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Exportações de carne bovina brasileira batem recorde em setembro e acumulam crescimento de 16% em 2025

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O Brasil registrou o melhor mês da história em exportações de carne bovina em setembro de 2025, com 352 mil toneladas embarcadas, aumento de 31,1% frente ao mesmo mês de 2024 (268 mil t) e de 17,6% sobre agosto (299 mil t). A receita somou US$ 1,9 bilhão, alta de 18,4% em relação ao ano anterior, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).

O desempenho histórico foi alcançado mesmo com tarifas adicionais impostas pelos Estados Unidos em agosto, que elevaram o custo de importação da carne brasileira. Apesar da redução nos embarques ao mercado norte-americano, o país manteve trajetória de crescimento e consolidou setembro como o mês de maior volume já exportado pelo Brasil.

China lidera importações, seguida por UE, México e EUA

A China permaneceu como principal destino das exportações em setembro, com 190,5 mil toneladas (US$ 1,06 bilhão), representando mais da metade do total. Os demais mercados de destaque foram:

  • União Europeia: 15,4 mil t (US$ 132,7 milhões)
  • México: 13,2 mil t (US$ 73,4 milhões)
  • Estados Unidos: 9,9 mil t (US$ 72,3 milhões)
  • Filipinas: 12,7 mil t (US$ 58,7 milhões)
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A maior parte das exportações foi composta por carne in natura (314 mil t, 89,37% do total), seguida por miúdos (20,8 mil t), produtos industrializados (9,2 mil t), gordura (4,3 mil t), tripas (3 mil t) e carnes salgadas (67 t).

Acumulado de 2025 confirma crescimento e liderança internacional

Entre janeiro e setembro de 2025, o Brasil exportou 2,44 milhões de toneladas, alta de 16% frente ao mesmo período de 2024 (2,10 milhões t), gerando US$ 12,4 bilhões (+35,4%). Esses números consolidam o país como líder mundial em exportações de carne bovina, próximo do total anual de 2024, quando foram embarcadas 2,89 milhões t, gerando US$ 12,8 bilhões.

A China segue como principal destino no acumulado do ano, com 1,15 milhão t embarcadas e US$ 6,06 bilhões em receita, representando 47% do volume e 49% do valor total. Outros mercados em crescimento foram:

  • Estados Unidos: 218,9 mil t; US$ 1,3 bilhão
  • México: 94,1 mil t; US$ 513,1 milhões
  • Chile: 91,7 mil t; US$ 497,8 milhões
  • Rússia: 85 mil t; US$ 364,9 milhões
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Mesmo com a retração temporária nos embarques aos EUA devido às tarifas, o país manteve a importância estratégica, com crescimento de 64,6% em volume e 53,8% em valor no acumulado do ano.

Diversificação e competitividade impulsionam resultados

Mercados como México (+213%), União Europeia (+109%), Rússia (+50%) e Chile (+25%) registraram expansão expressiva, refletindo a diversificação de destinos e a competitividade da carne bovina brasileira.

Segundo Roberto Perosa, presidente da Abiec, os resultados demonstram a solidez do setor, sustentada por produtividade, sanidade e regularidade no fornecimento. “O Brasil segue ampliando sua presença internacional de forma consistente, com embarques diversificados e novas habilitações comerciais em parceria com o governo”, afirmou.

Perosa destacou ainda que 70% da carne produzida é destinada ao consumo interno, demonstrando o equilíbrio entre atender à demanda doméstica e fortalecer a presença internacional. “Mesmo diante das tarifas dos EUA, seguimos trabalhando para restabelecer este mercado estratégico e abrir novas frentes de exportação”, completou.

A Abiec, que reúne 47 empresas responsáveis por 98% das exportações brasileiras de carne bovina, atua na promoção e expansão da presença internacional do produto.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Conama aprova nova resolução para licenciamento ambiental da aquicultura

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O Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) aprovou, nesta quarta-feira (2), a nova resolução que estabelece regras para o licenciamento ambiental da atividade de aquicultura. A norma substituirá a Resolução Conama nº 413/2009 e atualiza os critérios de enquadramento dos empreendimentos, adequando o licenciamento às características atuais do setor.

Entre os principais avanços da nova resolução está a definição do porte dos empreendimentos com base na produção. A modalidade de licenciamento também passa a considerar o porte da atividade: empreendimentos de pequeno porte poderão ser enquadrados na Licença por Adesão e Compromisso (LAC); os de médio porte, na Licença Ambiental Única (LAU); e os de grande porte estarão sujeitos ao licenciamento ordinário, conforme o enquadramento.

A nova regra também estabelece que o cultivo de espécies exóticas não altera, por si só, a modalidade de licenciamento. Além disso, o monitoramento ambiental deverá ser adequado ao porte do empreendimento, permitindo maior proporcionalidade entre as exigências ambientais e a escala da atividade.

A resolução incorpora ainda conceitos relacionados à realidade atual da aquicultura, como boas práticas aquícolas, adensamento, escapes em massa, espécies ornamentais, sistemas de cultivo integrado ou consorciado e sistemas de produção fechados.

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Construção da nova resolução

A revisão da Resolução Conama nº 413/2009 foi conduzida por um Grupo de Trabalho coordenado pelo Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) e contou com a participação de diferentes órgãos públicos, instituições de pesquisa, representantes do setor produtivo, entidades estaduais e municipais de meio ambiente, especialistas e sociedade civil.

O grupo realizou reuniões ordinárias e extraordinárias entre dezembro de 2024 e novembro de 2025, período em que foram discutidas e construídas as propostas de atualização da regulamentação.

Entre os temas analisados esteve a atualização dos conceitos utilizados na regulamentação, buscando incorporar a evolução dos sistemas e das práticas de produção aquícola. Também foi discutido um novo modelo de enquadramento dos empreendimentos, considerando porte e sistema de produção.

A proposta também retirou o chamado grau de severidade da espécie como critério. Para o cultivo de espécies exóticas, alóctones ou híbridas, permanecem previstas medidas específicas de prevenção e mitigação de potenciais impactos ambientais, incluindo ações para evitar escapes e mecanismos de biossegurança.

Com a aprovação da nova resolução pelo Conama, a Aquicultura ganha muito com critérios mais justos e respeito a cadeia.

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ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura
[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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