AGRONEGOCIOS
Guia gratuito ajuda produtores a começar a irrigar e aumentar a produtividade
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A irrigação pode elevar a produtividade agrícola em até 80%, mas muitos produtores ainda têm dúvidas sobre como iniciar o processo. Perguntas sobre estrutura necessária, licenças, custos e viabilidade financeira acabam adiando decisões que poderiam transformar a estabilidade e a renda no campo.
Manual do Irrigante: passo a passo para produtores
Para orientar agricultores de todo o Brasil, a Netafim, pioneira em irrigação por gotejamento, lançou o Manual do Irrigante, um guia gratuito que reúne 60 anos de experiência da empresa. O material oferece uma linguagem acessível e detalha todas as etapas para começar a irrigar, desde o planejamento até a operação completa do sistema.

Seis etapas para implementar a irrigação com segurança
O guia organiza a jornada do agricultor irrigante em seis passos:
- Legalização e planejamento inicial – orientações sobre outorga de uso da água, licenciamento ambiental e alternativas de energia, incluindo solar.
- Elaboração do projeto de irrigação – análise de solo, cultura, clima, disponibilidade hídrica e simulações de retorno financeiro.
- Infraestrutura e instalação – escolha de equipamentos, preparação da área e testes iniciais.
- Treinamento e operação – capacitação da equipe para uso correto do sistema desde o início.
- Manutenção e suporte contínuo – plano preventivo, assistência técnica e acompanhamento agronômico.
- Inovação e expansão – integração com ferramentas digitais de monitoramento e automação, permitindo controle remoto pelo celular.
Importância estratégica do guia para o agro
Segundo a Agência Nacional de Águas (ANA), o Brasil possui atualmente 8,2 milhões de hectares irrigados, mas o potencial total chega a 55 milhões de hectares, representando uma das maiores oportunidades de crescimento sustentável no agro. O Manual do Irrigante é uma ferramenta estratégica para democratizar o acesso à tecnologia, especialmente entre pequenos e médios produtores, reduzindo barreiras de informação e investimento.
Gabriela Vicente, gerente de marketing da Netafim Brasil, destaca:
“Queremos mostrar ao agricultor que irrigar não é nenhum bicho de sete cabeças. O Manual organiza os principais passos de forma clara e prática, derrubando barreiras que muitas vezes existem apenas por falta de informação. Nossa expectativa é que este material seja o impulso que faltava para muitos produtores se sentirem prontos e confiantes para começar.”
Material gratuito disponível online
Mais do que um guia, o Manual do Irrigante é um convite para que produtores adotem a modernização e a sustentabilidade no campo. O documento pode ser baixado gratuitamente no site da Netafim: www.netafim.com.br/manualdoirrigante.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Greening avança na citricultura brasileira e reduz safra de laranja em até 14,7% no cinturão citrícola
A citricultura brasileira atravessa um dos cenários mais desafiadores das últimas décadas com o avanço do greening (HLB – Huanglongbing), considerado a principal ameaça fitossanitária da cultura dos citros no mundo. A doença já provoca perdas expressivas de produtividade, reduz a longevidade dos pomares e aumenta significativamente os custos de produção em toda a cadeia citrícola.
Os efeitos mais recentes do problema ficaram evidentes na nova estimativa da safra 2026/27 do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro, principal região produtora de laranja para suco do planeta.
Segundo o Fundecitrus, a produção deve atingir 255,20 milhões de caixas de 40,8 kg, queda de 12,9% em relação à safra anterior e retração de 14,7% na comparação com a média das últimas dez safras.
Clima e greening ampliam perdas na produção de citros
De acordo com o diretor-executivo do Fundecitrus, Juliano Ayres, a combinação entre adversidades climáticas e o avanço do greening tem intensificado os impactos sobre a produção.
“O cenário é resultado da variabilidade climática e da maior pressão do greening, com efeitos no pegamento, na carga e na queda de frutos. Mesmo com avanços tecnológicos nos pomares, o momento exige manejo rigoroso e monitoramento constante”, destacou.
