentivar a conciliação e privilegiar a simplicidade dos atos, os juizados passaram a oferecer respostas eficazes e efetivas a milhares de demandas, garantindo soluções rápidas e acessíveis, sem burocracia”, destacou.

A eficiência se comprova em números: apenas em 2025 já foram distribuídos 172.528 processos aos juizados especiais em Mato Grosso, enquanto 185.098 foram julgados, revelando produtividade acima da demanda e redução no estoque processual. Atualmente, os juizados estão presentes em todas as 79 comarcas do estado, com unidades especializadas como o Juizado Volante Ambiental, o Juizado do Torcedor, o Juizado Especial Itinerante e o Serviço de Atendimento Imediato (SAI).

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O corregedor-geral da Justiça, desembargador José Luiz Leite Lindote, reforça que o sistema recebe atenção constante. “Os juizados especiais têm papel estratégico na aproximação entre a Justiça e o cidadão. Nossa missão é fortalecê-los cada vez mais, alinhando-os às diretrizes da Justiça 4.0 e aos macrodesafios do CNJ, com foco em produtividade, inovação e atendimento humanizado”, afirmou.

Na estrutura da Corregedoria-Geral da Justiça funciona o Departamento de Apoio aos Juizados Especiais (Daje), responsável por dar suporte a todas as unidades do estado. Para a diretora Shusiene Tassinari Machado, a lei consolidou um marco na cidadania. “Os juizados se firmaram, ao longo de três décadas, como um instrumento essencial, permitindo que o cidadão encontre no Judiciário um espaço mais ágil, simples e próximo de suas realidades”, destacou.

A advogada Bruna Fukasse, especialista em demandas nos juizados, também ressalta a relevância desse modelo. “Eles representam um verdadeiro avanço na garantia de direitos, tornando a Justiça mais acessível, ágil e próxima da realidade das pessoas”, afirmou.

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A capital Cuiabá conta com um complexo dos juizados especiais que reúne, em um só espaço, dez unidades de juizados, as Turmas Recursais, o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania, o Serviço de Atendimento Imediato, o Juizado Itinerante e parceiros do sistema de Justiça — tudo para facilitar o atendimento à população.

Em celebração aos 30 anos da Lei 9.099/95, a Corregedoria-Geral da Justiça, por meio do Departamento de Apoio aos Juizados Especiais (Daje), promoveu em junho deste ano a II Semana Nacional dos Juizados Especiais e uma audiência pública, marcada pela reflexão sobre conquistas, reconhecimento de avanços e planejamento para o futuro, reafirmando o compromisso de manter os juizados especiais como porta de entrada acessível e eficaz para todos os cidadãos.

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Autor: Assessoria de Comunicação

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: CGJ-MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Presidente do TJMT manifesta solidariedade à família de juíza do Rio Grande do Sul

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“O respeito à dignidade humana deve prevalecer em qualquer debate público, inclusive quando se trata de instituições. A crítica é legítima e necessária em uma sociedade democrática, mas ela não pode ultrapassar os limites da sensibilidade e do respeito à memória de uma jovem magistrada que teve sua trajetória interrompida de forma tão precoce. Transformar um momento de dor em instrumento de provocação causa indignação e aprofunda o sofrimento de familiares, amigos e colegas de profissão. É preciso preservar a humanidade acima de qualquer divergência”, afirmou o presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador José Zuquim Nogueira, ao endossar o posicionamento do Conselho de Presidentes dos Tribunais de Justiça do Brasil (CONSEPRE).
O Conselho de Presidentes dos Tribunais de Justiça do Brasil (CONSEPRE) vem a público para manifestar irrestrita solidariedade à família da Juíza Mariana Francisco Ferreira, do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, falecida na última quarta-feira, aos 34 anos, após coleta de óvulos para realização de reprodução assistida.
Lamenta, profundamente, que a indizível dor da família de Mariana tenha sido agravada em razão da falta de empatia, cuidado e respeito por parte do Jornal Folha de S. Paulo, representada por charge assinada, na edição deste sábado (09/05/2026), por Marília Marz.
O CONSEPRE louva o debate público, o controle social sobre as instituições e as liberdades de expressão e de imprensa, por reputá-las imprescindíveis aos regimes democrático e republicano: nenhuma democracia subsiste sem imprensa livre e sem espaço legítimo para crítica institucional.
Tais pilares, entretanto, não podem ser dissociados dos deveres mínimos de civilidade e respeito à dignidade humana. A crítica institucional jamais pode servir de instrumento para banalizar a morte, ridicularizar a dor humana ou desconsiderar o sofrimento de familiares, amigos e colegas profundamente abalados pela perda de uma vida.
A publicação da Folha de S. Paulo ultrapassa os limites do debate público legítimo ao recorrer a uma representação que, além de desrespeitosa, contribui para a crescente desumanização da magistratura brasileira, tratando com insensibilidade um momento de luto e consternação.
Torna-se, ainda, mais grave ao atingir a imagem de uma mulher magistrada recém-falecida, reproduzindo simbolicamente práticas de violência de gênero, incompatíveis com os avanços institucionais e sociais voltados à proteção da dignidade da mulher e ao enfrentamento de toda forma de violência ou discriminação.
Diante disso, o CONSEPRE reafirma sua solidariedade à família de Mariana e a toda a magistratura gaúcha, e espera que a degradação do debate público não persista em romper limites éticos de humanidade e respeito.

Autor: Flávia Borges

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Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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