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Safra 2025/26: Manejo Integrado Promove Uso Mais Eficiente do Fósforo na Agricultura
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A eficiência do fósforo continua sendo um desafio central na agricultura tropical, onde grande parte do nutriente aplicado ao solo não é absorvida pelas plantas. Estudos conduzidos pela ICL no Brasil demonstram que, por meio de manejo integrado e tecnologias biológicas, é possível aumentar a mobilização do fósforo retido, reduzindo desperdícios e ampliando a produtividade.
Segundo pesquisa publicada na Nature Scientific Reports (Pavinato et al., 2020), o Brasil aplica cerca de 1,6 milhão de toneladas de fósforo por ano, mas mais de 70% permanecem em formas pouco disponíveis para as plantas. Na prática, de cada 100 quilos aplicados, apenas metade é aproveitada. “É como se o solo segurasse o fósforo com muito mais força do que a raiz consegue puxar”, explica Deyvid Bueno, gerente de Produtos da ICL para Aminoagro e Dimicron.
Ensaios de campo validam aumento da eficiência
Entre 2018 e 2023, a ICL conduziu pesquisas em seus centros de inovação em Conchal (SP) e Cruz Alta (RS), além de ensaios de campo em diferentes regiões do país. Os resultados mostraram aumento de até 18% na disponibilidade de fósforo e 19% de magnésio, confirmando que o manejo estruturado pode reduzir perdas e elevar a produtividade das lavouras.
Solo vivo como base para produtividade e resiliência
O conceito central do manejo estruturado é o sistema “Solo Vivo é Solo Fértil”, que combina soluções das marcas Aminoagro e Dimicron em quatro frentes:
- Expansão do sistema radicular (Raiz Pro e TMSP Power)
- Estruturação do ambiente de solo (Moltop e Dimilon)
- Mobilização microbiológica de fósforo (Tecnologia Phos)
- Produção de fitormônios e fixação biológica de nitrogênio (PHOS e EVO53)
“Combinando fatores que melhoram o solo, microbiologia aplicada e expansão radicular, conseguimos tornar o fósforo mais disponível e reduzir desperdícios, independentemente da região do Brasil”, afirma Bueno. Em ensaios, o uso das ferramentas biológicas PHOS e EVO53 recuperou até 3 kg/ha a mais de fósforo em comparação a tratamentos convencionais, resultando em ganhos de produtividade superiores a cinco sacas por hectare, especialmente em áreas com estresse hídrico.
Biomimética inspira soluções sustentáveis
A iniciativa da ICL é baseada na Biomimética, ciência que se inspira em processos naturais para criar soluções aplicadas à agricultura. “Ao observar como solo e microrganismos se organizam na natureza, desenvolvemos tecnologias que imitam e potencializam esses mecanismos, tornando o manejo mais eficiente e sustentável”, explica Bernardo Vieira, gerente de Produtos Biológicos da ICL.
Para os agricultores, o impacto é direto: o fósforo aplicado ao solo passa a ser melhor aproveitado sem necessidade de aumentar doses, aumentando a produtividade e reduzindo custos.
Perspectivas para a safra 2025/26
Para a próxima safra, o manejo integrado e estruturado deve ganhar relevância crescente, oferecendo soluções cientificamente validadas para diferentes realidades e regiões do país. “Quanto mais vivo está o solo, mais fértil ele se torna. Nosso objetivo é transformar perdas em produtividade real, garantindo sustentabilidade e eficiência na agricultura brasileira”, conclui Bueno.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Brasil avança na OMC em negociações sanitárias para abertura de mercados
O Brasil obteve avanços nas negociações sanitárias e fitossanitárias para a abertura e ampliação de mercados durante a 95ª reunião do Comitê de Medidas Sanitárias e Fitossanitárias (SPS) da Organização Mundial do Comércio (OMC), realizada entre os dias 22 e 26 de junho, em Genebra, na Suíça. A atuação conjunta do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE) incluiu 17 reuniões bilaterais com países estratégicos para o agronegócio brasileiro, contribuindo para destravar negociações, atualizar certificados sanitários e fortalecer o comércio internacional de produtos agropecuários.
A delegação brasileira foi composta pela adida agrícola do Brasil junto à OMC, Andréa Moura; pelo coordenador de Temas Multilaterais da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais, César Vandesteen; pelo auditor fiscal federal agropecuário Bernardo Todeschini; e pelos diplomatas do MRE que atuam na OMC, Diego Fernandes Alfieri e Paulo Henrique Moraes Tapajós.
No âmbito do Comitê SPS, o Brasil tratou diretamente com parceiros comerciais de temas que impactam o acesso de produtos agropecuários aos mercados internacionais. As reuniões bilaterais tiveram como foco o avanço de negociações sanitárias pendentes, a ampliação de mercados, a atualização de certificados sanitários internacionais e a defesa dos interesses do agronegócio brasileiro.
Entre os principais resultados, a Ucrânia sinalizou a possibilidade de realizar, ainda em setembro deste ano, uma auditoria no sistema brasileiro de inspeção. A medida representa uma etapa importante para a retomada das exportações brasileiras de carne suína ao país europeu, suspensas desde 2018.
Também houve avanços nas tratativas com o Canadá, que confirmou a realização de uma auditoria no início de outubro para o reconhecimento da regionalização brasileira para Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) e Doença de Newcastle. A iniciativa permitirá dar continuidade às negociações para a atualização dos Certificados Sanitários Internacionais aplicáveis às exportações brasileiras de carne de aves, processo conduzido pelo Brasil desde 2023.
Ao longo da semana, também foram discutidas 13 Preocupações Comerciais Específicas (PCEs), instrumento utilizado pelos membros da OMC para buscar esclarecimentos sobre medidas sanitárias e fitossanitárias que possam afetar o comércio internacional. Aproximadamente metade das PCEs é solucionada em até dois anos. Por privilegiar o diálogo técnico entre os países-membros, o mecanismo consolidou-se como uma importante ferramenta para prevenir disputas comerciais, apoiar a abertura de mercados e defender os interesses do agronegócio brasileiro.
Sobre o Comitê SPS
O Comitê de Medidas Sanitárias e Fitossanitárias (SPS) é o principal foro internacional para discutir medidas sanitárias e fitossanitárias que afetam o comércio de produtos agropecuários. Seu objetivo é assegurar que as medidas adotadas para proteger a saúde humana, animal e vegetal sejam fundamentadas em critérios científicos e não constituam barreiras injustificadas ao comércio internacional.
O Brasil mantém atuação ativa no Comitê SPS e atualmente é o segundo país que mais apresenta notificações ao colegiado, atrás apenas dos Estados Unidos. Essa atuação contribui para ampliar a transparência, a previsibilidade e a segurança jurídica das regras aplicadas ao comércio internacional de produtos agropecuários.
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