Os dados foram apresentados durante a Expocitros 2026 e a Semana da Citricultura, eventos realizados no Centro de Citricultura Sylvio Moreira, em Cordeirópolis (SP), que reúnem pesquisadores, produtores, empresas e lideranças do setor para debater inovação, sustentabilidade e desafios fitossanitários.
Incidência do HLB chega a quase 50% dos pomares
Especialistas alertam que o avanço do greening já atingiu níveis críticos no cinturão citrícola. Segundo o consultor Gilberto Tozatti, a incidência média de plantas sintomáticas chega a 47,6%, enquanto a severidade da doença alcança 22,7%.
A severidade indica o grau de comprometimento da planta e está diretamente associada à queda de produtividade e à perda de frutos.
O consultor Hamilton Rocha reforça que a doença, detectada na região em 2004, continua em expansão. Atualmente, o HLB já está presente em áreas produtoras de Minas Gerais, Paraná e outros estados.
Impacto econômico compromete qualidade e rendimento industrial
Além da redução de produtividade, o greening impacta diretamente a qualidade da fruta e o rendimento industrial da cadeia de suco de laranja.
Estimativas do setor indicam que mais de 50% da queda prematura de frutos está associada ao HLB, o que compromete a competitividade do Brasil no mercado global.
Segundo especialistas, os prejuízos acumulados ao longo das últimas duas décadas incluem redução do vigor das plantas, queda de produtividade e deterioração da qualidade industrial do suco.
Manejo integrado segue como principal estratégia de controle
Sem cura definitiva, o controle do greening segue baseado em manejo integrado, com monitoramento constante e controle do psilídeo Diaphorina citri, vetor da bactéria associada ao HLB.
Em regiões menos afetadas, a recomendação é a erradicação rápida de plantas contaminadas e o controle intensivo do inseto vetor para evitar a disseminação da doença.
Já em áreas com alta incidência, o foco dos produtores está na manutenção da produtividade, com práticas voltadas à nutrição equilibrada, melhoria da fertilidade do solo e preservação do sistema radicular.
Especialistas destacam que não há reversão da doença em plantas sintomáticas, sendo possível apenas reduzir a velocidade de avanço dentro dos pomares.
Novas tecnologias ganham espaço no combate ao greening
Diante da limitação das estratégias atuais, o setor citrícola intensifica a busca por novas tecnologias de controle. Entre as soluções em desenvolvimento está o sistema Trecise, da Invaio Sciences, que propõe uma aplicação localizada de ingredientes ativos diretamente no tronco das plantas.
A tecnologia permite o uso de menores doses de produtos, com redução estimada de até 90% em comparação a métodos convencionais, além de menor exposição ambiental e ocupacional.
Em testes de campo, pesquisadores relatam resultados promissores, incluindo recuperação de plantas em estágios iniciais da doença e ganhos de produtividade de até 35% em áreas avaliadas.
Especialistas veem tecnologia como avanço complementar no manejo
Para consultores do setor, a inovação representa uma ferramenta adicional no enfrentamento do greening, sem substituir o manejo integrado.
Segundo Gilberto Tozatti, a tecnologia surge como uma alternativa promissora no controle da bactéria dentro da planta, contribuindo para a manutenção da produtividade dos pomares.
Hamilton Rocha também avalia positivamente a abordagem, destacando o potencial da aplicação localizada para maior eficiência no controle fitossanitário.
Produtores reforçam que o HLB continua sendo o principal desafio da citricultura brasileira, com impactos diretos na queda de frutos, baixa floração e mortalidade de plantas.
Citricultura aposta em integração de soluções para conter avanço da doença
Especialistas e representantes do setor destacam que o futuro do controle do greening depende da integração entre diferentes ferramentas, incluindo controle químico e biológico, manejo do solo, eliminação de plantas doentes e adoção de novas tecnologias.
A combinação de estratégias é vista como o caminho mais viável para reduzir perdas e garantir a sustentabilidade da produção no longo prazo.
Diante da pressão crescente do HLB, a citricultura brasileira entra em uma fase decisiva, em que inovação tecnológica e manejo rigoroso se tornam fundamentais para preservar a competitividade do país no mercado global de suco de laranja.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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