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Banco Mundial alerta: 97% da água que poderia ser reutilizada é desperdiçada
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O mundo perde a oportunidade de aproveitar uma das soluções mais eficazes para a crise hídrica. Segundo o relatório Scaling Water Reuse: A Tipping Point for Municipal and Industrial Use, do Banco Mundial, apenas 3% da água consumida por cidades e indústrias é proveniente de reuso potável ou industrial. Isso significa que 97% da água que poderia ser reaproveitada é descartada, enquanto bilhões de pessoas enfrentam crescente risco de desabastecimento.
Impactos ambientais e sociais do desperdício
Cidades e indústrias geram quase 1 bilhão de metros cúbicos de água usada diariamente, grande parte despejada sem tratamento em rios, lagos e aquíferos. Essa prática contribui para a poluição, compromete ecossistemas e intensifica a escassez hídrica em um contexto de mudanças climáticas e urbanização acelerada. Atualmente, mais de 2 bilhões de pessoas vivem em áreas urbanas com risco hídrico, e até 2050, 70% da população mundial estará concentrada em cidades, aumentando a pressão sobre o recurso.
Investimentos podem ampliar o reuso global
O Banco Mundial aponta que investimentos entre US$ 170 bilhões e US$ 340 bilhões nos próximos 15 anos poderiam multiplicar por oito a capacidade instalada de tratamento, elevando o reuso de 3% para 25% do abastecimento municipal até 2040. Essa expansão seria mais econômica que a dessalinização e funcionaria como um “seguro” contra os impactos da crise climática.
Benefícios do reuso de água
Cada metro cúbico de água reaproveitada oferece três vantagens: recuperação de água limpa, aproveitamento de energia e nutrientes e redução da pressão sobre mananciais e poluição ambiental. Segundo o relatório, manter o modelo atual de descarte é insustentável; acelerar o reuso é essencial para garantir resiliência hídrica.
Exemplos de sucesso pelo mundo e no Brasil
O estudo destaca experiências de sucesso em países como Cingapura, Estados Unidos e África do Sul, onde o reuso já é seguro e viável em grande escala. No Brasil, a iniciativa da Aquapolo Ambiental, fornecendo água de reuso para o Polo Petroquímico do ABC (SP), é citada como o maior projeto industrial do Hemisfério Sul. Márcio José, CEO da Aquapolo, ressalta:
“Não estamos falando de uma escolha para o futuro, mas de uma necessidade imediata. O Brasil já provou que o reuso industrial em larga escala é viável. Agora, é preciso replicar o modelo rapidamente, sob pena de comprometer a segurança hídrica da população.”
Reuso deve ser prioridade global
O Banco Mundial conclui que o mundo está diante de um ponto de virada. O reuso de água não pode mais ser tratado como medida complementar; precisa integrar políticas públicas, investimentos privados e estratégias de adaptação climática. Implementado com urgência, pode transformar água descartada em ativo estratégico, garantindo desenvolvimento econômico, proteção à vida e sustentabilidade hídrica para bilhões de pessoas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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China reconhece Brasil como livre de febre aftosa e abre caminho para expansão das exportações de carne suína
O agronegócio brasileiro conquistou uma importante vitória no mercado internacional. A China reconheceu oficialmente todo o território brasileiro como livre de febre aftosa, medida que deverá impulsionar as exportações de carne suína, ampliar oportunidades comerciais e fortalecer ainda mais as relações sanitárias entre os dois países.
O anúncio foi celebrado pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), que destacou o trabalho conduzido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), em parceria com o Ministério das Relações Exteriores (MRE), a ApexBrasil, os serviços estaduais de defesa agropecuária e o setor produtivo nacional.
A decisão representa um marco para a suinocultura brasileira e reforça o reconhecimento internacional da qualidade e da robustez do sistema de defesa sanitária do país.
Reconhecimento amplia oportunidades para a suinocultura brasileira
Segundo a ABPA, o novo status sanitário deverá gerar benefícios imediatos para estados que possuem frigoríficos habilitados a exportar para a China.
Até então, apenas Santa Catarina possuía o reconhecimento de área livre de febre aftosa sem vacinação perante as autoridades chinesas, condição que permitia o embarque de produtos com maior valor agregado, como carnes com osso e miúdos externos.
Com a ampliação do reconhecimento para todo o território nacional, estados como Rio Grande do Sul e Mato Grosso passam a ter acesso às mesmas condições comerciais, ampliando a competitividade da carne suína brasileira no principal mercado consumidor do mundo.
Atualmente, Santa Catarina conta com sete plantas habilitadas para exportação ao mercado chinês, enquanto o Rio Grande do Sul possui oito unidades autorizadas e Mato Grosso uma planta exportadora apta a atender o país asiático.
Exportações podem crescer mais de 40 mil toneladas por ano
As projeções da ABPA indicam que o reconhecimento sanitário poderá gerar um incremento superior a 40 mil toneladas anuais nas exportações brasileiras de carne suína destinadas à China.
O aumento dos embarques deve contribuir para fortalecer a renda dos produtores, estimular investimentos na cadeia produtiva, gerar novos empregos e ampliar a entrada de divisas na economia brasileira.
Além do crescimento das exportações, a medida cria condições para futuras habilitações de frigoríficos em outras regiões do país, ampliando ainda mais o potencial de expansão do setor.
Confiança sanitária fortalece posição do Brasil no mercado global
Para o presidente da ABPA, Ricardo Santin, a decisão chinesa é resultado de décadas de trabalho voltado ao fortalecimento da sanidade animal brasileira e à construção de credibilidade internacional.
Segundo ele, o reconhecimento demonstra a confiança das autoridades chinesas na qualidade dos sistemas brasileiros de vigilância, controle sanitário e defesa agropecuária.
A medida também reforça o posicionamento do Brasil como fornecedor estratégico de proteína animal para mercados exigentes, em um momento em que a segurança alimentar e os padrões sanitários ganham importância crescente no comércio internacional.
Brasil amplia protagonismo no comércio mundial de proteínas
O reconhecimento da China ocorre em um cenário de aumento da demanda global por alimentos seguros, rastreáveis e produzidos sob elevados padrões sanitários.
Nesse contexto, a certificação de todo o território nacional como livre de febre aftosa fortalece a competitividade da proteína animal brasileira e amplia as perspectivas de crescimento das exportações nos próximos anos.
Além de consolidar a liderança brasileira na produção de carnes, a decisão cria um ambiente mais favorável para o aprofundamento das relações comerciais entre Brasil e China, principal destino das exportações do agronegócio nacional.
Sanidade animal segue como diferencial estratégico
A conquista reforça a importância dos investimentos contínuos em defesa agropecuária, vigilância sanitária e rastreabilidade da produção.
Especialistas do setor avaliam que a manutenção de elevados padrões sanitários continuará sendo um dos principais diferenciais competitivos do agronegócio brasileiro no mercado internacional.
Com o novo reconhecimento, a suinocultura nacional ganha fôlego para ampliar sua presença no mercado chinês e consolidar o Brasil entre os maiores fornecedores globais de proteína animal.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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